Mer­ca­do pro­je­ta al­ta do PIB mai­or nes­te ano

Se­gun­do re­la­tó­rio, a eco­no­mia do País de­ve en­cer­rar 2013 com cres­ci­men­to de 2,35%. A estimativa para in­fla­ção di­mi­nuiu para 5,82% In ação

O Diario do Norte do Parana - - ECONOMIA - Célia Frou­fe

Ain­da co­mo des­do­bra­men­to do Pro­du­to In­ter­no Bru­to (PIB) sur­pre­en­den­te no se­gun­do tri­mes­tre do ano na com­pa­ra­ção com o tri­mes­tre an­te­ri­or (1,5%), a me­di­a­na das pro­je­ções do mer­ca­do fi­nan­cei­ro di­vul­ga­das pe­lo Re­la­tó­rio Fo­cus para o cres­ci­men­to de 2013 su­biu de 2,32% para 2,35%.

Já para 2014, a me­di­a­na das pre­vi­sões para a ex­pan­são do PIB di­mi­nuiu no­va­men­te, pas­san­do de 2,30% para 2,28% - qu­a­tro se­ma­nas atrás es­ta­va em 2,50%. So­bre a pro­du­ção in­dus­tri­al, a Fo­cus re­ve­lou um ajus­te da me­di­a­na das ex­pec­ta­ti­vas para 2013 de 2,11% para 2,10% - um mês atrás es­ta­va em 2,08%. Para 2014, hou­ve ma­nu­ten­ção do pa­ta­mar em 3,00% - qu­a­tro se­ma­nas atrás es­ta­va em 2,90%. Com a di­vul­ga­ção do Ín­di­ce Na­ci­o­nal de Pre­ços ao Con­su­mi­dor Am­plo (IPCA) de agos­to dentro do es­pe­ra­do, o re­la­tó­rio so­freu um le­ve ajus­te para bai­xo nas es­ti­ma­ti­vas para o ín­di­ce ofi­ci­al de in­fla­ção no País para es­te ano. A me­di­a­na para o ín­di­ce de 2013, pas­sou de 5,83% para 5,82%. Há qu­a­tro se­ma­nas es­ta­va em 5,74%. Já para 2014, a me­di­a­na das pre­vi­sões para o IPCA su­biu le­ve­men­te de 5,84% para 5,85%, mes­ma ta­xa vis­ta um mês atrás.

O re­la­tó­rio Fo­cus re­ve­lou tam­bém que, no ca­so da me­di­a­na das es­ti­ma­ti­vas su­a­vi­za­das à fren­te para a in­fla­ção acu­mu­la­da em 12 me­ses, hou­ve uma ace­le­ra­ção de 6,12% para 6,13%. Há qu­a­tro se­ma­nas, es­ta­va em 5,95%. Para o cur­to pra­zo, os ana­lis­tas tam­bém fi­ze­ram pe­que­nas cor­re­ções. A estimativa para o IPCA de setembro pas­sou de 0,46% para 0,45%, pa­ta­mar em que se en­con­tra­va há um mês. Pe­la pri­mei­ra vez apa­re­ceu na Fo­cus a me­di­a­na das es­ti­ma­ti­vas para o ín­di­ce em ou­tu­bro, que per­ma­ne­ceu em 0,55% an­te ta­xa de 0,52% re­gis­tra­da qu­a­tro se­ma­nas an­tes.

En­tre os pro­fis­si­o­nais que mais acer­tam as pre­vi­sões para o mé­dio pra­zo, o grupo de­no­mi­na­do pe­lo BC de Top 5, no en­tan­to, o IPCA de 2013 dis­pa­rou - pro­va­vel­men­te por­que hou­ve uma mu­dan­ça da par­ti­ci­pa­ção das ins­ti­tui­ções. Para o grupo, o ín­di­ce de­ve­rá fi­car em 5,85% es­te ano. Uma se­ma­na an­tes es­ta­va em 5,57% e, qu­a­tro se­ma­nas atrás, em 5,47%. No ca­so de 2014, es­se mes­mo grupo au­men­tou a ta­xa de 5,80% para 6,17% an­te a de 5,80% vis­ta há um mês.

Ju­ros

O re­la­tó­rio Fo­cus des­ta se­gun­da­fei­ra, 9, apre­sen­tou mu­dan­ças im­por­tan­tes nas ex­pec­ta­ti­vas do mer­ca­do fi­nan­cei­ro para a ta­xa bá­si­ca de ju­ros, a Se­lic, que atu­al­men­te está em 9,00% ao ano. Se­gun­do o do­cu­men­to, a me­di­a­na das es­ti­ma­ti­vas para o in­di­ca­dor su­biu de 9,50% ao ano para 9,75% ao ano para o fi­nal de 2013. Há um mês, a ex­pec­ta­ti­va era de uma va- ri­a­ção de 9,25% ao ano no en­cer­ra­men­to de de­zem­bro de 2013.

To­da a al­ta pre­vis­ta para es­te ano, no en­tan­to, não vi­rá na reu­nião do Co­mi­tê de Po­lí­ti­ca Mo­ne­tá­ria (Co­pom) de ou­tu­bro. Para es­sa da­ta, os ana­lis­tas man­ti­ve­ram a pro­je­ção de uma no­va ele­va­ção da ta­xa de 0,50 pon­to por­cen­tu­al, co­mo já aguar­da­vam an­tes. Por­tan­to, o ci­clo de aper­to mo­ne­tá­rio de­ve se­guir, pe­la ava­li­a­ção atu­al, com mais uma ele­va­ção de 0,25 pp na úl­ti­ma reu­nião do Co­pom do ano.

No ca­so de 2014, o Fo­cus re­ve­lou que a me­di­a­na das pre­vi­sões para a Se­lic se­guiu em 9,75% ao ano an­te ta­xa de 9,25% vis­ta qu­a­tro se­ma­nas atrás. Com as mu­dan­ças, na mé­dia des­te ano, se­gun­do es­ses pro­fis­si­o­nais, os ju­ros fi­ca­rão em 8,34%, e não mais em 8,31% co­mo aguar­da­do uma se­ma­na an­tes - um mês atrás es­ta­va em 8,25%.

Para 2014, a Se­lic de­ve fi­car, em mé­dia, em 9,75%, sal­tan­do da ta­xa de 9,50% ao ano, co­mo já mos­tra­va a Fo­cus da se­ma­na an­te­ri­or. Um mês an­tes, es­ta­va em 9,25% ao ano.

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