Au­to­ra­mas na

O Diario do Norte do Parana - - O DIÁRIO DO NORTE DO PARANÁ - Ale­xan­dre Gai­o­to

gai­o­to@odi­a­rio.com Ma­rin­gá tem uma his­tó­ria an­ti­ga, de amor e de­vo­ção, com os Au­to­ra­mas. Des­de 1997, quan­do sur­giu no ce­ná­rio mu­si­cal, o trio ca­ri­o­ca vem fa­zen­do shows mar­can­tes por aqui, co­mo em 2005, di­vi­din­do o pal­co de uma ca­sa no­tur­na com o Ca­chor­ro Gran­de, épo­ca em que os gaú­cho lan­ça­vam o ál­bum “Pis­ta Li­vre”: ca­sa cheia, público se­den­to por rock, uma des­sas noi­tes que vo­cê tor­ce para que nun­ca ter­mi­ne. “Te­mos uma sin­to­nia boa com Ma­rin­gá e Lon­dri­na. A gen­te faz mais shows aí do que em Curitiba. As pes­so­as gos­tam mui­to do nos­so som”, ob­ser­va Ga­bri­el Thomaz (gui­tar­ra e voz).

Nes­te sá­ba­do, Ga­bri­el so­be ao pal­co do MPB Bar acom­pa­nha­do por Ba­ca­lhau (bateria) e Flá­via Cou­ri (bai­xo). É o se­gun­do show do trio em tur­nê com os lon­dri- nen­ses do Fa­bu­lous Ban­dits - ao to­do se­rão 40 apre­sen­ta­ções Bra­sil afo­ra.

Na es­tra­da, os Au­to­ra­mas apro­vei­tam para lan­çar no pró­xi­mo mês o DVD “Au­to­ra­mas In­ter­na­ci­o­nal”, reu­nin­do cenas de shows re­a­li­za­dos em 15 paí­ses, co­mo Fran­ça, Itá­lia, Uru­guai e Peru. Pro­du­zi­do com a gra­na acu­mu­la­da num si­te de fi­nan­ci­a­men­to co­le­ti­vo, o DVD deu tra­ba­lho à be­ça aos mú­si­cos. “Vou pen­sar du­as ve­zes da pró­xi­ma vez. Foi uma doi­dei­ra, mer­mão. É mui­to de­ta­lhe au­di­o­vi­su­al”, lem­bra.

De­vi­do ao DVD, o pró­xi­mo ál­bum fi­cou num se­gun­do pla­no. “Já te­mos mui­tas idei­as, mas nem dá para sa­ber co­mo se­rá. Por en­quan­to, só há um em­brião do pró­xi­mo CD”, adi­an­ta.

For­te no ce­ná­rio in­de­pen­den­te, os Au­to­ra­mas che­gam com um pu­nha­do de hits (”Vo­cê Sa­be”, “Ca­ri­nha Tris­te”, “Fa­le Mal de Mim”) e com as can­ções de “Mú­si­ca Cro­can­te” (2011), úl­ti­mo ál­bum de es­tú­dio.

Com um público fi­el - ain­da mais em Ma­rin­gá -, Ga­bri­el não sen­te fal­ta al­gu­ma de ser um ar­tis­ta mas­si­vo. “Não sei se de­ve­ría­mos ser mais es­cu­ta­dos. O nos­so público é for­ma­do por pes­so­as bem in­for­ma­das, que sa­bem o que está acon­te­cen­do no mun­do, no Bra­sil. No nos­so show, não tem por­ra­da­ria, não tem ne­gui­nho en­chen­do o sa­co de me­ni­na, não é um público punk nem play­boy: é uma ga­le­ra de per­so­na­li­da­de”, diz, fe­liz da vi­da.

Di­vul­ga­ção

Au­to­ra­mas, no MPB Bar: “Te­mos uma sin­to­nia boa com Ma­rin­gá e Lon­dri­na. Fa­ze­mos mais shows aí do que em Curitiba”, diz Ga­bri­el Thomaz

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