Lan­ça­do pa­co­te de R$ 100 bi

De­ci­são faz par­te da se­gun­da ro­da­da de me­di­das anun­ci­a­das no es­for­ço de cri­ar uma agen­da po­si­ti­va, depois da divulgação do fra­co de­sem­pe­nho da eco­no­mia no 3º tri­mes­tre

O Diario do Norte do Parana - - ECONOMIA - Agên­cia Es­ta­do

re­da­cao@ O go­ver­no am­pli­ou em R$ 100 bi­lhões a li­nha de cré­di­to pa­ra es­tí­mu­lo ao in­ves­ti­men­to do Ban­co Na­ci­o­nal de De­sen­vol­vi­men­to Econô­mi­co e So­ci­al (BNDES) e bai­xou de 5,5% pa­ra 5% ao ano a Ta­xa de Ju­ros de Lon­go Pra­zo (TJLP), usa­da pe­la ins­ti­tui­ção co­mo re­fe­rên­cia em to­dos os de­mais em­prés­ti­mos. Tra­ta-se da se­gun­da ro­da­da de me­di­das anun­ci­a­das no es­for­ço de cri­ar uma agen­da po­si­ti­va, depois da divulgação do fra­co de­sem­pe­nho da eco­no­mia no ter­cei­ro tri­mes­tre.

Com o di­nhei­ro, que vi­rá do or­ça­men­to do BNDES, o go­ver­no es­pe­ra ele­var os in­ves­ti­men­tos após 5 tri­mes­tres con­se­cu­ti­vos de que­da. Es­sa ex­pan­são aju­da­ria o País a cres­cer 4% no ano que vem, se­gun­do o mi­nis­tro da Fa­zen­da, Guido Mantega. Os re­cur­sos se­rão li­be­ra­dos por meio do Pro­gra­ma de Sus­ten­ta­ção do In­ves­ti­men­to (PSI).

Depois de ba­ter em 7,5% em 2010, o cres­ci­men­to do PIB caiu a 2,7% no ano pas­sa­do e nes­te ano po­de fi­car abai­xo de 1%. Na ter­ça-fei­ra, Mantega anun­ci­ou cor­te de R$ 3,4 bi­lhões em im­pos­tos e uma li­nha de R$ 2 bi­lhões da Cai­xa pa­ra a cons­tru­ção ci­vil.

Na ava­li­a­ção da Fe­de­ra­ção das In­dús­tri­as de São Pau­lo (Fi­esp), a am­pli­a­ção do PSI é po­si­ti­va, mas in­su­fi­ci­en­te. Fa­to­res co­mo o câm­bio va­lo­ri­za­do, que en­ca­re­ce os pro­du­tos bra­si­lei­ros lá fo­ra, a al­ta car­ga tri­bu­tá­ria e a bu­ro­cra­cia do País mi­nam a com­pe­ti­ti­vi­da­de das em­pre­sas.

Na prá­ti­ca, os em­prés­ti­mos do PSI vão ofe­re­cer ju­ros “ne­ga­ti­vos”, com ta­xas abai­xo da in­fla­ção. No pri­mei­ro se­mes­tre, o fi­nan­ci­a­men­to cus­ta­rá até 3% ao ano, su­bin­do pa­ra 3,5% a par­tir de ju­lho. Es­se ín­di­ce va­le pa­ra a com­pra de bens de ca­pi­tal, co­mo má­qui­nas e equi­pa­men­tos, e de má­qui­nas ru­rais, pe­ças e com­po­nen­tes. Pa­ra em­pre­en­di­men­tos de ener­gia elé­tri­ca e pre­ven­ção de de­sas­tres na­tu­rais, a ta­xa se­rá de 5,5%.

Ho­je, a me­nor ta­xa pra­ti­ca­da pe­lo PSI é de 2,5%, va­lor de­fi­ni­do em agos­to pe­lo Con­se­lho Mo­ne­tá­rio Na­ci­o­nal (CMN). En­tre­tan­to, es­se pa­ta­mar tem im­pe­di­do que pe­que­nas em­pre­sas usu­fru­am do pro­gra­ma, por­que os ban­cos lu­cram pou­co com as ope­ra­ções e ten­dem a não em­pres­tar, se­gun­do o pre­si­den­te do BNDES, Lu­ci­a­no Coutinho. Daí a de­ci­são do go­ver­no de um pe­que­no au­men­to nos ju­ros.

Qu­es­ti­o­na­do so­bre quan­to o BNDES vai pre­ci­sar no ano que vem, Mantega dis­se que is­so “não é um pro­ble­ma.” Mas ad­mi­tiu que o go­ver­no ain­da não fez a con­ta. Dos R$ 100 bi­lhões do PSI, R$ 85 bi­lhões vi­rão do or­ça­men­to do BNDES. Os R$ 15 bi­lhões res­tan­tes se­rão de­pó­si­tos com­pul­só­ri­os que os ban­cos pri­va­dos dei­xam ho­je no Ban­co Cen­tral, sem ren­di­men­to. As em­pre­sas po­de­rão usar o di­nhei­ro pa­ra de­sen­vol­ver pro­je­tos de ino­va­ção, au­men­tar ca­pa­ci­da­de tec­no­ló­gi­ca e ex­por­tar equi­pa­men­tos.

Mantega; Bra­sil cres­ce­rá 4%

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