Pa­ra­ná re­gis­tra mai­or al­ta no trans­por­te de mer­ca­do­ri­as

Flu­xo de veí­cu­los pe­sa­dos nas ro­do­vi­as do Es­ta­do cres­ceu 6% em ja­nei­ro em re­la­ção a de­zem­bro; pa­ra eco­no­mis­ta, es­sa al­ta mos­tra si­nal de re­cu­pe­ra­ção da in­dús­tria

O Diario do Norte do Parana - - ECONOMIA - Francisco Car­los de As­sis

re­da­cao@ Com uma ex­pan­são de 4,5% em ja­nei­ro an­te de­zem­bro, pe­la sé­rie com ajus­te sa­zo­nal, o flu­xo de veí­cu­los pe­las es­tra­das pe­da­gi­a­das do Pa­ra­ná foi o que mais con­tri­buiu pa­ra o au­men­to de 1% do flu­xo to­tal, se­gun­do da­dos da As­so­ci­a­ção Bra­si­lei­ra de Con­ces­si­o­ná­ri­as de Ro­do­vi­as (ABCR).

Em igual pe­río­do, a cir­cu­la­ção de veí­cu­los le­ves pe­las es­tra­das pa­ra­na­en­ses fi­cou pra­ti­ca­men­te es­tá­vel em re­la­ção a de­zem­bro de 2012, com li­gei­ro cres­ci­men- to de 0,1%, mas os pe­sa­dos con­tri­buí­ram com au­men­to de 6% nas pas­sa­gens pe­las pra­ças de pe­dá­gio no Pa­ra­ná. Quan­do com­pa­ra­do ja­nei­ro des­te ano com o mes­mo mês do ano pas­sa­do, o ín­di­ce ge­ral cres­ceu 3,9%. Os le­ves avan­ça­ram 2,7% e o flu­xo dos pe­sa­dos, 6,8%. No acu­mu­la­do de 12 me­ses, o in­di­ca­dor da ABCR cres­ceu 5,6% O flu­xo dos le­ves su­biu 6,3% e o dos pe­sa­dos, 4,4%.

São Pau­lo foi o Es­ta­do no qual se re­gis­trou o se­gun­do mai­or cres­ci­men­to no flu­xo de veí­cu­los. O flu­xo to­tal cres­ceu 2,1%, os le­ves 0,4% e os pe­sa­dos, 5,3%. No con­fron­to de ja­nei­ro des­te ano com o mes­mo mês de 2012, o ín­di­ce ge­ral avan­çou 5,5%, a mo­vi­men­ta­ção dos le­ves cres­ceu 4,7% e o dos pe­sa­dos, 8%. Nos úl­ti­mos do­ze me­ses, o in­di­ca­dor ABCR avan­çou 4,2%. O flu­xo de le­ves cres­ceu 5,1% e o de pe­sa­dos, 2%.

O flu­xo de veí­cu­los no Rio de Ja­nei­ro no pri­mei­ro mês des­te ano caiu 0,4% na com­pa­ra­ção com de­zem­bro do ano pas­sa­do. Hou­ve que­da de 0,6% na mo­vi­men­ta­ção dos veí­cu­los le­ves e al­ta de 3,9% dos pe­sa­dos. Na com­pa­ra­ção de ja­nei­ro com o mes­mo mês do ano pas­sa­do, o flu­xo to­tal de veí­cu­los nas es­tra­das flu­mi­nen­ses pe­da­gi­a­das cres­ceu 3,3%. O dos le­ves au­men­tou 3% e o dos pe­sa­dos, 4,4%. No acu­mu­la­do de 12 me­ses, o flu­xo to­tal cres­ceu 4,5%, o dos le­ves avan­çou 4,9% e o de pe­sa­dos, 3%.

In­dús­tria

O cres­ci­men­to do flu­xo to­tal de veí­cu­los apon­ta pa­ra um ajus­te nas con­di­ções ob­ser­va­das nos da­dos na­ci­o­nais e re­gi­o­nais da in­dús­tria em de­zem­bro.

