Me­tal

Me­tal­li­ca e Ali­ce in Chains são des­ta­ques no Rock in Rio na noi­te de hoje, em que o fes­ti­val re­co­me­ça, mais rock e me­nos (ou qua­se na­da) pop

O Diario do Norte do Parana - - O DIÁRIO DO NORTE DO PARANÁ - Tha­les de Me­ne­zes

Rock in Rio re­co­me­ça hoje com o cha­ma­do “pri­mei­ro dia de me­tal” do fes­ti­val. Em seus dois pal­cos, só rock pe­sa­do, fe­chan­do com a icô­ni­ca ban­da ame­ri­ca­na Me­tal­li­ca. O se­gun­do dia de­di­ca­do ao gê­ne­ro se­rá o do­min­go, quan­do o even­to se­rá en­cer­ra­do ao som dos in­gle­ses do Iron Mai­den, ou­tra len­da. Mas ser um dia de he­avy me­tal não ga­ran­te uni­for­mi­da­de. Pe­lo con­trá­rio. Seg­men­ta­do em sub­di­vi­sões de di­fí­ceis de­fi­ni­ções e ró­tu­los es­tra­nhos, o rock pe­sa­do é uma ce­na de con­vi­vên­cia nem sem­pre har­mo­ni­o­sa.

Os deu­ses es­tão aci­ma de ró­tu­los. O Me­tal­li­ca atrai to­dos os se­gui­do­res de ban­das de gui­tar­ras dis­tor­ci­das e vo­cais ber­ra­dos. É o me­tal em sua es­sên­cia. Seu no­me já é sua cla­ra de­fi­ni­ção.

Nos ou­tros shows é que as di­fe­ren­ças sur­gi­rão.

Se­gun­da mai­or atra­ção, o Ali­ce in Chains nem é exa­ta­men­te he­avy me­tal. Sur­giu em Se­at­tle, nos anos 1990, jun­to a Nir­va­na e Pe­arl Jam.

Mas não es­ta­rá des­lo­ca­do no Rock in Rio. A ban­da sem­pre foi a coi­sa mais pa­re­ci­da com rock pe­sa­do que o grun­ge pro­du­ziu. Seu pri­mei­ro e mai­or hit, “Man in a Box”, po­de­ria ser do Me­tal­li­ca. É uma es­pé­cie de “grun­ge me­tal”.

Ain­da no pal­co Mun­do, o prin­ci­pal do fes­ti­val, a ban­da su­e­ca Ghost B.C. vai mos­trar co­mo seus in­te­gran­tes pas­sa­ram a ado­les­cên­cia ou­vin­do Black Sab­bath. Com al­gum sa­ta­nis­mo nas le­tras e ba­ti­das len­tas e bem pe­sa­das nos ins­tru­men­tos, po­de se en­cai­xar no do­om me­tal.

Mais ve­loz e ba­ru­lhen­to se­rá o show do Se­pul­tu­ra. A ban­da bra­si­lei­ra faz th­rash me­tal, rá­pi­do e com uma ba­ti­da tri­bal. Daí re­pe­tir hoje o con­vi­te ao grupo fran­cês Tam­bours du Bronx. Os dois fi­ze­ram o Rock in Rio 2011 tre­mer e de­vem re­pe­tir a do­se. É o ba­tu­que do apo­ca­lip­se.

De­mên­cia so­no­ra

Co­mo atra­ção prin­ci­pal do pal­co Sun­set, o se­cun­dá­rio do fes­ti­val, Rob Zom­bie vai en­sur­de­cer os de­sa­vi­sa­dos.

Tam­bém di­re­tor de fil­mes de hor­ror, ele le­va es­sa es­té­ti­ca zum­bi a um som que re­ce­be vá­ri­os ró­tu­los, co­mo gro­o­ve me­tal ou noi­se in­dus­tri­al. Tra­du­zin­do: uma de­mên­cia so­no­ra, que po­de não agra­dar, por exem­plo, aos se­gui­do­res do Ali­ce in Chains.

Mas uma coi­sa é co­mum aos fãs de Me­tal­li­ca, Ali­ce in Chains, Ghost B.C., Se­pul­tu­ra e Rob Zom­bie: eles odei­am Se­bas­ti­an Ba­ch, que can­ta no pal­co Sun­set.

Ele é ex-vo­ca­lis­ta do Skid Row, ban­da não le­va­da mui­to a sé­rio na tur­ma do me­tal fa­ro­fa do fi­nal dos anos 1980, que in­cluía Cin­de­rel­la, Fas­ter Pus­sy­cat, Ratt e Mo­tley Crüe (o me­lhor­zi­nho da tur­ma).

Com pin­ta de ga­lã, Ba­ch atraía gri­ti­nhos das ga­ro­tas e xin­ga­men­tos dos mar­man­jos. Mais de du­as dé­ca­das de­pois, aos 45 anos, é ho­ra de che­car seu pres­tí­gio com a mu­lhe­ra­da.

Di­vul­ga­ção

Ali­ce in Chains: sem ser exa­ta­men­te he­avy me­tal, ban­da de Se­at­tle é o que de mais pe­sa­do o grun­ge pro­du­ziu

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