Mu­lhe­res per­de­ram 13 mi­lhões de em­pre­gos

O Diario do Norte do Parana - - GERAL - Das agên­ci­as

re­da­cao@odi­a­rio.com As ta­xas de de­sem­pre­go das mu­lhe­res são mais al­tas do que as dos ho­mens em es­ca­la mun­di­al. Não há pre­vi­são de me­lho­ra si­tu­a­ção pa­ra as mu­lhe­res nos pró­xi­mos anos, de acor­do com o re­la­tó­rio Ten­dên­ci­as Mun­di­ais de Emprego pa­ra as Mu­lhe­res 2012, pro­du­zi­do pe­la Or­ga­ni­za­ção In­ter­na­ci­o­nal do Tra­ba­lho (OIT), di­vul­ga­dos on­tem.

Com a crise econô­mi­ca, as mu­lhe­res per­de­ram 13 mi­lhões de em­pre­gos, se­gun­do a OIT. De 2002 a 2007, a ta­xa de de­sem­pre­go fe­mi­ni­na era de 5,8%, com­pa­ra­da com 5,3% pa­ra os ho­mens. Ho­je em dia, os ín­di­ces de de­sem­pre­go apre­sen­tam di­fe­ren­ça de 0,7%, e não mais 0,5%.

Os da­dos da OIT tam­bém tra­zem um in­di­ca­dor de se­gre­ga­ção por se­to­res econô­mi­cos. Mos­tram que as mu­lhe­res es­tão mais li­mi­ta­das em sua es­co­lha de tra­ba­lho. Ho­je, nos paí­ses de­sen­vol­vi­dos, as mu­lhe­res têm me­nos va­gas na agri­cul­tu­ra e, por is­so, pas­sa­ram a tra­ba­lhar no se­tor de ser­vi­ços. O emprego das mu­lhe­res na in­dús­tria se re­du­ziu à me­ta­de, des­lo­can­do 85% de­las pa­ra o se­tor de ser­vi­ços, so­bre­tu­do na edu­ca­ção e saú­de.

Nas eco­no­mi­as avan­ça­das, a crise pa­re­ce ha­ver afe­ta­do mais os ho­mens nos se­to­res que de­pen­dem do co­mér­cio do que as mu­lhe­res — que tra­ba­lham em saú­de e edu­ca­ção. Nos paí­ses em de­sen­vol­vi­men­to, as mu­lhe­res fo­ram par­ti­cu­lar­men­te afe­ta­das nos se­to­res re­la­ci­o­na­dos com o co­mér­cio.

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