Tem­pe­ra­tu­ra po­de su­bir até 4,8°C

Da­dos são do quin­to re­la­tó­rio do Pai­nel In­ter­go­ver­na­men­tal das Na­ções Uni­das. Ní­vel do mar po­de­rá su­bir até 81 cen­tí­me­tros. Es­ti­ma­ti­vas são vá­li­das pa­ra até o fim des­te sé­cu­lo

O Diario do Norte do Parana - - GERAL - Da Re­da­ção, com Agências

re­da­cao@odi­a­rio.com A tem­pe­ra­tu­ra do pla­ne­ta po­de­rá aumentar até 4,8 graus Cel­sius, nes­te sé­cu­lo, e o ní­vel do mar po­de­rá su­bir até 81 cen­tí­me­tros, com da­nos re­le­van­tes na mai­or par­te das re­giões cos­tei­ras do glo­bo. O aler­ta foi fei­to, on­tem, em Es­to­col­mo, na Sué­cia, du­ran­te apre­sen­ta­ção do quin­to re­la­tó- rio do Pai­nel In­ter­go­ver­na­men­tal so­bre Al­te­ra­ções Cli­má­ti­cas.

Os es­pe­ci­a­lis­tas do pai­nel das Na­ções Uni­das apre­sen­tam vá­ri­os ce­ná­ri­os pos­sí­veis, le­van­do em con­si­de­ra­ção mi­lha­res de in­ves­ti­ga­ções fei­tas nos úl­ti­mos anos. O re­la­tó­rio con­fir­ma, “ain­da com mais cer­te­za, que as al­te­ra­ções cli­má­ti­cas se de­vem à ati­vi­da­de hu­ma­na”, dis­se, na apre­sen­ta­ção do do­cu­men­to, o se­cre­tá­rio-ge­ral da Or­ga­ni­za­ção Me­te­o­ro­ló­gi­ca Mun­di­al, Mi­chel Jar­raud.

Pro­je­ções

Em­bo­ra no ma­te­ri­al di­vul­ga­do on­tem não ha­ja pro­je­ções es­pe­cí­fi­cas por países - es­ses de­ta­lhes de­ve­rão apa­re­cer na se­gun­da par­te, a ser apre­sen­ta­da em abril do ano que vem -, é pos­sí­vel ti­rar con­clu­sões so­bre o Bra­sil.

Os mo­de­los cli­má­ti­cos que ava­li­am a tem­pe­ra­tu­ra pa­ra to­do o glo­bo apon­tam pa­ra uma ele­va- ção mui­to pro­vá­vel (pro­ba­bi­li­da­de de mais de 90%) da tem­pe­ra­tu­ra em to­da a Amé­ri­ca do Sul, com os va­lo­res mais al­tos pa­ra o sul da Amazô­nia. A pro­je­ção é de um au­men­to da tem­pe­ra­tu­ra mé­dia de 0,5°C (cen­tro-sul) a 1,5°C (Nor­te, Nor­des­te e Cen­troOes­te) no País até o fim do sé­cu­lo no ce­ná­rio mais oti­mis­ta de emis­sões de ga­ses de efei­to es­tu­fa; e de 3°C (Sul e li­to­ral do Nor­des­te) a 7°C (Amazô­nia) no pi­or ce­ná­rio.

Tam­bém é pro­vá­vel (pro­ba­bi­li­da­de de mais de 66%) que on­das de ca­lor se tor­nem mais fre­quen­tes na Amazô­nia e no Nor­des­te. O re­la­tó­rio afir­ma ain­da que é mui­to pro­vá­vel que o ní­vel de pre­ci­pi­ta­ção vá su­bir na ba­cia do Pra­ta e cair no Nor­des­te e na por­ção ori­en­tal da Amazô­nia.

A ten­dên­cia é se­me­lhan­te à apon­ta­da há pou­co mais de du­as se­ma­nas no pri­mei­ro re­la­tó­rio na­ci­o­nal de ava­li­a­ção dos im­pac­tos das mu­dan­ças cli­má­ti­cas no Bra­sil. O tra­ba­lho fo­ca­do na nos­sa re­a­li­da­de foi com­pi­la­do pe­lo Pai­nel Brasileiro de Mu­dan­ças Cli­má­ti­cas, a ver­são na­ci­o­nal do do­cu­men­to da ONU.

“Os dois es­tu­dos vão na mes­ma li­nha. Tal­vez não nos nú­me­ros, por­que os mo­de­los cli­má­ti­cos usa­dos di­fe­rem um pou­co, mas a ten­dên­cia é a mes­ma”, co­men­ta o pes­qui­sa­dor Jo­sé Ma­ren­go, do Ins­ti­tu­to Na­ci­o­nal de Pes­qui­sas Es­pa­ci­ais (In­pe), mem­bro tan­to do es­tu­do das Na­ções Uni­das quan­to da ver­são bra­si­lei­ra.

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