País cres­ceu 1,64% em 2012, apon­ta PIB

O Diario do Norte do Parana - - GERAL - Agên­cia Es­ta­do

re­da­cao@odi­a­rio.com A ati­vi­da­de econô­mi­ca re­gis­trou em de­zem­bro a ter­cei­ra al­ta men­sal se­gui­da, mas per­deu for­ça em re­la­ção ao ní­vel apu­ra­do em no­vem­bro. O IBCBR --in­di­ca­dor do Ban­co Cen­tral que ser­ve co­mo pré­via pa­ra o cres­ci­men­to do PIB-- avan­çou 0,26% em de­zem­bro na com­pa­ra­ção com no­vem­bro, na sé­rie li­vre de efei­tos sa­zo­nais.

No ano, o cres­ci­men­to de­ve fi­car em 1,64%, se­gun­do da­dos di­vul­ga­dos on­tem pe­lo Ban­co Cen­tral. Com ajus­te sa­zo­nal, (ou se­ja, que des­con­si­de­ra efei­tos de de­ter­mi­na­do pe­río­do do ano), a al­ta é de 1,35%.

O re­sul­ta­do do in­di­ca­dor su­ge­re um ce­ná­rio pa­ra o ano le­ve­men­te me­lhor do que o es­pe­ra­do pe­lo mer­ca­do, que pre­vê um avan­ço pró­xi­mo a 1%. Tra­ta-se, con­tu­do, de um de­sem­pe­nho bem in­fe­ri­or aos anos an­te­ri­o­res e me­lhor ape­nas do que 2009, quan­do a eco­no­mia vi­via os re­fle­xos da crise econô­mi­ca mun­di­al.

Re­tra­ção da in­dús­tria, al­to en­di­vi­da­men­to das fa­mí­li­as e pro­ble­mas na ba­lan­ça co­mer­ci­al es­tão en­tre os fa­to­res apon­ta­dos pe­lo bai­xo cres­ci­men­to no ano pas­sa­do. Em 2012, o se­tor pro­du­ti­vo vi­veu seu pi­or ano des­de a crise de 2009, com que­da de 2,7%. O de­sem­pe­nho se de­ve em boa par­te à con­cor­rên­cia dos im­por­ta­dos no mer­ca­do in­ter­no e a mai­or di­fi­cul­da­des pa­ra ex­por­tar à Ar­gen­ti­na e a mercados em crise.

Pe­lo la­do do con­su­mo, os da­dos do va­re­jo di­vul­ga­dos on­tem pe­lo IBGE frus­tra­ram as ex­pec­ta­ti­vas dos eco­no­mis­tas pa­ra o fi­nal de ano. Com uma re­tra­ção de 0,5% em de­zem­bro, o co­mér­cio fe­chou 2012 com avan­ço de 8,4% pu­xa­do so­bre­tu­do pe­lo bai­xo de­sem­pre­go e o avan­ço da ren­da. Os da­dos de co­mér­cio ex­te­ri­or re­for­çam o ce­ná­rio de de­sa­ce­le­ra­ção. Di­an­te de uma que­da de 5,3% nas ex­por­ta­ções, o Bra­sil te­ve em 2012 o pi­or su­pe­ra­vit na ba­lan­ça co­mer­ci­al des­de 2002.

Re­cu­pe­ra­ção

A pers­pec­ti­va pa­ra es­te ano é de re­cu­pe­ra­ção da eco­no­mia, com pro­je­ção de re­to­ma­da de in­ves­ti­men­tos, da pro­du­ção in­dus­tri­al e bons re­sul­ta­dos nas áre­as de agronegócio e ser­vi­ços. Em­bo­ra as ex­pec­ta­ti­vas ain­da es­te­jam em ajus­te de­vi­do a in­cer­te­zas quan­to à in­ten­si­da­de da re­cu­pe­ra­ção, as pro­je­ções su­ge­rem cres­ci­men­to le­ve­men­te aci­ma de 3%.

In­di­ca­dor

O ín­di­ce do BC é um in­di­ca­dor de abran­gên­cia na­ci­o­nal que bus­ca re­fle­tir men­sal­men­te, de mo­do sin­té­ti­co, a ati­vi­da­de econô­mi­ca em de­ter­mi­na­do pe­río­do. O in­di­ca­dor acom­pa­nha a ati­vi­da­de econô­mi­ca atra­vés de va­riá­veis cu­jos com­por­ta­men­tos es­tão cor­re­la­ci­o­na­dos à pro­du­ção re­a­li­za­da nos três se­to­res da eco­no­mia bra­si­lei­ra (agro­pe­cuá­ria, in­dús­tria e ser­vi­ços) e dos im­pos­tos.

Já o Pro­du­to In­ter­no Bru­to (PIB), cal­cu­la­do e di­vul­ga­do pe­lo Instituto Bra­si­lei­ro de Ge­o­gra­fia e Es­ta­tís­ti­ca (IBGE), não me­de sim­ples­men­te a pro­du­ção da eco­no­mia, mas sim o va­lor adi­ci­o­na­do pe­los se­to­res. O IBGE di­vul­ga em 1º de mar­ço os da­dos do Pro­du­to In­ter­no Bru­to (PIB) no quar­to tri­mes­tre de 2012 e no ano.

A ex­pec­ta­ti­va do mer­ca­do, se­gun­do pes­qui­sa Fo­cus do BC, é de que o PIB te­nha cres­ci­do ape­nas 0,95% em 2012, mas que te­nha uma ex­pan­são de 3,08% nes­te ano.

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