Mais 11 anos fa­vo­rá­veis para a cons­tru­ção ci­vil

Se o em­pre­go cres­ce, me­nos gen­te es­ta­rá dis­po­ní­vel para tra­ba­lhar e o sa­lá­rio au­men­ta, mas isso é bom, por­que o pró­prio fun­ci­o­ná­rio do seg­men­to po­de com­prar a ca­sa de­le

O Diario do Norte do Parana - - CIDADES - Luiz de Car­va­lho

car­va­lho@odi­a­rio.com Os pro­ble­mas econô­mi­cos, que atin­gem o mun­do, mais a ten­dên­cia de in­fla­ção, aci­ma da me­ta es­ta­be­le­ci­da pe­lo go­ver­no, po­dem ter re­fle­xos ne­ga­ti­vos no se­tor da cons­tru­ção ci­vil. Ape­sar des­se ce­ná­rio, em Ma­rin­gá, o horizonte é fa­vo­rá­vel para a ati­vi­da­de pe­los pró­xi­mos 11 anos. A ci­da­de tem um de­fi­cit ha­bi­ta­ci­o­nal de 6 mil uni­da­des e 40% das fa­mí­li­as pa­gam alu­guel.

A pre­vi­são foi apre­sen­ta­da, on­tem, pe­lo ana­lis­ta de ten­dên­cia do mer­ca­do da cons­tru­ção ci­vil, Mar­cos Kah­ta­li­an, só­cio do Bu­re­au de In­te­li­gên­cia Cor­po­ra- ti­va (Brain), que tam­bém atua co­mo con­sul­tor em­pre­sa­ri­al e pro­fes­sor de pós-gra­du­a­ção. Ele mi­nis­trou a pa­les­tra “Opor­tu­ni­da­des e Pers­pec­ti­vas do Mer­ca­do Imobiliário: ce­ná­ri­os e ten­dên­ci­as 2014-2015”, no au­di­tó­rio do Se­brae, para pro­fis­si­o­nais li­ga­dos à ca­deia da cons­tru­ção ci­vil no no­ro­es­te do Pa­ra­ná, dentro do pro­gra­ma Fo­co - Ce­ná­ri­os e Ten­dên­ci­as, do Se­brae/PR e Sin­di­ca­to da In­dús­tria da Cons­tru­ção Ci­vil da Re­gião No­ro­es­te do Pa­ra­ná (Sin­dus­con-NOR/PR), em par­ce­ria com a pre­fei­tu­ra, As­so­ci­a­ção dos Engenheiros e Ar­qui­te­tos de Ma­rin­gá (Ae­am) e Con­se­lho de De­sen­vol­vi­men­to de Ma­rin­gá (Co­dem).

De acor­do com Kah­ta­li­an, a pers­pec­ti­va para área da cons­tru­ção ci­vil con­ti­nua fa­vo­rá­vel em to­do o Bra­sil, on­de 16% das fa­mí­li­as ain­da pa­gam alu­guel e 9,9 mi­lhões de fa­mí­li­as lu­tam para ter um imó­vel pró­prio, mas o Pa­ra­ná está aci­ma da mé­dia na­ci­o­nal e Ma­rin­gá é um ca­so à par­te no ce­ná­rio pa­ra­na­en­se.

“Al­go acon­te­ce em Ma­rin­gá, que não é ob­ser­va­do nas ou­tras ci­da­des”, des­ta­cou o pa­les­tran­te. “Ma­rin­gá é a ci­da­de gran­de do Pa­ra­ná com mai­or vo­lu­me de pes­so­as mo­ran­do de alu­guel. Em Curitiba, 21% das fa­mí­li­as pa­gam alu­guel. No Es­ta­do, a mé­dia é de 19%. Em Ma­rin­gá, che­ga a 32% e imó­veis ce­di­dos são 8%, o que sig­ni­fi­ca que 40% das fa­mí­li­as não têm ca­sa pró­pria”, res­sal­tou.

Para Kah­ta­li­an, on­de há pes­so- as que­ren­do ca­sa, há es­pa­ço para a cons­tru­ção ci­vil. “Te­mos em Ma­rin­gá, por ano, pou­co mais de R$ 1 bi­lhão em cons­tru­ção ci­vil”, diz, lem­bran­do que is­to sig­ni­fi­ca ca­deia for­ta­le­ci­da, bo­as ven­das para for­ne­ce­do­res de ci­men­to, ti­jo­los, es­qua­dri­as, pi­sos.

Com ba­se nos al­va­rás de cons­tru­ção li­be­ra­dos pe­la pre­fei­tu­ra, Ma­rin­gá man­tém uma mé­dia de 5,5 mil uni­da­des, por ano, en­tre 2009 e 2013, o que dá uma mé­dia de 1,2 mi­lhão de me­tros qua­dra­dos, por ano.

Para o ana­lis­ta, os nú­me­ros de Ma­rin­gá es­tão aci­ma da mé­dia tam­bém no que se re­fe­re à mão de obra. Em 2012, 20% de to­dos os em­pre­gos do Bra­sil fo­ram ge­ra­dos pe­la cons­tru­ção ci­vil, no Pa­ra­ná, a mé­dia foi de 10%, mas, em Ma­rin­gá, che­ga a 25%. Em Ma­rin­gá, o de­sem­pre­go está em 4% e isso é con­si­de­ra­do que não há mão de obra dis­po­ní­vel.

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