Ex­tre­mos a 15 quilô­me­tros

O Diario do Norte do Parana - - ZOOM - Luiz de Car­va­lho

car­va­lho@odi­a­rio.com Nas­ci­da para abri­gar os po­bres, que che­ga­vam para aju­dar a cons­truir Ma­rin­gá, a Vi­la Ope­rá­ria é cha­ma­da pe­los cons­tru­to­res de “bo­la da vez” para re­ce­ber in­ves­ti­men­tos em edi­fi­ca­ção de pré­di­os de apar­ta­men­tos. Das 60 qu­a­dras cer­ca­das pe­las ave­ni­das Bra­sil e La­gu­na, em ca­da uma há pe­lo me­nos um edi­fí­cio em cons­tru­ção e em al­gu­mas há até qu­a­tro obras em an­da­men­to.

O pro­fes­sor Antonio Car­los Ve­las­que, que está no bair­ro há mais de 50 anos, lem­bra que “an­ti­ga­men­te nin­guém que­ria mo­rar na Ope­rá­ria”. Hoje, a ca­sa de­le está cer­ca­da de pré­di­os no­vos e para to­dos os la­dos vê-se no­vas cons- tru­ções. “Ago­ra a Ope­rá­ria é a me­lhor vi­la de Ma­rin­gá, aqui tem tu­do que uma pes­soa pre­ci­sa”, co­me­mo­ra.

Bem di­fe­ren­te é o Jar­dim Mon­te Car­me­lo -- a 15 quilô­me­tros da Vi­la Ope­rá­ria --, na área oes­te de Pai­çan­du, que nem tem aces­so à ci­da­de – é pre­ci­so fa­zer uma vol­ta de mais de 1 quilô­me­tro. Már­cia Apa­re­ci- da Brito, mo­ra­do­ra há 11 anos, diz que as ca­sas ain­da pre­ci­sam de fos­sa e não há es­pe­ran­ça de ter re­de de es­go­to, o ôni­bus pas­sa du­as ou três ve­zes por dia, mas a cin­co qu­a­dras da ca­sa de­la e as ru­as sem as­fal­to e cal­ça­das tam­bém não têm ar­bo­ri­za­ção. “Em dias de chu­va, mui­tos nem sa­em de ca­sa de­vi­do ao bar­ro nas ru­as”, diz.

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