In­fla­ção vai ser mais sen­ti­da pe­los mais po­bres

O Diario do Norte do Parana - - ECONOMIA - /// Idi­a­naTo­ma­zel­li/Agên­ci­aEs­ta­do

A in­fla­ção per­ce­bi­da pe­las fa­mí­li­as de bai­xa ren­da de­sa­ce­le­rou, no mês pas­sa­do, gra­ças à tré­gua mo­men­tâ­nea nos au­men­tos das ta­ri­fas de ôni­bus e de ener­gia elé­tri­ca, itens que com­pro­me­tem gran­de par­te do or­ça­men­to des­ses con­su­mi­do­res. O Ín­di­ce de Pre­ços ao Con­su­mi­dor - Clas­se 1 (IPC-C1) su­biu 0,83%, em fe­ve­rei­ro, após a al­ta de 2%, em ja­nei­ro. Os da­dos fo­ram di­vul­ga­dos, on­tem, pe­la Fun­da­ção Ge­tú­lio Var­gas (FGV). Em 12 me­ses, con­tu­do, o ín­di­ce ga­nhou for­ça e che­gou a 8,06%, aci­ma dos de­mais in­di­ca­do­res que mos­tram a in­fla­ção per­ce­bi­da por to­das as fa­mí­li­as bra­si­lei­ras, in­de­pen­den­te­men­te da ren­da. O qua­dro an­te­ci­pa al­go que de­ve ser cons­ta­ta­do ao fim des­te ano: as fa­mí­li­as mais po­bres se­rão as mais ex­pos­tas à in­fla­ção, jus­ta­men­te por te­rem uma fa­tia mai­or do or­ça­men­to com­pro­me­ti­da com a con­ta de luz e com o trans­por­te pú­bli­co. Em mar­ço, foi au­to­ri­za­do um re­a­jus­te ex­tra­or­di­ná­rio nas ta­ri­fas de ener­gia elé­tri­ca que, na mé­dia, fi­cou em 23,4%.

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