Cui­da­do com a ‘bar­ri­ga de cer­ve­ja’

O Diario do Norte do Parana - - CIDADES -

Pensando em co­mo o cli­en­te po­de apro­vei­tar ao má­xi­mo o sa­bor dos cho­pes ofe­re­ci­dos pe­la ca­sa, a cer­ve­ja­ria su­ge­re har­mo­ni­za­ções. As di­cas fa­ci­li­tam a es­co­lha. “A har­mo­ni­za­ção com cer­ve­ja é um pou­co no­va e não tão co­mum quan­to o vi­nho”, diz. “O car­dá­pio traz ape­nas uma in­di­ca­ção, é a pes­soa que tem que des­co­brir se ela é boa pa­ra o seu pa­la­dar”, ex­pli­ca.

Di­cas

Al­gu­mas su­ges­tões fa­ci­li­tam a ida ao bo­te­co. Es­pe­ci­a­lis­tas di­zem que amen­doins com­bi­nam com cer­ve­jas ado­ci­ca­das, co­mo as do ti­po light la­ger, amber la­ger e bock. A pil­sen vai bem pas­tel, ba­ta­ta fri­ta e fri­tu­ras em ge­ral. No chur­ras­co, es­co­lha brown ale e por­ter. Pa­ra as car­nes me­nos gor­du­ro­sas, fi­que com as do ti­po lar­ger. As cer­ve­jas de tri­go acom­pa­nham sa­la­das e fru­tos do mar. A stout com­bi­na com cho­co­la­tes e ma­ris­cos. Há qu­em di­ga que a cer­ve­ja cer­ta des­ban­ca até a cai­pi­ri­nha co­mo me­lhor com­pa­nhia da fei­jo­a­da. Pa­ra a per­fei­ta har­mo­ni­za­ção com o prato, op­te por pil­sen, dark ame­ri­can la­ger e bock. “Pa­ra qu­em se pre­o­cu­pa com o pra­zer da de­gus­ta­ção da cer­ve­ja, a har­mo­ni­za­ção é mui­to vá­li­da”, diz Fer­rei­ra. “É ir além de sim­ples­men­te co­mer e be­ber, é des­co­brir no­vos sa­bo­res.” Em­bo­ra a obe­si­da­de es­te­ja as­so­ci­a­da a vá­ri­os ou­tros pro­ble­mas de saú­de - hi­per­ten­são, co­les­te­rol ele­va­do, as­ma, ap­neia do so­no e do­en­ças das ar­ti­cu­la­ções -, ha­via a no­ção de que ho­mens aci­ma do pe­so en­fren­ta­vam ris­co me­nor de per­da ós­sea. “Não é ver­da­de”, afir­ma Mi­ri­am Bre­del­la, ra­di­o­lo­gis­ta do Hos­pi­tal Ge­ral de Mas­sa­chu­setts. A equi­pe da pes­qui­sa­do­ra ava­li­ou 35 ho­mens obe­sos, que têm, em mé­dia, 34 anos e Ín­di­ce de Mas­sa Cor­po­ral (IMC) de 36,5. Os ho­mens fo­ram di­vi­di­dos em dois gru­pos: um em que a gor­du­ra era prin­ci­pal­men­te sub­cu­tâ­nea (es­pa­lha­da por to­do o cor­po) e ou­tro com pre­do­mí­nio da gor­du­ra vis­ce­ral ou in­tra-ab­do­mi­nal. A gor­du­ra vis­ce­ral, que faz até os ma­gros te­rem ‘bar­ri­ga de cer­ve­ja’, é bem mais ame­a­ça­do­ra que a sub­cu­tâ­nea. “O que mais nos sur­pre­en­deu foi que os ho­mens com gor­du­ra vis­ce­ral ti­nham os­sos sig­ni­fi­ca­ti­va­men­te mais fra­cos [do que o ou­tro gru­po]. Eles são ho­mens com o mes­mo grau de obe­si­da­de e mais ou me­nos da mes­ma ida­de”, ex­pli­ca Bre­del­la.

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