Pre­vi­são de cres­ci­men­to do PIB é re­vis­ta pa­ra 1%

O Diario do Norte do Parana - - ECONOMIA - Célia Frou­fe e Edu­ar­do Cu­co­lo

O Ban­co Cen­tral (BC) re­vi­sou pa­ra bai­xo a pro­je­ção pa­ra o cres­ci­men­to do Pro­du­to In­ter­no Bru­to (PIB) em 2012, de 1,6% pa­ra 1,0%. A in­for­ma­ção foi di­vul­ga­da on­tem pe­la au­to­ri­da­de mo­ne­tá­ria por meio do Re­la­tó­rio Tri­mes­tral de In­fla­ção (RTI). De acor­do com o BC, a no­va es­ti­ma­ti­va in­cor­po­ra os re­sul­ta­dos di­vul­ga­dos pe­lo IBGE pa­ra os três tri­mes­tres des­te ano e as es­ta­tís­ti­cas dis­po­ní­veis so­bre o ter­cei­ro tri­mes­tre do ano.

A ex­pec­ta­ti­va pa­ra o cres­ci­men­to da pro­du­ção in­dus­tri­al con­tri­buiu pa­ra a pi­o­ra da es­ti­ma­ti­va pa­ra o PIB ge­ral, por­que o se­tor de­ve re­gis­trar que­da de 0,5% nes­te ano, an­te pre­vi­são an­te­ri­or de re­cu­ou 0,1%. Den­tro des­se item, va­le des­ta­car cons­tru­ção ci­vil, que de­ve­rá cres­cer 1,9% an­te ex­pec­ta­ti­va an­te­ri­or de ex­pan­são de 2,5%; e a in­dús­tria ex­tra­ti­va, que de­ve cair 0,5% de uma pro­je­ção de al­ta de 0,8% an­tes.

O BC re­du­ziu tam­bém a pre­vi­são pa­ra o cres­ci­men­to do se­tor de ser­vi­ços nes­te ano de 2,2% no re­la­tó­rio an­te­ri­or pa­ra 1,6%. Nes­sa área, as prin­ci­pais re­vi­sões fo­ram pa­ra as ati­vi­da­des de in­ter­me­di­a­ção fi­nan­cei­ra (que­da de 2,1 pon­to por­cen­tu­al en­tre um re­la­tó­rio e ou­tro), co­mér­cio (0,8pp) e trans­por­tes (-0,8pp).

Ape­sar de ter me­lho­ra­do a pro­je­ção pa­ra o se­tor agrí­co­la em re­la­ção a se­tem­bro, o BC pro­je­ta um re­cuo de 1% em 2012 pa­ra es­se ra­mo de ati­vi­da­de - a es­ti­ma­ti­va an­te­ri­or era de que­da de 1,4%. A me­lho­ra, con­for­me a au­to­ri­da­de mo­ne­tá­ria, es­tá as­so­ci­a­da, prin­ci­pal­men­te, ao de­sem­pe­nho das cul­tu­ras de ca­fé e mi­lho no ter­cei­ro tri­mes­tre.

O re­la­tó­rio apon­tou ain­da uma re­du­ção de 1,3pp, pa­ra - 3,5%, pa­ra a for­ma­ção bru­ta de ca­pi­tal fi­xo (FBCF). A ale­ga­ção pa­ra a di­mi­nui­ção da pro­je­ção foi a cons­ta­ta­ção da con­tra­ção do in­di­ca­dor no ter­cei­ro tri­mes­tre des­te ano. As pro­je­ções pa­ra o con­su­mo das fa­mí­li­as pas­sa­ram de 3,3% pa­ra 3%, en­quan­to as pa­ra o con­su­mo do go­ver­no, de 3,7% pa­ra 3,2%.

Já a variação anu­al das ex­por­ta­ções foi re­vis­ta em -0,6pp, pa­ra 0,3%, en­quan­to a ex­pan­são das im­por­ta­ções foi re­vi­sa­da de 2,7% pa­ra 0,3%. Se­gun­do o BC, a mu­dan­ça é re­fle­xo da mo­de­ra­ção da de­man­da do­més­ti­ca e do im­pac­to, mai­or que o ini­ci­al­men­te ava­li­a­do, da mu­dan­ça na for­ma da con­ta­bi­li­za­ção das im­por­ta­ções de pe­tró­leo.

A con­tri­bui­ção da de­man­da in­ter­na pa­ra a ex­pan­são do PIB nes­te ano foi es­ti­ma­da pe­lo BC em um pon­to por­cen­tu­al, en­quan­to a do se­tor de­ve­rá ser nu­la.

Se­mes­tre

O rit­mo de ati­vi­da­de do­més­ti­ca nes­te se­gun­do se­mes­tre tem se mos­tra­do me­nos in­ten­so do que se an­te­ci­pa­va. Ci­tan­do os da­dos das contas na­ci­o­nais di­vul­ga­dos pe­lo IBGE, re­la­ti­vos ao ter­cei­ro tri­mes­tre, o BC diz que in­dús­tria e agro­pe­cuá­ria, em cer­ta me­di­da, mos­tra­ram re­a­ção aos es­tí­mu­los in­tro­du­zi­dos na eco­no­mia, e a es­ta­bi­li­da­de do se­tor de ser­vi­ços re­fle­tiu even­tos que ten­dem a não se re­pe­tir.

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