No car­tão

O Diario do Norte do Parana - - O DIÁRIO DO NORTE DO PARANÁ -

es­pe­tá­cu­lo de dan­ça e 90% dos mu­ni­cí­pi­os não pos­su­em cen­tros cul­tu­rais.

A in­ten­ção do Va­le-Cul­tu­ra é mu­dar es­te pa­no­ra­ma, fa­vo­re­cen­do a uni­ver­sa­li­za­ção do aces­so a bens e ser­vi­ços cul­tu­rais, con­tri­buin­do pa­ra a for­ma­ção de ci­da­dãos apre­ci­a­do­res de cul­tu­ra e es­ti­mu­lan­do a pro­du­ção cul­tu­ral. “É um be­ne­fí­cio em du­as pon­tas. Na pri­mei­ra, co­lo­ca na mão do tra­ba­lha­dor a es­co­lha do que ele quer con­su­mir de cul­tu­ra. Pa­ra o pro­du­tor de cul­tu­ra, é im­por­tan­te por­que ele vai ter mais pes­so­as po­den­do as­sis­tir sua pro­du­ção”, ava­li­ou a mi­nis­tra da cul­tu­ra, Mar­ta Su­plicy.

A es­ti­ma­ti­va é de que, no ano que vem, se­jam gas­tos R$ 500 mi­lhões com o in­cen­ti­vo e que apro­xi­ma­da­men­te 17 mi­lhões de pes­so­as se­jam be­ne­fi­ci­a­das. O tex­to san­ci­o­na­do por Dil­ma ain­da não tem re­gu­la­men­ta­ção e só de­ve en­trar em vi­gor no se­gun­do se­mes­tre do ano que vem. A ini­ci­a­ti­va do pro­je­to veio da de­pu­ta­da Ma­nu­e­la D’Ávi­la (PC­doB-RS) e dá ini­cio ao Pro­gra­ma de Cul­tu­ra do Tra­ba­lha­dor. A pro­pos­ta já ha­via si­do apro­va­do pe­la Câ­me­ra dos De­pu­ta­dos no dia 21 de no­vem­bro e, depois, re­ce­beu o con­sen­ti­men­to do Se­na­do, em 5 de de­zem­bro.

O Va­le-Cul­tu­ra era pri­o­ri­da­de da ex-mi­nis­tra Ana de Hol­lan­da, que dei­xou a pas­ta em se­tem­bro sem êxi­to na apro­va­ção do pro­je­to. Quan­do as­su­miu o mi­nis­té­rio, Mar­ta Su­plicy trans­for­mou o be­ne­fí­cio em vitrine de sua ges­tão in­do ao Con­gres­so pe­dir ur­gên­cia na vo­ta­ção.

Re­gras

Mui­ta gen­te ain­da não sa­be co­mo vai fun­ci­o­nar na prá­ti­ca o Va­le-Cul­tu­ra. Se­gun­do o Mi­nis­té­rio da Cul­tu­ra, as dú­vi­das são con­si­de­ra­das nor­mais, já que as re­gras de uso do be­ne­fi­cio ain­da te­rão seis me­ses pa­ra ser de­fi­ni­das. A ideia é que os R$ 50 a que o tra­ba­lha­dor te­rá di­rei­to pa­ra gas­tar com te­a­tro, ci­ne­ma ou li­vros, por exem­plo, se­jam de­po­si­ta­dos em um car­tão mag­né­ti­co. O va­lor po­de ser acu­mu­la­do.

Ape­sar de ain­da não ha­ver uma de­fi­ni­ção so­bre que lo­cais vão re­ce­ber o car­tão, o Mi­nis­té­rio da Cul­tu­ra ga­ran­te que “a pro­pos­ta é que o tra­ba­lha­dor te­nha um le­que de op­ções am­plas”, co­mo ocor­re ho­je com o va­le-re­fei­ção.

O va­le-cul­tu­ra se­rá con­ce­di­do a tra­ba­lha­do­res con­tra­ta­dos com car­tei­ra as­si­na­da, que ga­nham até cin­co sa­lá­ri­os mí­ni­mos, mas qu­em ga­nha mais do que is­so tam­bém po­de re­ce­ber o be­ne­fí­cio. A con­di­ção é que o pa­trão ga­ran­ta o re­cur­so a to­dos os em­pre­ga­dos que re­ce­bem abai­xo des­se pa­ta­mar.

João Pau­lo Santos

Com o Va­le-Cul­tu­ra, tra­ba­lha­do­res po­de­rão re­ce­ber R$ 50 por mês pa­ra com­pra­rem li­vros, por exem­plo

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