Dez bair­ros con­cen­tram 46% dos ca­sos de den­gue

Das 212 com a do­en­ça nes­te ano em Ma­rin­gá, 98 re­si­dem nes­sas lo­ca­li­da­des. Área com mai­or nú­me­ro de re­gis­tros da do­en­ça é a Zo­na 8

O Diario do Norte do Parana - - CIDADES - Car­la Gu­e­des

car­la@odi­a­rio.com Dez bair­ros de Ma­rin­gá con­cen­tram qua­se me­ta­de dos ca­sos de den­gue re­gis­tra­dos nes­te ano. Des­de ja­nei­ro, 212 pes­so­as fo­ram di­ag­nos­ti­ca­das com a do­en­ça na ci­da­de e 98 (46,2%) mo­ram nes­sas lo­ca­li­da­des. Os da­dos são da Se­cre­ta­ria Mu­ni­ci­pal de Saú­de e são re­fe­ren­tes ao pe­río­do de 1º de ja­nei­ro a 22 de fe­ve­rei­ro.

A Zo­na 8 tem o mai­or nú­me­ro de ca­sos con­fir­ma­dos: 19. Re­la­tó­ri­os mos­tram que 9% das pes­so­as que ado­e­ce­ram de den­gue em Ma­rin­gá são re­si­den­tes no bair­ro. A Vi­la Ope­rá­ria apa­re­ce em se­gun­do na lis­ta. O bair­ro so­ma 17 re­gis­tros. Na sequên­cia vem o Con­jun­to Porto Se­gu­ro 1, com 14 ca­sos.

Só em um quar­tei­rão da Rua Se­tú­bal, na Zo­na 8, três mo­ra­do­res es­tão com sus­pei­ta de den­gue. A di­a­ris­ta Ali­ce de Sou­za, 60 Zo­na 3 Zo­na 5 Cj. Re­sid. Bran­ca Vi­ei­ra Zo­na 1 Cj. Porto Se­gu­ro 2 Cj. Re­sid. Ita­pa­ri­ca Vi­la Mo­ran­guei­ra Jar­dim Al­vo­ra­da Cj. Porto Se­gu­ro 1 Zo­na 8 anos, ain­da se re­cu­pe­ra da do­en­ça, que a dei­xou 15 di­as lon­ge do tra­ba­lho. Os sin­to­mas des­cri­tos por ela, co­mo fra­que­za, dor nos olhos e na nu­ca, fe­bre e man­chas aver­me­lha­das no cor­po, são tí­pi­cos da den­gue. O fi­lho Dou­glas, 21, tam­bém ado­e­ceu, mas con­se­guiu se re­cu­pe­rar mais rá­pi­do. Uma vi­zi­nha es­tá com os mes­mos sin­to­mas e foi hos­pi­ta­li­za­da há 8 di­as.

Ali­ce já foi ví­ti­ma da do­en­ça há cer­ca de 5 anos. “Eu sem­pre cui­dei do quin­tal, mas não sei se o mos­qui­to que me pi­cou veio do vi­zi­nho.” A re­cu­pe­ra­ção tem si­do len­ta e, com do­res no estô­ma­go, ela mal con­se­gue se ali­men­tar e per­deu qua­se 10 qui­los.

A do­més­ti­ca Lin­dal­va Ga­to não tem bo­as re­cor­da­ções do pe- río­do em que con­traiu den­gue, há 3 anos. Ela te­ve a for­ma he­mor­rá­gi­ca da do­en­ça e pas­sou 18 di­as en­tre idas e vin­das do hos­pi­tal. Ho­je, ela se cuida mais. “Bor­ri­fo ál­co­ol com cra­vo no cor­po, só uso cal­ça com­pri­da e não te­nho mais plan­tas em ca­sa”, diz. Os há­bi­tos de Lin­dal­va são pa­re­ci­dos com o da cos­tu­rei­ra Ro­se­li Al­ves. Na ca­sa on­de vi­ve com o ma­ri­do e a fi­lha, na Ave­ni­da Mon­tei­ro Lo­ba­to, os va­sos de plan­tas não têm pra­ti­nhos e a fa­mí­lia to­da usa re­pe­len­te. “Tem bas­tan­te per­ni­lon­go aqui.”

A ge­ren­te de Epidemiologia do mu­ni­cí­pio, Udelys­ses Ja­ne­te Fon­zar, con­ta que, já em de­zem­bro, a Zo­na 8 ti­nha ris­co mé­dio pa­ra den­gue. Na épo­ca, ha­via lar­vas do Ae­des aegyp­ti em 2% dos imó­veis do bair­ro. Pa­ra evi­tar que as lar­vas se trans­for­mem em mos­qui­tos, o fu­ma­cê co­me­çou a cir­cu­lar pe­la re­gião. “A Zo­na 8 e o Con­jun­to Porto Se­gu­ro fo­ram os pri­mei­ros bair­ros a con­tar com o fu­ma­cê es­te ano.” Des­de o iní­cio do mês há pul­ve­ri­za­ção de in­se­ti­ci­da nas re­giões.

Na se­ma­na que vem, a Se­cre­ta­ria Mu­ni­ci­pal de Saú­de ini­cia a co­le­ta de in­for­ma­ções pa­ra o Le­van­ta­men­to Rá­pi­do do Ín­di­ce de In­fes­ta­ção por Ae­des aegyp­ti (Li­raa). O no­vo ma­pa vai apon­tar on­de há imó­veis com lar­vas do mos­qui­to e em quais lu­ga­res elas são mais co­muns. As ações de con­tro­le se­rão re­di­re­ci­o­na­das a par­tir da si­tu­a­ção da den­gue que os agen­tes de en­de­mi­as vão des­cre­ver.

Dou­glas Mar­çal

Ro­se­li Al­ves: va­sos de plan­tas sem pra­ti­nhos pa­ra não cor­rer ris­co

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