A R$ 3,05, dó­lar acu­mu­la ga­nhos de 14,88% no ano

O Diario do Norte do Parana - - ECONOMIA - Fa­brí­cio de Cas­tro Agên­cia Es­ta­do

Da­dos so­bre cri­a­ção de em­pre­gos nos Es­ta­dos Unidos sur­pre­en­de­ram e fi­ze­ram a mo­e­da nor­te­a­me­ri­ca­na su­bir pe­lo quin­to dia con­se­cu­ti­vo.

Os in­ves­ti­do­res da área de câm­bio até en­sai­a­ram uma re­a­li­za­ção dos lu­cros mais re­cen­tes, ven­den­do dó­la­res on­tem pe­la ma­nhã, mas a re­a­li­da­de vol­tou a atro­pe­lar os ven­di­dos. A for­te ge­ra­ção de va­gas de em­pre­go nos Es­ta­dos Unidos, no mês pas­sa­do, que ele­vou as apos­tas de que o país es­tá pró­xi­mo de au­men­tar os ju­ros, so­mou-se à per­cep­ção ruim em re­la­ção ao Bra­sil, com a cri­se po­lí­ti­ca ain­da no fo­co. Ao mes­mo tem­po, de­cla­ra­ções do mi­nis­tro do Pla­ne­ja­men­to, Nél­son Bar­bo­sa, re­a­fir­ma­ram que o go­ver­no não tem um “com­pro­mis­so for­mal” com a ta­xa de câm­bio.

On­tem, o dó­lar, ne­go­ci­a­do à vis­ta no bal­cão, dis­pa­rou 1,36%, aos R$ 3,05, no mai­or pa­ta­mar de fe­cha­men­to desde cin­co de agos­to de 2004. No ano, a mo­e­da norte-ame­ri­ca­na acu­mu­la ga­nhos de 14,88%, an­te o re­al. No mer­ca­do fu­tu­ro, a mo­e­da pa­ra abril - a mais lí­qui­da e que ser­ve de prin­ci­pal re­fe­rên­cia pa­ra os ne­gó­ci­os - su­bia 1,70% per­to das 16h30,aosR$3,076.

No iní­cio, o dó­lar che­gou a re­cu­ar no bal­cão, com o mer­ca­do re­a­li­zan­do os lu­cros re­cen­tes. Afi­nal, até an­te­on­tem a mo­e­da ame­ri­ca­na já ha­via su­bi­do mais de 13% an­te o re­al nes­te ano. Is­so fez o dó­lar à vis­ta mar­car a mí­ni­ma de 2,983 (-0,86%), às 9h14 da ma­nhã. De­pois dis­so, no en­tan­to, a mo­e­da vi­rou pa­ra o po­si­ti­vo e ace­le­rou ga­nhos em vá­ri­os mo­men­tos, na es­tei­ra das no­tí­ci­as­que­sur­gi­am.

O prin­ci­pal mo­ti­vo pa­ra a al­ta do dó­lar an­te o re­al fo­ram os da­dos de em­pre­go nos EUA. O re­la­tó­rio ofi­ci­al (pay­roll) mos­trou a cri­a­ção de 295 mil pos­tos em­fe­ve­rei­ro,be­ma­ci­ma­dos240 mil es­pe­ra­dos. O nú­me­ro re­for­çou a ava­li­a­ção de que o Fe­de­ral Re­ser­ve (Fed, o ban­co cen­tral ame­ri­ca­no) se­rá le­va­do a su­bir os ju­ros em um fu­tu­ro pró­xi­mo - o que tor­na os EUA mais atra­ti­vos pa­ra re­cur­sos que, atu­al­men­te, es­tão vol­ta­dos pa­ra paí­ses­co­mo­oB­ra­sil.

No ce­ná­rio lo­cal, os in­ves­ti­do­res tam­bém se man­ti­ve­ram aten­tos às no­tí­ci­as vin­das de Bra­sí­lia. Tu­do por­que o em­ba­te en­tre o Pa­lá­cio do Pla­nal­to e o Con­gres­so Na­ci­o­nal, que põe em ris­co­a­a­pro­va­ção­de­me­di­das­fis­cais no Se­na­do e na Câ­ma­ra, não ar­re­fe­ceu.

Além dis­so, au­to­ri­da­des do go­ver­no se­gui­ram de­mons­tran­do tran­qui­li­da­de, on­tem à tar­de, quan­to ao avan­ço re­cen­te da di­vi­sa. O mi­nis­tro do Pla­ne­ja­men­to, Nél­son Bar­bo­sa, afir­mou que o go­ver­no faz o tra­ba­lho de­le pa­ra cor­ri­gir o que pre­ci­sa ser cor­ri­gi­do. Se­gun­do ele, “o go­ver­no não tem uma me­ta de câm­bio, a gen­te tra­ba­lha com qual­quer co­ta­ção”.

No mer­ca­do de ações, a Bo­ves­pa­fe­chou­em­bai­xa­de0,76%.

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