Tu­do or­ga­ni­za­do e se­gu­ro

O Diario do Norte do Parana - - AGRONEGÓCIO -

No Meio-Oes­te dos Es­ta­dos Uni­dos, os agri­cul­to­res mo­ram nas pro­pri­e­da­des, on­de ge­ral­men­te vi­vem em uma con­for­tá­vel re­si­dên­cia, cer­ca­da por ajar­di­na­men­to, bar­ra­cão para ofi­ci­na e gu­ar­da dos tra­to­res, si­los e galpão. É tu­do bem or­ga­ni­za­do, com a gra­ma sem­pre apa­ra­da, flo­res e a pin­tu­ra das ins­ta­la­ções re­no­va­da cons­tan­te­men­te.

Nas pro­pri­e­da­des ru­rais, ob­ser­va-se que não há pre­o­cu­pa­ção al­gu­ma com a se­gu­ran­ça. Tu­do é aber­to, sem por­tões ou cer­cas, ex­ce­to, em es­pa­ços para a con­ten­ção de ani­mais. A des­pre­o­cu­pa­ção é ta­ma­nha que, não ra­ro, as fa­mí­li­as ga­ran­tem nun­ca tran­car as por­tas das ca­sas. Sim­ples­men­te não há rou­bos.

Cor­res­pon­dên­ci­as e en­co­men­das são dei­xa­das nas en­tra­das das fa­zen­das. Fi­cam ali até que o mo­ra­dor vá re­co­lher. Nin­guém me­xe. Nos pe­río­dos de mui­to frio, quan­do é pre­ci­so ir à ci­da­de fa­zer com­pras, os pro­du­to­res, in­va­ri­a­vel­men­te, dei­xam os veí­cu­los li­ga­dos, nos es­ta­ci­o­na­men­tos, para man­ter o aque­ci­men­to em fun­ci­o­na­men­to.

As má­qui­nas são mui­to gran­des, pos­san­tes e so­fis­ti­ca­das, para que os fa­zen­dei­ros con­si­gam exe­cu­tar ra­pi­da­men­te os ser­vi­ços. Co­mo mui­tos de­les são ido­sos e não têm au­xi­li­a­res, com­pram tra­to­res já atre­la­dos a equi­pa­men­tos, para que não pre­ci­sem fa­zer for­ça. Há os que te­nham um tra­tor para ca­da equi­pa­men­to.

As es­tra­das ru­rais são pa­vi­men­ta­das e os pá­ti­os das fa­zen­das, qua­se sem­pre, es­tão com uma gros­sa ca­ma­da de con­cre­to, su­fi­ci­en­tes de su­por­tar o trá­fe­go de má­qui­nas gran­des e mui­to pe­sa­das. Nos car­re­a­do­res é co­mum os fa­zen­dei­ros co­lo­ca­rem uma ba­se com­pos­ta de pe­dras bran­cas mui­to pe­que­nas e, por ci­ma, cal­cá­rio, jo­gan­do água e com­pac­tan­do. Com isso, é co­mo se ca­mi­nho fi­cas­se pa­vi­men­ta­do.

Os fa­zen­dei­ros têm a cul­tu­ra de fa­ze­rem se­gu­ro das la- vou­ras. As­sim, fi­cam pro­te­gi­dos de even­tu­ais per­das. O se­gu­ro co­bre 85% da pro­du­ti­vi­da­de mé­dia do mi­lho, con­si­de­ran­do os úl­ti­mos cin­co anos e ex­cluin­do os pe­río­dos de frus­tra­ção de sa­fra, co­mo em 2012. Em re­la­ção à so­ja, a co­ber­tu­ra as­se­gu­ra­da é de 50%, le­van­do em con­si­de­ra­ção, igual­men­te, a pro­du­ti­vi­da­de das úl­ti­mas cin­co sa­fras e des­car­tan­do os anos ruins. Eles tam­bém re­ce­bem sub­sí­di­os e, não ra­ro, são pa­gos, quan­do ori­en­ta­dos a não plan­ta­rem de­ter­mi­na­da cul­tu­ra.

É co­mum não usa­rem fun­gi­ci­da na cul­tu­ra da so­ja. De for­ma se­me­lhan­te, pra­ti­ca­men­te não fa­zem plan­tio di­re­to, pois, qua­se sem­pre, no iní­cio do plan­tio, o so­lo está mui­to frio ou até mes­mo con­ge­la­do. Eles re­vi­ram o so­lo para aque­cê-lo sob a ex­po­si­ção ao sol. Os nor­te-ame­ri­ca­nos pro­du­zem ape­nas uma sa­fra no ano, en­quan­to os bra­si­lei­ros dos Es­ta­dos do Cen­tro-Oes­te e do Sul, co­lhem du­as.

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Brazil

© PressReader. All rights reserved.