De­do De Pro­sa

O Diario do Norte do Parana - - AGRONEGÓCIO -

O bo­le­tim Fo­cus mos­trou, na se­ma­na pas­sa­da, que se o Bra­sil cres­cer al­gu­ma coi­sa, es­te ano, se­rá com a aju­da do agro­ne­gó­cio. A pro­je­ção pa­ra o Pro­du­to In­ter­no Bru­to (PIB) do se­tor é avan­çar 2%, em 2015, fren­te a 1,2%, do ano pas­sa­do.

Com­pa­ran­do com a in­dús­tria e o se­tor de ser­vi­ços, que de­vem cres­cer 0,19% e 0,6%, res­pec­ti­va­men­te, o agro con­ti­nua ab­so­lu­to co­mo o pi­lar de sus­ten­ta­ção da eco­no­mia na­ci­o­nal.

Os nú­me­ros são im­pres­si­o­nan­tes. O Bra­sil já é o mai­or pro­du­tor de car­ne do mundo e reú­ne o mai­or re­ba­nho do pla­ne­ta, com cer­ca de 200 mi­lhões de ca­be­ças.

No seg­men­to agrí­co­la, do to­tal de área cul­ti­va­da, no País, me­ta­de já é ocu­pa­da pe­la so­ja e o nú­me­ro de­ve cres­cer nas pró­xi­mas dé­ca­das.

Em pro­du­ção da ole­a­gi­no­sa, o Bra­sil só per­de pa­ra os Es­ta­dos Unidos. O País, que é o se­gun­do mai­or pro­du­tor de mi­lho, li­de­ra em vá­ri­os itens, den­tre os quais ca­fé, su­co de la­ran­ja e aves de cor­te.

Atu­al­men­te, o agro­bu­si­ness mo­vi­men­ta R$ 1 tri­lhão e tem um pe­so su­pe­ri­or a 23% do PIB brasileiro.

So­bre o blo­queio pro­mo­vi­do pe­los ca­mi­nho­nei­ros nas es­tra­das, em ma­ni­fes­ta­ções jus­tas e que têm a sim­pa­tia da so­ci­e­da­de,

Ao blo­que­ar ro­do­vi­as pa­ra o trân­si­to de pro­du­tos pe­re­cí­veis, os ca­mi­nho­nei­ros atin­gem di­re­ta­men­te o tra­ba­lho e a ren­da de mi­lha­res de tra­ba­lha­do­res e pro­du­to­res ru­rais, a gran­de mai­o­ria pe­que­nos pro­pri­e­tá­ri­os, des­ta­ca a Fa­ep.

To­dos os di­as são pro­du­zi­dos e pro­ces­sa­dos, no Es­ta­do, 12 mi­lhões de li­tros de lei­te por 115 mil pro­du­to­res e 300 in­dús­tri­as (la­ti­cí­ni­os). A mai­or par­te des­sa pro­du­ção foi Es­ti­ma-se que são aba­ti­dos 5 mi­lhões de fran­gos, por dia, no Pa­ra­ná, re­sul­ta­do do tra­ba­lho de 20 mil avi­cul­to­res. Há, ain­da, 30 mil sui­nocul­to­res e mais de 750 mil ca­be­ças são aba­ti­das se­ma­nal­men­te em 55 fri­go­rí cos.

Es­tas três ca­dei­as pro­ces­sam mi­lha­res de to­ne­la­das de ra­ção, ba­se­a­das na so­ja e no mi­lho, em um ci­clo pré-de­ter­mi­na­do de pra­zos e con­su­mo. Di­an­te das in­cer­te­zas, em al­gu­mas re­giões pro­du­to­ras, mi­lhões de pin­ti­nhos ti­ve­ram que ser des­car­ta­dos ao lon­go de vá­ri­os di­as.

A Fa­ep diz que o mo­vi­men­to dos ca­mi­nho­nei­ros é le­gí­ti­mo, mas su­as ra­zões es­tão vin­cu­la­das aos desacertos da po­lí­ti­ca econô­mi­ca que vem sen­do pra­ti­ca­da nos úl­ti­mos anos pe­lo go­ver­no fe­de­ral.

O cam­po tam­bém é ví­ti­ma des­se ce­ná­rio de de­sar­ran­jos pro­vo­ca­dos pe­lo go­ver­no, que afe­tam to­dos os ou­tros se­to­res. Se no Bra­sil a eco­no­mia é ca­da vez mais de­pen­den­te do agro­ne­gó­cio, nos Es­ta­dos Unidos, o agro­ne­gó­cio de­pen­de ca­da vez mais da mai­or eco­no­mia do pla­ne­ta.

Com a ren­da em que­da, por cau­sa das co­ta­ções das com­mo­di­ti­es, em bai­xa, a con­tri­bui­ção do cam­po na ge­ra­ção de ri­que­zas não

Não por aca­so, a no­va Lei Agrí­co­la, que en­trou em vi­gor, no ano pas­sa­do, e vai re­gu­lar a con­ces­são de sub­sí­di­os até 2019, con­cen­tra o apoio ba­si­ca­men­te na equa­li­za­ção dos pre­ços.

Quan­to mais a co­ta­ção in­ter­na­ci­o­nal das com­mo­di­ti­es cai abai­xo de um pa­ta­mar mí­ni­mo es­ta­be­le­ci­do pe­lo go­ver­no, mais au­men­ta a aju­da ou os sub­sí­di­os do go­ver­no ao pro­du­tor.

Nes­te sen­ti­do, a se con rma­rem as gran­des sa­fras pre­vis­tas pa­ra a Amé­ri­ca do Sul e a de­pen­der do ta­ma­nho da apos­ta dos Es­ta­dos Unidos no cul­ti­vo des­te ano, o ci­clo 2015/16 se­rá o gran­de tes­te à no­va Lei Agrí­co­la.

A re­for­ma da le­gis­la­ção che­ga exa­ta­men­te em um mo­men­to on­de os pre­ços es­tão em bai­xa his­tó­ri­ca no mer­ca­do in­ter­na­ci­o­nal. Em um ano a co­ta­ção da so­ja, por exem­plo, per­deu per­to de 30% do va­lor.

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