Dis­pu­ta pe­la Pre­si­dên­cia mar­ca pos­se de ve­re­a­do­res

Ses­são so­le­ne co­me­ça­rá às 17 ho­ras, des­ta ter­ça-fei­ra. Três can­di­da­tos al­me­jam ocu­par, pe­los pró­xi­mos dois anos, o prin­ci­pal car­go da 15ª Le­gis­la­tu­ra da Câ­ma­ra Mu­ni­ci­pal

O Diario do Norte do Parana - - CIDADES - Mu­ri­lo Gat­ti

mgat­ti@odi­a­rio.com Pe­la ter­cei­ra vez na his­tó­ria, o mé­di­co Ma­no­el Ál­va­res So­bri­nho (PC­doB), 66 anos, o mais ve­lho en­tre os 15 elei­tos, vai pre­si­dir a ses­são de pos­se dos ve­re­a­do­res de Ma­rin­gá. Ele vai re­pe­tir o ges­to dos anos de 2000 e 2008 e, mes­mo as­sim, não es­con­de que vai sen­tir um fri­o­zi­nho na bar­ri­ga. “Por ter vin­do de uma fa­mí­lia hu­mil­de, sin­to-me tí­mi­do. Com tan­tas au­to­ri­da­des pre­sen­tes, pre­si­dir a ses­são so­le­ne de pos­se, que con­si­de­ro uma das mais im­por­tan­tes da le­gis­la­tu­ra, pro­vo­ca uma emo­ção for­te”, diz.

A sen­sa­ção de Dr. Ma­no­el, de­ve se re­pe­tir em no­va­tos co­mo Ne­grão Sor­ri­so (PP) e Adil­son Cin­tra (PSB). Além dis­so, de­ve eco­ar em Ulis­ses Maia (PP), Flá­vio Vi­cen­te (PSDB) e Ed­son Pe­rei­ra, o te­nen­te Ed­son (PMN), que lo­go após a pos­se de­vem dis­pu­tar a Pre­si­dên­cia da Câ­ma­ra pe­los pró­xi­mos dois anos.

Mes­mo com ex­pe­ri­ên­cia, o úni­co dos qua­tro mé­di­cos ve­re­a­do­res que con­se­guiu a re­e­lei­ção prefere não apon­tar fa­vo­ri­tos. “Que o fu­tu­ro pre­si­den­te vai ser um dos 11 da ba­se de apoio do Pu­pin é fa­to, mas qu­em se­rá, ain­da é uma in­cóg­ni­ta. Pe­lo an­dar da car­ru­a­gem, pre­fi­ro não ar­ris­car pal­pi­tes”, des­ta­ca.

Márcia So­crep­pa (PSDB), Lu­ci- ano Bri­to (PSB), Luiz Pe­rei­ra (PTC) e Francisco Go­mes dos Santos, o Chi­co Cai­a­na (PTB), con­ti­nu­am na dis­pu­ta, igual a Humberto Hen­ri­que (PT), mas os cin­co têm pou­cas chan­ces.

O ven­ce­dor a as­su­mir o prin­ci­pal car­go da 15ª Le­gis­la­tu­ra da Câ­ma­ra Mu­ni­ci­pal vai ser o res­pon­sá­vel por dar a pos­se a Car­los Ro­ber­to Pu­pin (PP) e ao vi­ce Cláudio Fer­di­nan­di (PMDB).

Dr. Ma­no­el des­ta­ca que, por ve­zes, as dis­pu­tas pa­ra a Pre­si­dên­cia da Câ­ma­ra re­ser­vam sur­pre­sas até o úl­ti­mo mi­nu­to. Em 2000, por exem­plo, o ve­re­a­dor lem­bra que depois de uma reu­nião, re­a­li­za­da pou­co an­tes da ses­são so­le­ne, a elei­ção de Má­rio Hos­so­kawa (PMDB) era ti­da co­mo cer­ta. “Saí­mos do en­con­tro do Ho­tel De­vil­le, cer­tos de que o Má­rio se­ria o pre­si­den­te, com uma vo­ta­ção por 11 a 10”, re­la­ta.

No en­tan­to, na úl­ti­ma ho­ra, Antônio Car­los Mar­co­lin mu­dou o vo­to e op­tou por ele­ger Wal­ter Gu­erl­les co­mo pre­si­den­te. “Hou­ve uma vaia for­te e o pes­so­al co­me­çou a gri­tar con­tra o Mar­co­lin. Dei­xei, ape­sar de o re­gi­men­to in­ter­no proi­bir as ma­ni­fes­ta­ções”, re­cor­da. Aliás, co­mo tam­bém fez em 2008, opor­tu­ni­da­de em que Má­rio Hos­so­kawa (PMDB) ga­nhou a Pre­si­dên­cia da Câ­ma­ra, Dr. Ma­no­el diz que op­tou por não ser tão rí­gi­do co­mo re­za as nor­mas do Le­gis­la­ti­vo lo­cal.

“Se per­ce­ber que o pú­bli­co es­tá exal­ta­do, pos­so até fa­lar que o re­gi­men­to não per­mi­te a ma­ni­fes­ta­ção po­pu­lar. Mas, sem­pre fa­ço es­ta crí­ti­ca. A Câ­ma­ra é a Ca­sa do Po­vo e, ao me­nos aplau­sos no dia da pos­se e, mes­mo que ha­jam al­gu­mas vai­as, pre­fi­ro dei­xar bem à von­ta­de”, res­sal­ta.

A ses­são so­le­ne es­tá mar­ca­da pa­ra as 17 ho­ras, des­ta ter­ça-fei­ra, no Te­a­tro Ca­lil Had­dad. As­sim que as­su­mir os tra­ba­lhos, Dr. Ma­no­el vai no­me­ar um se­cre­tá­rio e vai ser ini­ci­a­do o ri­tu­al com a pos­se a to­dos os ve­re­a­do­res e o ju­ra­men­to de ca­da um. Depois, é ini­ci­a­da a elei­ção pa­ra a Pre­si­dên­cia e pa­ra os ou­tros car­gos da Me­sa Exe­cu­ti­va da Câ­ma­ra. Por fim, o pre­si­den­te elei­to vai em­pos­sar o vi­ce e o pre­fei­to elei­to de Ma­rin­gá.

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