La­tro­cí­nio

O Diario do Norte do Parana - - OPINIÃO -

Sei que mui­tas pes­so­as po­dem di­cor­dar de mim, mas acho que o la­tro­cí­nio é o mais co­var­de e vi­o­len­to dos cri­mes. Qu­em rou­ba – e pa­ra is­so, ma­ta – já es­tá co­me­ten­do um ato de ex­tre­ma pre­po­tên­cia, por se jul­gar mais me­re­ce­dor do bem a ser to­ma­do do que o pró­prio do­no. Quan­do o cri­me de rou­bo vem acom­pa­nha­do de um as­sas­si­na­to, es­ta pre­po­tên­cia ga­nha pro­por­ções ex­po­nen­ci­ais. Além de se jul­gar mais me­re­ce­dor do que um tra­ba­lha­dor, o cri­mi­no­so ain­da se dá o di­rei­to de ti­rar uma vi­da pa­ra to­mar o que não lhe per­ten­ce. Vi­o­lên­cia é vi­o­lên­cia de qual­quer for­ma. Mas al­gu­mas des­tas for­mas, de­fi­ni­ti­va­men­te, cha­mam mais a aten­ção do que ou­tras. (La­tro­cí­nio na Vi­la Ope­rá­ria é pri­o­ri­da­de, diz po­lí­cia – Zo­om, pág. A3, 19/2)

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