ANTIBLOG - ALAN MASCHIO

O Diario do Norte do Parana - - OPINIÃO -

Aca­bo de vol­tar de uma vi­a­gem de fé­ri­as com a mi­nha es­po­sa – mi­nhas pri­mei­ras fé­ri­as em 7 lon­gos anos. Vi­si­ta­mos Per­nam­bu­co, e na vol­ta fo­mos ao Rock in Rio. Na La­pa, on­de fi­ca­mos hos­pe­da­dos, co­nhe­ci um fla­ne­li­nha. Pa­ra­mos o car­ro – alu­ga­do – a du­as qu­a­dras do al­ber­gue on­de iría­mos pas­sar a noi­te. Eram 3h. “Vou cui­dar para o se­nhor, pa­trão”, dis­se ele, ves­ti­do com uma ca­mi­sa do Fla­men­go. Me deu um abra­ço (!) e ga­ran­tiu que não iria em­bo­ra até que eu fos­se bus­car o car­ro, que es­ta­ria exa­ta­men­te nas mes­mas con­di­ções em que eu ou dei­xei. Mi­nha es­po­sa lhe deu R$ 4. Ele não ima­gi­na­va, ob­vi­a­men­te, que eu não iria bus­car o car­ro, já que iria dor­mir no hos­tel. Tal­vez ele es­ti­ves­se pensando que eu era mais uma dos mi­lha­res que, aos fins de se­ma­na, to­mam as ru­as do bair­ro, lo­ta­do de ba­res e bo­a­tes. Pois fui dor­mir, eu, mi­nha es­po­sa e um ca­sal de ami­gos. Acor­do por vol­ta das 7h30, pre­o­cu­pa­do com a lem­bran­ça de que ha­via uma pla­ca avi­san­do que o es­ta­ci­o­na­men­to no lo­cal on­de dei­xei o Uni­nho ama­re­lo era ex­clu­si­vo para ta­xis­tas. “Vai ver até já o re­bo­ca­ram”, pen­sei. Le­van­tei e de­ci­di bus­cá-lo. Já per­to das 8h, sob sol for­te, che­go no car­ro e avis­to, a poucos me­tros da­li, um fla­men­guis­ta sen­ta­do à bei­ra de um co­mér­cio. Ca­be­ça bai­xa, can­sa­do. Pois era o fla­ne­li­nha. “Eu te dis­se que não sai­ria da­qui até que vo­cê vi­es­se bus­car o

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