Aban­do­no das dro­gas

O Diario do Norte do Parana - - CIDADES -

Co­me­cei a usar dro­gas com 11 anos, por isso me cha­ma­vam de Zé Lou­co. Meu so­nho era ser can­tor de rock. Fui para Curitiba aos 18 anos, on­de meu pro­ble­ma com o ví­cio se agra­vou. Lá fi­quei sa­ben­do de um chá que da­va um ‘ba­ra­to’ e fui atrás. A pri­mei­ra vez que ex­pe­ri­men­tei a Ayahu­as­ca foi em 2001, com um grupo in­de­pen­den­te. Pen­sei que iria mor­rer. Vo­mi­tei e che­guei a um es­ta­do que eu não lem­bra­va do meu no­me. Ju­rei que nun­ca mais vol­ta­ria. Após es­sa ex­pe­ri­ên­cia fi­quei dois me­ses sem dro­gas. Tem­po de­pois, quan­do es­ta­va de no­vo nas dro­gas, fui ao San­to Dai­me para ver se con­se­guia sos­se­gar de no­vo. Des­ta vez foi ma­ra­vi­lho­so e con­ti­nu­ei fre­quen­ta­do. Cer­ta vez, du­ran­te uma me­di­ta­ção, uma voz in­te­ri­or me dis­se que o Zé ti­nha mor­ri­do. Só en­tão per­ce­bi por­que na pri­mei­ra vez que be­bi a Ayahu­as­ca eu es­que­ci co­mo me cha­ma­vam. O Zé Lou­co mor­reu, e só so­brou o An­der­son, meu ver­da­dei­ro no­me. Lar­guei as dro­gas. Quan­do sur­giu o con­vi­te para ini­ci­ar a pro­du­ção do chá em San­ta Fé, acei­tei de ime­di­a­to. Dei­xei mi­nha fa­mí­lia e ami­gos em Curitiba para me de­di­car ao Dai­me. Hoje mo­ro no sí­tio e es­tu­do Agro­no­mia em Ma­rin­gá. Que­ro de­di­car mi­nha vi­da ao que me sal­vou.

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