Lei Ma­ria da Pe­nha não re­duz ho­mi­cí­di­os

O Diario do Norte do Parana - - GERAL - Agência Es­ta­do

re­da­cao@odi­a­rio.com Um es­tu­do do Ins­ti­tu­to de Pes­qui­sa Econô­mi­ca Apli­ca­da (Ipea) di­vul­ga­do, on­tem, mos­tra que a Lei Ma­ria da Pe­nha não di­mi­nuiu as ta­xas de mor­ta­li­da­de das mu­lhe­res por agres­são no Bra­sil. O le­van­ta­men­to re­ve­la que a pro­por­ção de fe­mi­ni­cí­di­os por 100 mil mu­lhe­res em 2011 (5,43) su­pe­rou o pa­ta­mar vis­to em 2001 (5,41). A lei, de agos­to de 2006, cri­ou uma sé­rie de me­di­das de pro­te­ção e tor­nou mais ri­go­ro­sa a pu­ni­ção con­tra a vi­o­lên­cia do­més­ti­ca.

Com­pa­ran­do a ta­xa de mor­tes por agres­são nos pe­río­dos an­te­ri- ores e pos­te­ri­o­res à lei, a pes­qui­sa do Ipea tam­bém cons­ta­tou um re­tro­ces­so. De 2001 a 2006, foi ve­ri­fi­ca­da uma ta­xa de 5,28 fe­mi­ni­cí­di­os por 100 mil mu­lhe­res, pra­ti­ca­men­te a mes­ma en­con­tra­da en­tre 2007 e 2011, de 5,22.

O Ipea es­ti­ma que no pe­río­do de 2001 a 2011 ocor­re­ram mais de 50 mil fe­mi­ni­cí­di­os no Bra­sil, o que equi­va­le a, apro­xi­ma­da­men­te, 5 mil mor­tes, por ano. Acre­di­ta-se que gran­de par­te des­ses óbi­tos foi de­cor­ren­te de vi­o­lên­cia do­més­ti­ca e fa­mi­li­ar con­tra a mu­lher, uma vez que apro­xi­ma­da­men­te um ter­ço de­les ti­ve­ram o do­mi­cí­lio co­mo lo­cal de ocor­rên­cia.

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