Pe­ga­di­nha

Sér­gio Mal­lan­dro se rein­ven­ta com show e faz apre­sen­ta­ção úni­ca, ho­je, no Te­a­tro Ma­ris­ta

O Diario do Norte do Parana - - O DIÁRIO DO NORTE DO PARANÁ -

E dá cer­to? Sem­pre deu cer­to. Rá!!! ( Tem al­gu­ma di­fe­ren­ça en­tre es­se pú­bli­co uni­ver­si­tá­rio e o pú­bli­co que vai te as­sis­tir no te­a­tro? Tem di­fe­ren­ça. O pú­bli­co que vai no te­a­tro vai o pre­si­den­te do ban­co, diretor ge­ral da Re­de Globo, os ar­tis­tas, em­pre­sá­ri­os. Vai um ca­sal que es­tá há 40 anos jun­tos, um ca­sal de 18 anos, pai, mãe, fi­lhos. E ao mes­mo tem­po os jo­vens tam­bém vão ao te­a­tro, to­do mun­do em­bo­la­do, é bem ba­ca­na. Is­so é uma coi­sa cult, é ba­ca­na. Vo­cê se con­si­de­ra cult? Não me con­si­de­ro íco­ne de na­da. In­de­pen­den­te­men­te do ní­vel so­ci­al, to­do o lu­gar que eu vou, as pes­so­as brin­cam co­mi­go. O fren­tis­ta vem e fa­la “iê-ié! RÁ! Iê- ié!”, as pes­so­as pa­ram, pe­dem fo­tos. Eu sou po­pu­lar. En­tão se is­so é ser cult, nós so­mos pes­so­as po­pu­la­res, so­mos cult. Em 2008 vo­cê se can­di­da­tou a ve­re­a­dor de São Pau­lo. Tem al­gu­ma pe­ga­di­nhas e tu­do o que acon­te­ce. Uma vez, fui pe­dir pa­tro­cí­nio pa­ra a Nes­tlé e o ca­ra me per­gun­tou qual o me­lhor chocolate. Eu dis­se que era o Fer­re­ro Ro­cher. “Mas Fer­re­ro Ro­cher não é da Nes­tlé”. “Rá!!! Pe­ga­di­nha do Mal­lan­dro!”, me sa­fei. Coi­sa er­ra­da é pe­ga­di­nha do Ma­lan­dro. Lá, eu con­to com de­ta­lhes. Foi fá­cil se adap­tar ao for­ma­to stan­dup co­medy? Não foi di­fí­cil . Eu ti­ro sar­ro de mim mes­mo. O hu­mo­ris­ta não po­de ter ver­go­nha de ser ri­dí­cu­lo, o hu­mo­ris­ta que tem ver­go­nha de si mes­mo não é hu­mo­ris­ta. No show, bo­to gen­te no pal­co pa­ra brin­car co­mi­go. Uma ho­ra eu cha­mo uma me­ni­na sol­tei­ra pa­ra su­bir no pal­co e en­si­no a pla­teia co­mo con­quis­tá-la. Por um pe­río­do, vo­cê foi uma es­pé­cie de “amu­le­to” dos uni­ver­si­tá­ri­os. Co­mo foi tra­ba­lhar di­re­ta­men­te com es­se pú­bli­co? Ain­da ho­je eu fa­ço mui­ta fes­ta uni­ver­si­tá­ria. Às ve­zes a da­ta es­tá pre­en­chi­da com o te­a­tro, mas gos­to mui­to. Te­nho uma ban­da cha­ma­da Sal­ci­fu­fu. É uma ga­le­ra bem le­gal, bem ir­re­ve­ren­te, bem Sér­gio Mal­lan­dro. Sem­pre quan­do tem al­gum con­vi­te, fes­ta de for­ma­tu­ra, nós fa­ze­mos. pre­ten­são po­lí­ti­ca ho­je? Eu te­nho uma cre­che, e na épo­ca fa­la­ram que, se eu fos­se can­di­da­to, eu po­de­ria fa­zer vá­ri­as cre­ches. Te­nho es­se so­nho de ter vá­ri­as. Ho­je tem 80 cri­an­ças na cre­che. Mas aí, ain­da bem que não en­trei. Não, não é meu canal, não. Co­mo ar­tis­ta eu con­si­go aju­dar mui­to mais. Tem al­gum pro­je­to em vis­ta, além das apre­sen­ta­ções? Vou fa­zer um fil­me no ano que vem, “Fi­lho de Mal­lan­dro”, um lon­ga-me­tra­gem. Es­tou em um especial na Mul­tishow so­bre hu­mo­ris­tas do Bra­sil. Co­me­ço a fa­zer as pe­ga­di­nhas do Mal­lan­dro tam­bém na Mul­tishow, são 60 pe­ga­di­nhas e já gra­vei 12. Nos­so re­a­lity show de­ve vol­tar ano que vem. São mui­tos pro­je­tos pra cá e pra lá. O no­me do fil­me é “Fi­lho de Mal­lan­dro”? Eu não sei, é um no­me que eu es­tou in­ven­tan­do. Tem qua­tro op­ções de no­me, mas não po­de di­vul­gar ain­da. O fil­me é uma his­tó­ria da mi­nha vi­da. Vo­cê tem al­gu­ma re­fe­rên­cia de Ma­rin­gá, co­nhe­ce a ci­da­de? Só sei que tem vá­ri­as pes­so­as lin­das, que o pes­so­al daí gos­ta mui­to de mim. Pes­so­al tuí­ta bas­tan­te co­mi­go. Quem qui­ser rir, po­de ir no show que é ga­ran­ti­do. To­do mu­do vai se di­ver­tir bas­tan­te e vai co­nhe­cer um pou­co mais da his­tó­ria do Sér­gio Mal­lan­dro. É uma ho­ra e qu­a­ren­ta mi­nu­tos de ri­sa­da. Ié ié!

Di­vul­ga­ção

Rei do “glu glu, iê-ié”, Sér­gio Mal­lan­dro pro­me­te ir além dos bor­dões no show de stand-up “Sem Cen­su­ra”

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