MIL­TON RA­VAG­NA­NI

O Diario do Norte do Parana - - REGIÃO -

Mes­mos no­mes, ou­tro ra­ci­o­cí­nio

A co­lu­na de on­tem, que co­men­ta­va a com­po­si­ção da Câ­ma­ra, após a de­ci­são do Tri­bu­nal Su­pe­ri­or Elei­to­ral (TSE), que re­co­nhe­ceu o DRAP da exe­cu­ti­va mu­ni­ci­pal do Par­ti­do Ver­de (PV) lo­cal, co­me­teu um er­ro ao in­for­mar que os vo­tos da le­gen­da co­li­ga­da não ha­vi­am si­do com­pu­ta­dos no re­sul­ta­do fi­nal das elei­ções, que di­men­si­o­na o quociente elei­to­ral pa­ra os par­ti­dos que con­se­gui­ram fa­zer ca­dei­ras no Le­gis­la­ti­vo. Na ver­da­de, os vo­tos que fo­ram con­si­de­ra­dos do Par­ti­do Ver­de são aque­les dos can­di­da­tos da cha­pa co­li­ga­da com o PDT. São 4.235 vo­tos. Com a de­ci­são - e depois do seu trân­si­to em jul­ga­do - se­rão des­con­si­de­ra­dos es­ses vo­tos e com­pu­ta­dos os 3.621 ob­ti­dos pe­los can­di­da­tos do PV de Al­ber­to Abraão. Es­ses 614 a me­nos da di­fe­ren­ça en­tre o que uma cha­pa ob­te­ve e a ou­tra, que pas­sa­rá a ser con­si­de­ra­da, após o trân­si­to em jul­ga­do do pro­ces­so, não al­te­ra a for­ma­ção do qua­dro de elei­tos. Mas, se a Jus­ti­ça en­ten­der que os vo­tos do PDT co­li­ga­do de­vem ser anu­la­dos (em te­se, uma co­li­ga­ção trans­for­ma to­dos os par­ti­dos em uma coi­sa só. Se um es­tá inap­to a dis­pu­tar, to­da a co­li­ga­ção é atin­gi­da), aí sim te­re­mos mu­dan­ças no qua­dro. Os no­mes são os mes­mos que a co­lu­na apre­sen­tou on­tem, mas por mo­ti­vos di­ver­sos.

Um de ca­da

O ra­ci­o­cí­nio é as­sim: Uma vez que o os vo­tos de PDT e PV co­li­ga­dos não se­jam con­ta­dos, pas­sam a ser con­si­de­ra­dos os do PV de Abraão. Aí o quociente elei­to­ral cai pa­ra 11.725 vo­tos. Nes­se ca­so, fa­ri­am va­ga o PHS, com Val­ter Vianna, e o PSC, com Aluí­sio Tu­ta. E qu­em per­de­ria as ca­dei­ras se­ri­am o PSDB, com Márcia So­crep­pa, e o PT, com Car­los Ma­riuc­ci. Igual ao que a co­lu­na apon­tou on­tem. Po­rém, não ha­ve­ria chan­ce de o PSC fa­zer uma se­gun­da ca­dei­ra. Ne­nhu­ma chan­ce. Já Adil­son do Bar, do PSB, es­te con­se­gui­ria man­ter a va­ga. Po­rém, o ris­co que cor­re é ou­tro.

Em mar­cha

Os can­di­da­tos dos par­ti­dos que não con­se­gui­ram le­gen­da já se mo­bi­li­zam pa­ra ten­tar fa­zer a Jus­ti­ça Elei­to­ral re­cal­cu­lar o quociente elei­to­ral. Pre­ci­sam es­pe­rar, to­da­via, o trân­si­to em jul­ga­do do pro­ces­so no TSE. O PV co­li­ga­do opôs, na se­gun­da­fei­ra, em­bar­gos de de­cla­ra­ção, que são um ti­po de re­cur­so pa­ra que os jul­ga­do­res se ma­ni­fes­tem so­bre um pon­to não cla­ra­men­te ex­pli­ci­ta­do no acór­dão, o que fa­rá com que o pro­ces­so só se­ja re­to­ma­do depois do re­ces­so par­la­men­tar. Ou se­ja, depois que os ve­re­a­do­res elei­tos te­nham to­ma­do pos­se. De to­do mo­do, se a sen­ten­ça ti­ver o trân­si­to de­fi­ni­ti­vo, os can­di­da­tos do PHS e do PSC pre­ci­sa­rão ma­ne­jar pro­ces­so autô­no­mo pa­ra o re­cál­cu­lo do quociente elei­to­ral. Uma te­se com boa chan­ce de pros­pe­rar. A ques­tão, co­mo dis­se a co­lu­na on­tem, é o tem­po que is­so le­va. Prin­ci­pal­men­te por­que os elei­tos se de­fen­de­rão no man­da­to e po­dem le­var o as­sun­to até o Su­pre­mo Tri­bu­nal Fe­de­ral (STF), on­de a pau­ta es­tran­gu­la­da de­sa­ni­ma a pre­ten­são de que o te­ma se­ja abor­da­do an­tes de 2017.

No­vi­da­de

Mas não são ape­nas es­sas al­te­ra­ções que po­dem ocor­rer. De mo­do se­me­lhan­te à vi­tó­ria do PV de Abraão so­bre a exe­cu­ti­va es­ta­du­al (pe­lo me­nos até aqui), o DRAP, que é o De­mons­tra­ti­vo de Re­gu­la­ri­da­de de Atos Par­ti­dá­ri­os, po­de ser ata­ca­do pe­lo PMDB. Sim, o PMDB po­de tam­bém fi­car com uma va­ga na pró­xi­ma le­gis­la­tu­ra. Pa­ra tan­to pre­ci­sa que os vo­tos do PV de Abraão, as­sim co­mo do ou­tro PV e do PDT, não se­jam com­pu­ta­dos. Pre­ci­sa, pa­ra tan­to, de uma ação na Jus­ti­ça co­mum - cu­jos pra­zos são mui­tos mais len­tos do que na elei­to­ral - con­tes­tan­do a for­ma­ção da exe­cu­ti­va lo­cal. Há uma bre­cha no es­ta­tu­to do par­ti­do que po­de ser ata­ca­do pe­lo PMDB: diz o es­ta­tu­to dos ver­des que pa­ra for­mar uma exe­cu­ti­va mu­ni­ci­pal é ne­ces­sá­ria a par­ti­ci­pa­ção de pe­lo me­nos um ve­re­a­dor. E o PV, co­mo se sa­be, não fez ve­re­a­do­res em 2008 em Ma­rin­gá.

No­mes

Con­se­guin­do ven­cer em to­dos es­ses flan­cos ain­da du­ran­te o man­da­to que se ini­cia em du­as se­ma­nas - ve­ja que não é pou­ca coi­sa - o PMDB po­de fi­car com uma va­ga. Pa­ra Má­rio Hos­so­kawa, o quar­to mais vo­ta­do nas úl­ti­mas elei­ções. E qu­em per­de­ria? Adil­son do Bar, do PSB. Co­mo se dis­se lá em ci­ma, não pe­los mes­mos ca­mi­nhos, mas os no­mes são pra­ti­ca­men­te os mes­mos den­tro des­sa no­va em­prei­ta­da que pas­sa­mos a acom­pa­nhar. Até on­de vai, só Deus sa­be.

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