So­ja de­ve ren­der mais de 740 mil to­ne­la­das

Vo­lu­me es­pe­ra­do para a co­lhei­ta se­rá 6% in­fe­ri­or, em re­la­ção ao con­ta­bi­li­za­do na sa­fra des­te ano; área cul­ti­va­da se­rá su­pe­ri­or a 235 mil hec­ta­res

O Diario do Norte do Parana - - REGIÃO - Fá­bio Cas­tal­del­li

fa­bi­o­au­gus­to@odi­a­rio.com As la­vou­ras de so­ja, na re­gião de Ma­rin­gá, de­ve­rão co­brir 235.500 hec­ta­res, na sa­fra de ve­rão (2013/2014), o que equi­va­le a um au­men­to de ape­nas 0,1%, em com­pa­ra­ção com a sa­fra pas­sa­da, quan­do a área to­tal foi de 235.270 hec­ta­res. A estimativa é do De­par­ta­men­to de Eco­no­mia Ru­ral (De­ral) da Se­cre­ta­ria da Agri­cul­tu­ra e do Abas­te­ci­men­to (Se­ab), que pro­je­ta ain­da um ren­di­men­to de 741.825 to­ne­la­das da ole­a­gi­no­sa, na pró­xi­ma co­lhei­ta; re­du­ção de cer­ca de 6%, em re­la­ção à pro­du­ção pas­sa­da, que con­ta­bi­li­zou 789.814,5 to­ne­la­das.

Os nú­me­ros são con­si­de­ra­dos po­si­ti­vos se com­pa­ra­dos aos da sa­fra re­tra­sa­da, que re­gis­trou 228.608 hec­ta­res plan­ta­dos e 553.231 to­ne­la­das pro­du­zi­das. De acor­do com o eco­no­mis­ta do De­ral, Do­ri­val Apa­re­ci­do Bas­ta, o Pa­ra­ná de­ve se man­ter em se­gun­do lu­gar no ran­king dos prin­ci­pais pro­du­to­res de so­ja do País; atrás ape­nas do Ma­to Gros­so. “A pro­du­ção só não é mai­or, por fal­ta de es­pa­ço dis­po­ní­vel. A cul­tu­ra não tem mui­to para on­de ex­pan­dir na re­gião de Ma­rin­gá”, fri­sa.

O pre­ço é um dos prin­ci­pais atra­ti­vos para que a so­ja es­te­ja na pre­fe­rên­cia do ho­mem do cam­po. En­quan­to os pro­du­to­res re­ce­be­ram, em mé­dia, R$ 56,04, pe­la sa­ca de ses­sen­ta qui­los, en­tre ja­nei­ro e agos­to des­te ano, o pre­ço da sa­ca de mi­lho, em con­di­ções se­me­lhan­tes, foi de R$ 21,03. Antônio Mo­lo­nha, 58 anos, é um dos agri­cul­to­res que cul­ti­va­rão a ole­a­gi­no­sa. Do­no de 44 al­quei­res, em Ma­rin­gá, na saí­da para Cam­po Mourão, ele es­pe­ra re­pe­tir os re­sul­ta­dos da sa­fra pas­sa­da. “Co­lhi 151 sa­cas, por al­quei­re. Se eu con­se­guir as­se­gu­rar es­ta mé­dia está bom de­mais”, des­ta­ca.

Para al­can­çar o ob­je­ti­vo, Mo­lo­nha res­sal­ta ser ne­ces­sá­rio con­tar com a aju­da do cli­ma, por­que a fal­ta de umi­da­de é o prin­ci­pal agen­te, que pro­vo­ca pre­juí­zos para os agri­cul­to­res. “Sem chu­vas re­gu­la­res, não adi­an­ta ter se­men­tes de qua­li­da­de e adu­ba­ção boa. Na pro­du­ção re­tra­sa­da, por exem­plo, a se­ca e a in­so­la­ção vio- len­ta sa­pe­ca­ram e de­si­dra­ta­ram mi­nha plan­ta­ção. Quem plan­ta tem um em­pre­en­di­men­to a céu aber­to e, por isso, cor­re ris­cos”, acres­cen­ta.

Mo­lo­nha afir­ma que já en­cer­rou o ma­ne­jo de er­vas da­ni­nhas da ter­ra e que, no co­me­ço do pró­xi­mo mês, pre­ten­de ini­ci­ar o plan­tio. A co­lhei­ta de­ve ser en­cer­ra­da no pri­mei­ro qua­dri­mes­tre de 2014. “Não plan­to por hobby, mas por­que é da ter­ra que ti­ro o meu sus­ten­to. Te­nho que me pre­pa­rar”, re­su­me.

In­su­mos

Igual a Mo­lo­nha, a mai­o­ria dos pro­du­to­res de so­ja já está pron­ta para ini­ci­ar o cul­ti­vo. De acor­do com o ge­ren­te co­mer­ci­al de In­su­mos da Co­ca­mar Co­o­pe­ra­ti­va Agroin­dus­tri­al, João Car­los Ruiz, cer­ca de 85% dos 12 mil co­o­pe­ra­dos com­pra­ram as se­men­tes, fertilizantes e de­fen­si­vos quí­mi­cos em ju­nho, quan­do os in­su­mos são ofe­re­ci­dos a pre­ços mais aces­sí­veis e com pra­zos de pa­ga­men­to fle­xí­veis. “Tra­ta-se da op­ção mais acer­ta­da para que o pro­du­tor te­nha tem­po para pla­ne­jar a sa­fra”, ar­gu­men­ta.

A pro­je­ção, de­cla­ra Ruiz, é que a co­mer­ci­a­li­za­ção de in­su­mos agrí­co­las te­nha cres­ci­do cer­ca de 15%, es­te ano, em com­pa­ra­ção com 2012. O au­men­to é re­fle­xo da ex­pan­são de mer­ca­do da co­o­pe­ra­ti­va e tam­bém ao mai­or in­ves­ti­men­to dos pro­du­to­res em tec­no­lo­gia.

Ra­fa­el Sil­va

Agri­cul­to­res tra­ba­lham no pre­pa­ro da ter­ra e es­tão no aguar­do das con­di­ções ide­ais para ini­ci­ar o plan­tio

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