Apre­en­são de brin­que­dos cai 36,8%

O Diario do Norte do Parana - - CIDADES - Renato Oli­vei­ra

re­na­to­o­li­vei­ra@odi­a­rio.com O mon­tan­te fi­nan­cei­ro de apre­en­sões de brin­que­dos con­tra­ban­de­a­dos do Pa­ra­guai em ope­ra­ções da Re­cei­ta Fe­de­ral caiu 36,8% en­tre ju­lho e no­vem­bro de 2012 an­te o mes­mo pe­río­do de 2011, na re­gião de Ma­rin­gá. Os prin­ci­pais pro­du­tos apre­en­di­dos são car­ri­nhos, bo­ne­cas, jo­gos, ele­trô­ni­cos e até bi­ci­cle­tas.

Da­dos do ór­gão mos­tram que as ope­ra­ções, em 2012, ti­ra­ram de cir­cu­la­ção R$ 487,4 mil em pro­du­tos que se­ri­am des­ti­na­dos ao co­mér­cio ile­gal de brin­que­dos. O nú­me­ro é me­nor que o do o ano pas­sa­do, quan­do fo­ram apre­en­di­dos R$ 771,2 mil em ar­ti­gos oriun­dos de contrabando e des­ca­mi­nho.

A Re­cei­ta Fe­de­ral in­for­mou, por meio da As­ses­so­ria de Im­pren­sa, que o prin­ci­pal mo­ti­vo pa­ra a que­da nas apre­en­sões é a co­ta­ção do dó­lar. O au­men­to no va­lor da mo­e­da nor­te-ame­ri­ca­na em re­la­ção ao re­al tor­nou in­viá­vel a im­por­ta­ção de de­ter­mi­na­dos pro­du­tos.

O ór­gão ex­pli­ca que a “cri­a­ti­vi­da­de dos con­tra­ban­dis­tas” é ou­tro fa­tor que con­tri­buiu pa­ra a que­da na apre­en­são de brin­que­dos. Quan­do uma qua­dri­lha é des­man­te­la­da tra­zen­do pro­du­tos de ou­tros paí­ses, é co­mum mu­dar a ro­ta de trans­por­te das mer­ca­do­ri­as. “Is­so aju­da a re­du­zir o mon­tan­te apre­en­di­do”, jus­ti­fi­ca a Re­cei­ta.

Pe­ri­go

Em­bo­ra o brin­que­do con­tra­ban­de­a­do se­ja mais ba­ra­to, os pais de­vem fi­car aler­tas ao pe­ri­go ine­ren­te pa­ra as cri­an­ças. O ge­ren­te re­gi­o­nal do Instituto de Pe­sos e Me­di­das (Ipem), Jair Ci­qui­ni, diz que a ma­nei­ra mais se­gu­ra de com­prar um pre­sen­te é ve­ri­fi­car a pre­sen­ça do se­lo do Instituto Na­ci­o­nal de Me­tro­lo­gia, Qua­li­da­de e Tec­no­lo­gia (In­me­tro) pa­ra não ex­por as cri­an­ças a ris­cos des­ne­ces­sá­ri­os.

“Sem o se­lo, vo­cê cor­re o ris­co de com­prar um brin­que­do que não foi fa­bri­ca­do com ma­te­ri­al ade­qua­do. Um plás­ti­co tó­xi­co, por exem­plo, po­de pro­vo­car sé­ri­os da­nos à saú­de. A le­gis­la­ção vi­gen­te pre­vê que eles pre­ci­sam da cer­ti­fi­ca­ção obri­ga­tó­ria. Se não ti­ver, es­tá ir­re­gu­lar”, des­ta­ca.

Ci­qui­ni ex­pli­ca que a fis­ca­li­za­ção ocor­re o ano to­do, mas as ações são in­ten­si­fi­ca­das no úl­ti­mo tri­mes­tre, por cau­sa do Dia das Cri­an­ças e do Na­tal. “O tra­ba­lho de aná­li­se é fei­to no la­bo­ra­tó­rio pa­ra sa­ber se a ma­té­ria-pri­ma é apro­pri­a­da. Ou­tro pon­to ob­ser­va­do é o ta­ma­nho das pe­ças. A par­tir dis­so é fei­ta a clas­si­fi­ca­ção da fai­xa etá­ria”, res­sal­ta.

O ge­ren­te do Ipem ori­en­ta o con­su­mi­dor, que sus­pei­tar que al­gu­ma lo­ja ven­de brin­que­dos sem a cer­ti­fi­ca­ção do In­me­tro, a fa­zer uma de­nún­cia jun­to ao ór­gão. A mul­ta pre­vis­ta, se for a pri­mei­ra apre­en­são, é de R$ 50 mil. “Se for rein­ci­den­te, o va­lor da pe­na­li­da­de do­bra”, acres­cen­ta.

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