Mu­ricy vol­ta ao São Pau­lo para im­pe­dir des­cen­so

Ex-jo­ga­dor do clu­be e tri­cam­peão na­ci­o­nal co­mo trei­na­dor, téc­ni­co subs­ti­tui Pau­lo Au­tu­o­ri que per­deu o car­go após der­ro­ta para o Coritiba no úl­ti­mo do­min­go

O Diario do Norte do Parana - - ESPORTES - Fer­nan­do Fa­ro

Ao mes­mo tem­po quem de­mi­tia o téc­ni­co cam­peão do mun­do em 2005, o São Pau­lo de­fi­nia a vol­ta do trei­na­dor que le­vou ao clu­be ao tri­cam­pe­o­na­to bra­si­lei­ro em 2006/2007/2008. No­vo co­man­dan­te tri­co­lor, Mu­ricy Ra­ma­lho vi­nha ten­do seu no­me gri­ta­do pe­la tor­ci­da nos jo­gos que an­te­ce­de­ram a de­mis­são de Ney Fran­co (an­te­ces­sor de Au­tu­o­ri) e ago­ra as­su­me o ti­me para li­vrá-lo do re­bai­xa­men­to no Bra­si­lei­rão. Es­ta se­rá a ter­cei­ra pas­sa­gem de Mu­ricy Ra­ma­lho pe­lo co­man­do do São Pau­lo. Ex-jo­ga­dor da equi­pe en­tre 1973 e 1979, ele vol­tou ao Mo­rum­bi em 1993, co­mo au­xi­li­ar-téc­ni­co do ído­lo Te­lê San­ta­na. Seu pri­mei­ro tra­ba­lho co­mo trei­na­dor foi à fren­te do “Ex­pres­si­nho Tri­co­lor”, equi­pe re­ser­va que foi cam­peã da Con­me­bol em 1994 com uma sé­rie de jo­ga­do­res das ca­te­go­ri­as de ba­se.

Quan­do Te­lê San­ta­na foi obri­ga­do a se afas­tar do fu­te­bol (e de­pois se apo­sen­tar) por con­ta de uma is­que­mia, Mu­ricy as­su­miu o co­man­do da equi­pe. Fi­cou cer­ca de seis me­ses co­mo trei­na­dor, sen­do subs­ti­tuí­do, de­pois, por Car­los Al­ber­to Par­rei­ra. Se­guiu co­mo au­xi­li­ar e vol­tou a co­man­dar a equi­pe em 1997. Nes­ta pas­sa­gem, po­rém, não con­se­guiu gló­ri­as e foi de­mi­ti­do de­pois de um iní­cio ruim de Cam­pe­o­na­to Pau­lis­ta.

O trei­na­dor de­pois pas­sou por uma sé­rie de ti­mes me­no­res (Itu­a­no, Bo­ta­fo­go-SP, Por­tu­gue­sa San­tis­ta, Náu­ti­co e Fi­guei­ren­se) até che­gar ao In­ter­na­ci­o­nal, quan­do foi vi­ce-cam­peão bra­si­lei­ro em 2005.

Quan­do Pau­lo Au­tu­o­ri dei­xou o Mo­rum­bi para as­su­mir um ti­me ja­po­nês, ao fim de 2005, Mu­ricy fi­nal­men­te re­a­li­zou o so­nho de vol­tar ao São Pau­lo. Ali, con­quis­tou os tí­tu­los bra­si­lei­ros de 2006, 2007 e 2008, no pri­mei­ro tri­cam­pe­o­na­to con­se­cu­ti­vo de um mes­mo ti­me no País.

A sua se­gun­da pas­sa­gem pe­lo São Pau­lo che­gou ao fim pe­lo in­su­ces­so nos ma­ta-ma­tas. A equi­pe caiu qu­a­tro ve­zes se­gui­das di­an­te de ti­mes bra­si­lei­ros na Li- ber­ta­do­res, en­tre 2006 e 2009. De­pois da úl­ti­ma de­las, con­tra o Cru­zei­ro, a di­re­to­ria re­sol­veu pe­la de­mis­são de Mu­ricy.

Em se­gui­da, as­su­miu o co­man­do do Palmeiras, mas não foi bem. Aca­bou de­mi­ti­do de­pois de uma go­le­a­da exa­ta­men­te do São Pau­lo, no Pau­lis­tão 2010. Seu pró­xi­mo clu­be foi o Flu­mi­nen­se, que as­su­miu em abril. Foi cam­peão bra­si­lei­ro com o ti­me das La­ran­jei­ras, mas aca­bou dis­pen­sa­do pe­la cam­pa­nha ruim na Li­ber­ta­do­res. Um mês de­pois, as­su­miu o Santos no meio da com- pe­ti­ção con­ti­nen­tal, tam­bém em má fa­se, mas le­vou a equi­pe até o tri­cam­pe­o­na­to da Li­ber­ta­do­res. Ain­da em 2011, foi cam­peão pau­lis­ta e vi­ce-cam­peão mundial. No ano pas­sa­do, ga­nhou mais uma vez o es­ta­du­al, mas foi mal na Li­ber­ta­do­res e no Bra­si­lei­rão.

Ama­nhã – 11/9

Quin­ta-fei­ra – 12/9

Sex­ta-fei­ra – 6/9

Sá­ba­do – 7/9

Arquivo/vipcomm

Mis­são de Mu­ricy Ra­ma­lho é evi­tar a de­go­la da equi­pe que ocu­pa a an­te­pe­núl­ti­ma co­lo­ca­ção na clas­si­fi­ca­ção

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