A ava­li­a­ção é do eco­no­mis­ta da Ten­dên­ci­as Con­sul­to­ria, Ra­fa­el Bac­ci­o­ti. “Pa­re­ce que te­re­mos re­sul­ta­dos um pou­co me­lho­res pa­ra a in­dús­tria, prin­ci­pal­men­te quan­do olha­mos pa­ra o se­tor au­to­mo­bi­lís­ti­co, no co­me­ço des­te ano”, pre­vê o eco­no­mis­ta.

Pa­ra ele, o Ín­di­ce ABCR, co­mo vá­ri­os ou­tros in­di­ca­do­res econô­mi­cos, apon­ta pa­ra um me­lhor de­sem­pe­nho da ati­vi­da­de in­dus­tri­al bra­si­lei­ra no mês de ja­nei­ro, que em um con­tex­to de re­du­ção dos es­to­ques, de­ve en­con­trar es­pa­ço pa­ra cres­cer nos pró­xi­mos me­ses do ano.

Quan­to à es­ta­bi­li­da­de apre­sen­ta­da em ja­nei­ro em re­la­ção a de­zem­bro pe­lo mo­vi­men­to dos veí­cu­los le­ves, Bac­ci­o­ti diz ob- ser­var a ma­nu­ten­ção de uma ten­dên­cia po­si­ti­va, mos­tran­do, ago­ra, cer­ta mo­de­ra­ção. “O mer­ca­do de tra­ba­lho ain­da tem con­di­ções mui­to bo­as, mas per­ce­be­re­mos um ar­re­fe­ci­men­to na ren­da. De qual­quer for­ma, o cres­ci­men­to de 6,2% da mas­sa sa­la­ri­al em 2012 quan­do com­pa­ra­do a 2011, se­gun­do da­dos do IBGE, ain­da é mui­to ex­pres­si­vo”, dis­se o eco­no­mis­ta.

Ain­da de acor­do com Bac­ci­o­ti, o mer­ca­do de tra­ba­lho de­ve­rá man­ter em al­ta os ní­veis de emprego e ren­da e a ina­dim­plên­cia ten­de a cair, tra­zen­do um qua­dro mais po­si­ti­vo pa­ra os le­ves. So­bre a ex­pan­são de 5% do flu­xo dos veí­cu­los pe­sa­dos em ja­nei­ro em re­la­ção a de­zem­bro, o eco­no­mis­ta da Ten­dên­ci­as diz que es­se é o pri­mei­ro si­nal po­si­ti­vo pa­ra a in- dús­tria e veio com a pro­du­ção de veí­cu­los, que cres­ceu 11% nes­ta mes­ma ba­se de com­pa­ra­ção, de acor­do com da­dos da An­fa­vea e ajus­ta­dos pe­la Ten­dên­ci­as.

“A di­nâ­mi­ca da pro­du­ção tem se re­la­ci­o­na­do, nos úl­ti­mos me­ses, ao com­por­ta­men­to dos bens du­rá­veis, prin­ci­pal­men­te veí­cu­los, de­vi­do aos in­cen­ti­vos e ao pe­so re­le­van­te que têm na in­dús­tria ge­ral. Quan­do es­se nú­me­ro os­ci­la, afe­ta a pro­du­ção co­mo um to­do pa­ra ci­ma ou pa­ra bai­xo”, ava­lia Bac­ci­o­ti. Pa­ra ele, as im­por­ta­ções tam­bém ex­pli­cam o bom de­sem­pe­nho do flu­xo de veí­cu­los pe­sa­dos. “Da­dos da Fun­cex com ajus­te da Ten­dên­ci­as apon­tam cres­ci­men­to de 2,6% en­tre no­vem­bro e de­zem­bro nas im­por­ta­ções de bens ma­nu­fa­tu­ra­dos”, afir­ma Bac­ci­o­ti.

Dou­glas Mar­çal

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