DEDO DE PROSA

O Diario do Norte do Parana - - AGRONEGÓCIO -

Em que­da

Ja­nei­ro foi um mês de pre­ços em bai­xa pa­ra a mai­or par­te das com­mo­di­ti­es agrí­co­las. O mai­or tom­bo foi do su­co de la­ran­ja, que re­gis­trou per­da de 13% nas bol­sas de No­va York e Chi­ca­go. Ao lon­go dos úl­ti­mos 12 me­ses, o su­co caiu 40%.

Re­a­ção

A co­ta­ção do ca­fé pa­re­ce es­tar re­a­gin­do após um 2012 de que­das con­tí­nu­as. Em ja­nei­ro, su­biu pou­co mais de 3%, mas na so­ma dos úl­ti­mos 12 me­ses o en­co­lhi­men­to

che­gou a 32,4%.

BM&F

No mer­ca­do do­més­ti­co, o pre­ço da ar­ro­ba do boi gor­do não con­se­gue de­sen­can­tar. No mês de ja­nei­ro, su­biu 1% na mé­dia da BM&F Bo­ves­pa. Em 12 me­ses, per­deu pou­co mais de 1%. O eta­nol é ou­tro pro­du­to que não vai e nem fi­ca. A variação em ja­nei­ro foi de 0,28% pa­ra uma per­da de 3% nos úl­ti­mos 12 me­ses.

Oti­mis­mo

Em­bo­ra as pers­pec­ti­vas ain­da se­jam oti­mis­tas pa­ra o mer­ca­do de grãos, o pe­que­no vo­lu­me de chu­vas na Re­gião Sul e na Ar­gen­ti­na, nas úl­ti­mas se­ma­nas, es­tão en­co­ra­jan­do es­pe­cu­la­do­res a apos­tar em pre­ços mais al­tos. Si­nais de re­a­que­ci­men­to das ex­por­ta­ções de grãos nos Es­ta­dos Uni­dos, re­cen­te­men­te, tam­bém aju­dam a sus­ten­tar os pre­ços des­sas com­mo­di­ti­es no mer­ca­do fu­tu­ro.

Com­pen­sa­ção

A sus­ten­ta­ção de pre­ços e o re­for­ço dos es­to­ques pú­bli­cos são al­ter­na­ti­vas pa­ra re­sol­ver os pro­ble­mas ge­ra­dos com a pre­ca­ri­e­da­de na lo­gís­ti­ca bra­si­lei­ra. A so­lu­ção pa­li­a­ti­va pa­ra mi­ni­mi­zar os pre­juí­zos no es­co­a­men­to da pro­du­ção agro­pe­cuá­ria é pro­mo­ver ações de in­cen­ti­vo à co­mer­ci­a­li­za­ção e ven­da da pro­du­ção rural, con­for­me de­fen­de o se­cre­tá­rio de Po­lí­ti­cas Agrí­co­las do Mi­nis­té­rio da Agri­cul­tu­ra, Pe­cuá­ria e Abas­te­ci­men­to (Ma­pa), Ne­ri Gel­ler.

Ca­pi­ta­li­zar

Ne­ri Gel­ler res­sal­ta que o ob­je­ti­vo é se con­cen­trar nos re­cur­sos di­re­ci­o­na­dos pa­ra o cus­teio da pro­du­ção da por­tei­ra pa­ra den­tro. De acor­do com o se­cre­tá­rio, os pro­du­to­res não po­dem con­ti­nu­ar de­pen­den­do uni­ca­men­te das “tran­dings” pa­ra se­guir com a sa­fra. “Com mais in­de­pen­dên­cia fi­nan­cei­ra, o pro­du­tor con­se­gue se ca­pi­ta­li­zar, com­prar seus in­su­mos e ain­da ter ren­da.” Con­for­me ele, o apoio à co­mer­ci­a­li­za­ção do mi­lho de­ve con­ti­nu­ar, le­van­do ou com­pran­do o pro­du­to da re­gião que ne­ces­si­tar do in­cen­ti­vo do go­ver­no.

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