So­ja no no­ro­es­te de­ve ser co­lhi­da até do­min­go

Ape­sar do gran­de vo­lu­me de chu­vas em fe­ve­rei­ro, ain­da não hou­ve atra­so sig­ni­fi­ca­ti­vo nos tra­ba­lhos; pre­o­cu­pa­ção é com o mi­lho sa­fri­nha, al­vo de pra­gas

O Diario do Norte do Parana - - CIDADES - Luiz de Car­va­lho

car­va­lho@odi­a­rio.com As chu­vas do mês ain­da não fo­ram su­fi­ci­en­tes pa­ra cau­sar atra­so sig­ni­fi­ca­ti­vo na co­lhei­ta de so­ja no no­ro­es­te, e a pre­vi­são da Se­cre­ta­ria de Es­ta­do da Agri­cul­tu­ra e dos pro­du­to­res é de que as la­vou­ras da re­gião es­te­jam co­lhi­da até do­min­go. Mes­mo com a se­ca pro­lon­ga­da lo­go após o plan­tio e o ex­ces­so de chu­vas na ho­ra de co­lher, os agri­cul­to­res acre­di­tam que es­tão ti­ran­do do cam­po a me­lhor sa­fra dos úl­ti­mos 3 anos.

De acor­do com o De­par­ta­men­to de Eco­no­mia Rural (De­ral) da se­cre­ta­ria, a es­ti­ma­ti­va ini­ci­al es­tá sen­do cum­pri­da, com os pro­du­to­res co­lhen­do em mé­dia 3,3 mil kg de grãos por hec­ta­re, o equi­va­len­te a 140 sa­cas por al­quei­re. Na re­gião de Flo­res­ta e Itam­bé, al­guns pro­du­to­res pas­sa­ram das 150 sa­cas por al­quei­re. No en­tan­to, em áre­as em que as chu­vas fo­ram pou­cas em ou­tu­bro hou­ve que­da, co­mo foi o ca­so da Gle­ba Pai­çan­du, en­tre o ae­ro­por­to de Ma­rin­gá e o dis­tri­to de Flo­ri­a­no. Em al­guns pon­tos a pro­du­ti­vi­da­de se man­te­ve em tor­no de 120 sa­cas por al­quei­re.

So­men­te por vol­ta das 14 ho­ras de on­tem as co­lhei­ta­dei­ras co­me­ça­ram a tra­ba­lhar na área ar­ren­da­da pe­lo agri­cul­tor Ivaldo Oli­vei­ra na Gle­ba Pai­çan­du. Co­mo cho­veu mui­to an­te­on­tem na re­gião, on­tem pe­la ma­nhã a umi­da­de ain­da era al­ta e pro­du­tor te­ve que es­pe­rar pe­lo sol.

“A chu­va não es­tá atra­pa­lhan­do mui­to, pois as co­lhei­ta­dei­ras po­dem tra­ba­lhar nor­mal­men­te depois de al­gu­mas ho­ras”, dis­se o plan­ta­dor Ag­nal­do Cam­pag­no- le, que tem so­ja nos fun­dos do ae­ro­por­to de Ma­rin­gá e em Flo­res­ta. “O pro­ble­ma da chu­va é que ela atra­sa o iní­cio do plan­tio do mi­lho sa­fri­nha.”

Se­gun­do Cam­pag­no­le, o nor­mal é fa­zer o plan­tio do mi­lho na pa­lha­da no mes­mo dia em que é re­ti­ra­da a so­ja, mas “as co­lhei­ta­dei­ras tra­ba­lham em so­lo úmi­do, e as plan­ta­dei­ras não.” Depois das chu­vas de ter­ça-fei­ra, o pro­du­tor só pô­de re­co­me­çar a co­lhei­ta on­tem, depois do al­mo­ço, mas nem le­vou as plan­ta­dei­ras e tra­to­res pa­ra a área.

Bar­ri­ga-ver­de

Em Flo­res­ta, 95% da so­ja já fo­ram co­lhi­dos, e o plan­tio do mi­lho sa­fri­nha já co­me­çou, mas al­guns pro­du­to­res es­tão en­fren­tan­do pro­ble­mas com in­fes­ta­ção do per­ce­ve­jo co­nhe­ci­do co­mo bar­ri­ga-ver­de, uma pra­ga da so­ja, mas que es­tá ata­can­do o mi­lho lo­go após a bro­ta. A pra­ga es­tá re­sis­tin­do às apli­ca­ções de ve­ne­no e pro­vo­can­do ata­ques mai­o­res a ca­da ano.

O pro­du­tor Ag­nal­do Cam­pag­no­le dis­se que após a re­ti­ra­da da so­ja, o in­se­to fi­ca na pa­lha­da em que é fei­to o plan­tio direto do mi­lho. “A quan­ti­da­de é mai­or a ca­da sa­fra”, diz ele, ci­tan­do que na re­gião de Flo­res­ta al­guns pro­du­to­res ti­ve­ram que des­se­car o mi­lho re­cém-bro­ta­do pa­ra fa­zer no­vo plan­tio, de­vi­do ao ata­que da pra­ga.

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