Me­ga da Vi­ra­da sor­teia se­gun­do mai­or prê­mio da his­tó­ria da lo­te­ria

O Diario do Norte do Parana - - CIDADES - Renato Oli­vei­ra

re­na­to­o­li­vei­ra@odi­a­rio.com Com a che­ga­da do fim do ano, é cres­cen­te o mo­vi­men­to nas lo­té­ri­cas de Ma­rin­gá. As pes­so­as for­mam fi­las pa­ra apos­tar no sor­teio da Me­ga-Se­na da Vi­ra­da. A pre­vi­são da Cai­xa Econô­mi­ca Fe­de­ral, ges­to­ra das lo­te­ri­as ofi­ci­ais, é de que o prê­mio se­ja su­pe­ri­or a R$ 180 mi­lhões, um va­lor R$ 3 mi­lhões mai­or que o pa­ga­do no ano pas­sa­do, de R$ 177 mi­lhões e só fi­ca atrás do ra­teio de 2010, de R$ 194,3 mi­lhões.

As apos­tas são de, no mí­ni­mo, R$ 2 e po­dem ser fei­tas até 31 de de­zem­bro, o dia do sor­teio. Em ca­so de não ha­ver apos­ta­dor, que acer­tou as seis de­ze­nas, o prê­mio se­rá di­vi­di­do en­tre os acer­ta­do­res das fai­xas se­guin­tes, co­mo, por exem­plo, de cin­co ou qua­tro de­ze­nas.

O ope­rá­rio da cons­tru­ção ci­vil Mar­cos Antônio Góes, 37 anos, es­ta­va em uma lo­té­ri­ca no Cen­tro de Ma­rin­gá, nes­ta se­ma­na, fa­zen­do uma “fé­zi­nha”. Com pou­co di­nhei­ro no bol­so, ele jo­gou ape­nas uma cartela. “Jo­guei uma vez, no ano pas­sa­do. É di­fí­cil le­var o prê­mio, mas se não ten­tar vo­cê nun­ca vai sa­ber se é pos­sí­vel con­se­guir”, afir­mou. “O pen­sa­men­to tem que ser po­si­ti­vo”, fi­lo­so­fou.

Em­bo­ra o prê­mio de R$ 180 mi­lhões ati­ce a co­bi­ça de qual­quer pes­soa, Góes de­cla­rou que se con­ten­ta­ria ape­nas com o su­fi­ci­en­te pa­ra com­prar uma ca­sa pa­ra a fa­mí­lia. “Es­se prê­mio é mui­ta gra­na. Com tudo is­so de di­nhei­ro da­ria pa­ra aju­dar en­ti­da­des e ou­tras pes­so­as que ne­ces­si­tam”, opi­nou.

O tra­ba­lha­dor des­ta­cou que “depois de re­par­tir o pão”, ele co­lo­ca­ria a bolada na con­ta ban­cá­ria, com­prar uma ca­sa de até R$ 300 mil, pa­ra não cha­mar mui­to a aten­ção, um car­ro de até R$ 60 mil e fa­ria uma vi­a­gem de fé­ri­as ao re­dor do mun­do. “Que­ria com­prar um Co­rol­la. Já an­dei no do meu pa­trão e te­nho mui­ta von­ta­de de um dia ter um”, con­fes­sou.

Car­te­li­nha

Já o agri­cul­tor apo­sen­ta­do José Ma­ti­as, 78, não se ilu­de mui­to com a pos­si­bi­li­da­de de le­var o prê­mio da Me­ga da Vi­ra­da. Com ape­nas uma apos­ta, ele res­sal­tou que jo­ga des­de que a lo­te­ria foi cri­a­da. “É sem­pre uma car­te­li­nha. Não gas­to mais de R$ 2 com jo­go. Não jo­go sem­pre nos mes­mos nú­me­ros e já até acer­tei a qu­a­dra uma vez”, acres­cen­tou.

O apo­sen­ta­do Francisco Car­va­lho, 78, não tem o há­bi­to de gas­tar di­nhei­ro em apos­tas. Mas es­ta­va em uma lo­té­ri­ca, nes­ta se­ma­na, ano­tan­do seis de­ze­nas no vo­lan­te da Me­ga da Vi­ra­da. “Vo­cê me pe­gou no pu­lo. Sou meio con­tra jo­gos, mas co­mo a mu­lher pe­diu e o prê­mio é bom re­sol­vi fa­zer uma apos­ta”, ale­gou.

Com re­la­ção ao prê­mio, ele dis­se que não fa­zer “a me­nor ideia no que gas­tar”. “Pri­mei­ro tem que acer­tar as de­ze­nas. Se eu ga­nhar, depois a gen­te vê o que faz”, afir­mou.

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