Lo­jis­tas es­pe­ram ven­der três ve­zes mais nes­te fim de ano

Aci­den­tes

O Diario do Norte do Parana - - CIDADES - Car­la Gu­e­des

car­la@odi­a­rio.com Até se­gun­da-fei­ra, as lo­jas que ven­dem fo­gos de ar­ti­fí­cio, em Ma­rin­gá, es­pe­ram fa­tu­rar até três ve­zes mais, se com­pa­ra­do ao mo­vi­men­to das se­ma­nas sem even­tos e da­tas es­pe­ci­ais. Al­guns co­mer­ci­an­tes fa­rão plan­tão nes­te do­min­go e vão es­ten­der o ho­rá­rio de aten­di­men­to ao pú­bli­co pa­ra até a meia-noi­te do úl­ti­mo dia do ano.

Nes­te ano, de acor­do com os em­pre­sá­ri­os, a mai­o­ria das ven- das dos fo­gos pa­ra os fes­te­jos do ré­veil­lon se­rá fe­cha­da no do­min­go e na se­gun­da-fei­ra. “Lo­go após o Na­tal, co­me­ça a pro­cu­ra. Os cli­en­tes co­tam os pre­ços e con­fe­rem as no­vi­da­des. Mas, as com­pras só ocor­rem depois”, con­ta o ge­ren­te de uma em­pre­sa do ra­mo, lo­ca­li­za­da na Zo­na 3, Alex Jú­ni­or Bahu.

Jú­ni­or des­ta­ca que en­tre os cli­en­tes da lo­ja es­tão clu­bes so­ci­ais, pou­sa­das e pre­fei­tu­ras da re­gião, que pro­mo­vem gran­des shows pi­ro­téc­ni­cos. Ele re­ve­la, no en­tan­to, que a mai­or par­te das ven­das é fei­ta pa­ra cli­en­tes que com­pram em me­nor quan­ti­da­de e op­tam pe­los kits. “Os kits são mais se­gu­ros, por­que não é pre­ci­so se­gu­rar nas mãos. Bas­ta ti­rar da cai­xa, co­lo­car no chão e acen­der”, res­sal­ta. Os pre­ços dos kits va­ri­am de R$ 55 a R$ 1 mil.

Em ou­tra lo­ja es­pe­ci­a­li­za­da, lo­ca­li­za­da no Jar­dim Al­vo­ra­da, as ven­das são aguar­da­das com ex­pec­ta­ti­va. Pa­ra es­te ano, os fo­gos mais ven­di­dos fo­ram os co­lo­ri­dos. “O pes­so­al vai ver mais co­res no céu do que ou­vir ti­ros de fo­gos na vi­ra­da”, afir­ma o co­mer­ci­an­te, Os­mar Di­as Lei­te. O Cor­po de Bom­bei­ros faz um aler­ta pa­ra as pes­so­as que pre­ten­dem sol­tar fo­gos nos pri­mei­ros mi­nu­tos de 2013. En­tre ja­nei­ro e ou­tu­bro, qua­tro pes­so­as fo­ram in­ter­na­das, em Ma­rin­gá, com fe­ri­men­tos pro­vo­ca­dos por fo­gos de ar­ti­fí­cio. Ape­sar do nú­me­ro de aci­den­tes ser bai­xo, as le­sões, ge­ral­men­te, pro­vo­cam quei­ma­du­ras gra­ves. “Há ca­sos até de la­ce­ra­ção das mãos”, ad­ver­te o te­nen­te Nivaldo do Re­go. No País, fo­ram 484 in­ter­na­ções e se­te mor­tes.

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