LU OLI­VEI­RA – ES­CRE­VER É PRE­CI­SO

O Diario do Norte do Parana - - OPINIÃO -

Mais um dia. Mais um dia co­mo tan­tos ou­tros. Ao som do des­per­ta­dor, abriu os olhos, as­sus­ta­do. Não, não es­ta­va atra­sa­do. Mas era aque­le ba­ru­lho. Aque­le ba­ru­lho não era ape­nas o pre­nún­cio de que de no­vo fa­ria as mes­mas coi­sas, vi­ria as mes­mas pes­so­as, an­da­ria pe­los mes­mos lu­ga­res. Aque­le ba­ru­lho era a pro­va de que a sua vi­da era co­mum de­mais, pre­vi­sí­vel de­mais. E is­so o as­sus­ta­va. As­sus­ta­va aque­le ho­mem de gran­de por­te, de voz im­po­nen­te, mas de vi­da va­zia. Depois do ba­nho, ves­tiu-se co­mo de cos­tu­me. Ao se olhar no es­pe­lho, per­ce­beu que ha­via co­lo­ca­do a ca­mi­se­ta do aves­so. Não fez o ges­to au­to­má­ti­co de ti­rá-la e ves­ti-la cor­re­ta­men­te. Co­me­ço a ob­ser­var me­lhor as mar­cas que iden­ti ca­vam o aves­so. E gos­tou. E de­ci­diu. Da­que­le dia em di­an­te, se­ria um ho­mem do aves­so. No ele­va­dor, a se­nho­ra de ros­to fe­cha­do ape­nas xou os olhos na rou­pa, mas não dis­se na­da. No tra­ba­lho, os ami­gos ri­ram de­le. Na

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