‘Ven­to Le­vou’

Com di­re­ção de Jay­me Mon­jar­dim, “O Tem­po e o Ven­to” tem estreia na­ci­o­nal; fil­me é ba­se­a­do na tri­lo­gia épi­ca de Éri­co Ve­rís­si­mo

O Diario do Norte do Parana - - O DIÁRIO DO NORTE DO PARANÁ - Le­o­nar­do Mes­qui­ta

Estreia ho­je no País (Ma­rin­gá in­cluí­da) o lon­ga-me­tra­gem “O Tem­po e o Ven­to”, fil­me brasileiro ba­se­a­do na obra de Éri­co Ve­rís­si­mo (1905-1975) que tem di­re­ção de Jay­me Mon­jar­dim. A tra­ma, es­pé­cie de “E o Ven­to Le­vou” gaú­cho, se pas­sa en­tre os sé­cu­los 18 e 19, um pe­río­do de mui­tas gu­er­ras no Rio Gran­de do Sul, é con­ta­da a par­tir da vi­são sau­do­sis­ta de Bi­bi­a­na (Fernanda Montenegro), que re­lem­bra as ba­ta­lhas e o romance que vi­veu com seu gran­de amor, o ca­pi­tão Ro­dri­go (Thiago La­cer­da). O fil­me en­trou em car­taz na se­ma­na pas­sa­da no Rio Gran­de do Sul, on­de faz su­ces­so (leia nes­ta pá­gi­na).

“A ideia é pas­sar a men­sa­gem de que nem mes­mo o tem­po e as ad­ver­si­da­des da vi­da são ca­pa­zes de apa­gar uma história de pai­xão”, di­zo­di­re­torJay­meMon­jar­dim.

A história co­me­ça com o dra­ma de Ana Ter­ra (Cleo Pi­res), que se apai­xo­na por Pedro (Man­tín Ro­dri­guez), com qu­em tem um fi­lho. Po­rém, ela e seus pa­ren­tes têm de con­vi­ver com a ira da fa­mí­lia Ama­ral. Cer­ta noi­te, os ri­vais en­tram na ca­sa da mo­ça e ma­tam to­da a sua fa­mí­lia.

So­bre­vi­ven­te, Ana apa­re­ce anos mais tar­de com seu fi­lho. O ra­paz se ca­sa lo­go após a mor­te da mãe­e­temBi­bi­a­na(qu­an­do­jo­vem, vi­vi­da por Mar­jo­rie Es­ti­a­no). Após mais uma pas­sa­gem de tem­po, a mo­ça, já adul­ta, apai­xo­na-se pe­lo ca­pi­tão Ro­dri­go. “A história de­les se pas­sa em meio a gu­er­ras, e Bi­bi­a­na ora fi­ca bem, ora so­fre com a so­li­dão”,dizMar­jo­rie.

“Éu­ma­mor­ver­da­dei­ro,mas­que sem­pre es­tá à pro­va de fo­go, pois ela nun­ca sa­be se ele vai vol­tar pa­ra ca­sa”,di­zo­a­torThi­a­goLa­cer­da.

Montenegro

A atriz Fernanda Montenegro é a gran­de ra­zão pa­ra que “O Tem­po e o Ven­to” te­nha vi­ra­do fil­me. Ela foi a pri­mei­ra atriz do elen­co a ser es­co­lhi­da por Mon­jar­dim. “Eu quis dar uma vi­são fe­mi­ni­na pa­ra a ques­tão das gu­er­ras do Rio Gran­de do Sul do sé­cu­lo 18. E a Fernanda era a tra­du­ção, nos meus so­nhos, de tudo o que eu que­ria pa­ra a Bi­bi­a­na. Sem ela o fil­me não exis­ti­ria, eu não fa­ria uma ce­na se­quer”, diz o di­re­tor.

A atriz afir­ma se sen­tir hon­ra­da pe­la ho­me­na­gem e por poder contar uma bo­ni­ta história de amor. “Ter a opor­tu­ni­da­de de dar vi­da a Bi­bi­a­na, uma per­so­na­gem que es­tá no ima­gi­ná­rio de ca­da um, é uma gran­de res­pon­sa­bi­li­da­de. O di­fí­cil se­rá o pú­bli­co não se apai­xo­nar por ela e pe­los ou­tros”, apos­ta Fernanda. “A sen­si­bi­li­da­de da história é tão bo­ni­ta que emo­ci­o­na­rá­mui­ta­gen­te”, diz.

Divulgação

Mar­jo­rie Es­ti­a­no e Thiago La­cer­da em “O Tem­po e O Ven­to”, de Mon­jar­dim: “uma história de pai­xão”

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