Cres­ce nú­me­ro de pais que di­vi­dem guar­da dos fi­lhos

Da­dos do IBGE in­di­cam que é ca­da vez mai­or a quan­ti­da­de de ca­sais di­vor­ci­a­dos, que op­tam pe­la guar­da com­par­ti­lha­da das cri­an­ças me­no­res de ida­de

O Diario do Norte do Parana - - CIDADES - Car­la Gu­e­des

car­la@odi­a­rio.com A de­ci­são pe­la guar­da com­par­ti­lha­da dos fi­lhos cres­ceu em Ma­rin­gá en­tre 2003 e 2011, ape­sar de não ser a op­ção da mai­o­ria dos ca­sais di­vor­ci­a­dos. As mu­lhe­res ain­da são as que mais de­têm a guar­da das cri­an­ças (93,8%).

Em Ma­rin­gá, o cres­ci­men­to do com­par­ti­lha­men­to da guar­da dos fi­lhos me­no­res de ida­de pas­sou de 3,5%, em 2003, pa­ra 3,8, em 2011. No pe­río­do, al­ta se­me­lhan­te ocor­reu no Bra­sil (2,6% pa­ra 5,4%) e no Pa­ra­ná (4% pa­ra 8%). Os da­dos cons­tam das Es­ta- tís­ti­cas do Re­gis­tro Ci­vil, di­vul­ga­das es­ta se­ma­na pe­lo Instituto Bra­si­lei­ro de Ge­o­gra­fia e Es­ta­tís­ti­ca (IBGE).

En­quan­to o por­cen­tu­al de di­vór­ci­os com guar­da com­par­ti­lha­da avan­çou em Ma­rin­gá e do­brou no Pa­ra­ná e no País, hou­ve re­du­ção da­que­les cu­ja guar­da dos fi­lhos fi­ca sob a res­pon­sa­bi­li­da­de dos ho­mens. A mé­dia na­ci­o­nal bai­xou de 6%, em 2003, pa­ra 5,3%, em 2011. Na aná­li­se do IBGE, a Jus­ti­ça ain­da con­ce­de à mãe a res­pon­sa­bi­li­da­de pe­la cri­a­ção dos fi­lhos. “É usu­al no País o en­ten­di­men­to de que as mães se­jam as res­pon­sá­veis pri­o­ri­tá­ri­as pe­los fi­lhos”, ava­lia a pes­qui­sa.

O pre­si­den­te da sub­se­ção da Or­dem dos Ad­vo­ga­dos do Bra­sil (OAB), em Ma­rin­gá, João Eve­rar­do Res­mer Vi­ei­ra, afir­ma que a guar­da com­par­ti­lha ga­nha for­ça, por­que o per­fil econô­mi­co das fa­mí­li­as mu­dou. “An­ti­ga­men­te, ca­bia so­men­te a um dos côn­ju­ges a res­pon­sa­bi­li­da­de de tra­ba­lhar e tra­zer o sus­ten­to da ca­sa. Ho­je, os dois têm obri­ga­ções pro­fis­si­o­nais e fi­nan­cei­ras”, des­ta­ca.

Nes­sa op­ção, pai e mãe di­vi­dem a res­pon­sa­bi­li­da­de so­bre a edu­ca­ção e os gas­tos com os fi­lhos. A de­ci­são, ge­ral­men­te, é fei­ta pe­lo ca­sal. “O juiz até po­de de­ci­dir, mas, nor­mal­men­te, de­cor­re de acor­do en­tre os côn­ju­ges”, res­sal­ta Vi­ei­ra.

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