Ba­ta­lha de

Quin­ta edi­ção da Ba­ta­lha do Cin­cão reú­ne ex­pres­sões ar­tís­ti­cas do hip hop em Sa­ran­di; en­con­tro que atrai par­ti­ci­pan­tes de to­do País é um dos pou­cos da área cul­tu­ral da ci­da­de

O Diario do Norte do Parana - - O DIÁRIO DO NORTE DO PARANÁ - Ariá­diny Ri­nal­di

ari­a­diny@odi­a­rio.com Com o ob­je­ti­vo de for­ta­le­cer as di­ver­sas lin­gua­gens ar­tís­ti­cas que com­põem o uni­ver­so do hip-hop, há cin­co anos um gru­po se reú­ne em Sa­ran­di pa­ra pro­mo­ver a Ba­ta­lha do Cin­cão (B5). Nes­ta edi­ção, que acon­te­ce no dia 9 de mar­ço no Es­por­te Clube, além da tra­di­ci­o­nal ba­ta­lha de bre­ak, haverá du­e­lo de MC’s, ofi­ci­nas mi­nis­tra­das por gran­des no­mes do seg­men­to e show do rap­per ce­a­ren­se Ra­pa­du­ra. O en­con­tro, que atrai par­ti­ci­pan­tes de to­do Bra­sil, é um dos pou­cos que fo­men­tam a cul­tu­ra na ci­da­de.

A ini­ci­a­ti­va de reu­nir os amantes do rap, da dan­ça de rua, gra­fi­te e ska­te, par­tiu de Do­ri­val Fer­rei­ra, 28 anos. Quan­do apren­deu o bre­ak com B. Boy Mar­qui­nhos (Mar­cos Da­vid), de Ri­bei­rão Pre­to-SP, ele se sen­tiu mo­ti­va­do a re­pas­sar os en­si­na- men­tos. Em seus dois pri­mei­ros anos, o en­con­tro foi em uma es­co­la pú­bli­ca. “Per­ce­bi que Sa­ran­di es­ta­va ca­ren­te de even­tos. E ain­da é. No iní­cio, eram só os mo­ra­do­res do bair­ro. A ba­ti­da ro­la­va nu­ma pe­que­na cai­xa de som ins­ta­la­do no mp4”, con­ta.

Em 2011, o alu­no Alis­son Oni­ro, 21, abra­çou a ideia do pro­fes­sor e co­me­çou a aju­dar na or­ga­ni­za­ção. De lá pa­ra cá, o B5 vem ga­nhan­do mais for­ça a ca­da edi­ção. “An­tes, acon­te­cia du­as, trez ve­zes ao ano. Ago­ra que cres­ceu, pas­sou a ser só uma edi­ção, mas em um es­pa­ço mai­or, com di­rei­to a DJ, ju­ra­dos e dan­ça­ri­nos e rap­pers de to­do o can­to”, diz. Pa­ra es­te ano, é es­pe­ra­do gru­pos de Ma­rin­gá, Lon­dri­na, Cu­ri­ti­ba, Apu­ca­ra­na, Itam­bé e Pre­si­den­te Pru­den­te-SP.

A Ba­ta­lha do Cin­cão é um dos prin­ci­pais even­tos que for­ta­le­cem as ex­pres­sões da ar­te ur­ba­na no Pa­ra­ná. Na re­gião, há tam­bém o Bat­tle bank’s em Apu­ca­ra­na e, em Ma­rin­gá, o Fes­ti­val de Hip Hop e o Man­da­ca­ru Bre­ak.

O ci­nas

No sá­ba­do de ma­nhã, das 8h às 12h, se­rão re­a­li­za­dos workshops de dan­ça e ar­te: au­las de hip-hop mi­nis­tra­das por Pi­ko­lé, do gru­po Rit­mos Family, de São Pau­lo; loc­king con­du­zi­das por Tiu­zi­nho, do Ur­ban Sty­le, de Ma­rin­gá; bre­ak dan­ce com Ju­ni­nho do Dor Crew, de Sa­ran­di, e prá­ti­cas de gra­fi­te com Ger­son, do AfroB­re­ak, São Pau­lo; la­gar­ti­xa com Ivo Al­cân­ta­ra di­re­tor e co­reó­gra­fo do gru­po Che­mi­cal Funk, São Pau­lo e wa­ac­king com Nathalia Glitz tam­bém do Che­mi­cal Funk. As ins­cri­ções pa­ra as au­las se­rão fei­tas na ho­ra e cus­tam R$ 30.

Den­tre as op­ções, a dan­ça la­gar­ti­xa é a mais des­co­nhe­ci­da. “Tra­ta-se de um es­ti­lo pau­lis­ta que tem he­ran­ça do soul, funk e sam­ba-rock mar­ca­do por mo­vi­men­tos di­nâ­mi­cos dos pés e das per­nas”, ex­pli­ca Al­cân­ta­ra. Na au­la, ele pre­ten­de abor­dar o con­cei­to his­tó­ri­co, mos­trar os fun­da­men­tos bá­si­cos e as téc­ni­cas ini­ci­ais. Depois, mon­tar uma co­re­o­gra­fia jun­to com a tur­ma. “Uma ho­ra é pou­co pa­ra en­si­nar tudo, mas, com cer­te­za dá pa­ra pas­sar a ener­gia e a pai-

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