Ban­co Cen­tral dos EUA si­na­li­za pa­ra al­ta de ju­ros no 2º se­mes­tre

O Diario do Norte do Parana - - ECONOMIA GERAL - Cláu­dia Vi­o­lan­te, com Agên­cia Bra­sil

Por en­quan­to, ta­xas ficam inal­te­ra­das, mas ata abre es­pa­ço pa­ra mu­dan­ças nos Es­ta­dos Unidos Mer­ca­do fi­nan­cei­ro brasileiro re­a­ge à de­ci­são; ações so­bem e dó­lar re­cua pa­ra R$ 3,215

O Fe­de­ral Re­ser­ve (Fed, o ban­co cen­tral dos Es­ta­dos Unidos), in­for­mou on­tem, em co­mu­ni­ca­do di­ri­gi­do ao mer­ca­do, ser “im­pro­vá­vel” a su­bi­da da ta­xa de ju­ro na pró­xi­ma reu­nião, no mês que vem.

Na no­ta, após reu­nião de dois di­as, o Fed dei­xou de di­zer, no en­tan­to, que “po­de ser pa­ci­en­te” an­tes de uma nor­ma­li­za­ção da po­lí­ti­ca mo­ne­tá­ria, co­mo ex­pres­sou nos do­cu­men­tos de en­con­tros an­te­ri­o­res. A omis­são do ter­mo foi in­ter­pre­ta­da co­mo mais um pas­so ru­mo à futura su­bi­da­da­ta­xa­de­ju­ro­nosEUA.

O Fed man­te­ve a ta­xa de ju­ro pró­xi­ma de ze­ro (en­tre 0% e 0,25%), um ní­vel que se man­tém desde a cri­se fi­nan­cei­ra de 2008, pa­ra con­ti­nu­ar a apoi­ar a re­cu­pe­ra­ção­e­conô­mi­ca.

No co­mu­ni­ca­do, apro­va­do por una­ni­mi­da­de, o Fed in­di­ca que não con­si­de­ra “apro­pri­a­do” au­men­tar os ju­ros, en­quan­to não vir si­nais de me­lho­ria no mer­ca­do de tra­ba­lho e não ti­ver con­fi­an­ça em uma apro­xi­ma­ção­dain­fla­ção­da­me­ta­de2%.

Quan­to às pre­vi­sões de cres­ci­men­to, o ban­co re­du­ziu o prog­nós­ti­co de cres­ci­men­to da eco­no­mia norte-ame­ri­ca­na, nes­te ano. Pe­los cál­cu­los da ins­ti­tui­ção, o au­men­to do Pro- du­to In­ter­no Bru­to (PIB) de­ve­rá fi­car em um in­ter­va­lo en­tre 2,3% e 2,7%, no fim do ano, ao con­trá­rio da es­ti­ma­ti­va de 2,6% a 3%, di­vul­ga­da em de­zem­bro de 2014.

Em con­tra­par­ti­da, os pre­ços ao con­su­mi­dor de­vem ter au­men­to en­tre 0,6% e 0,8%, es­te ano - abai­xo do ce­ná­rio en­tre 1% e 1,6% pre­vis­to an­te­ri­or­men­te. So­bre a ta­xa de de­sem­pre­go, o Fed pre­vê que fi­que en­tre 5% e 5,2%, em 2015, quan­do há três me­ses pre­vi­ra que fi­cas­se en­tre 5,2%e5,3%.

Bo­ves­pa

On­tem, o in­ves­ti­dor es­tran­gei­ro con­ti­nu­ou sus­ten­tan­do a re­cu­pe­ra­ção re­cen­te da bol­sa bra­si­lei­ra. A tra­je­tó­ria, no en­tan­to, ga­nhou re­for­ço do co­mu­ni­ca­do do Fed, que não cra­vou uma ex­pec­ta­ti­va de cur­to pra­zo pa­ra o au­men­to­pa­ra­a­ta­xa­de­ju­ros.

Com is­so, as bol­sas nor­te­a­me­ri­ca­nas pas­sa­ram a su­bir com vi­gor e a Bo­ves­pa, que já avan­ça­va, re­no­vou as má­xi­mas e ul­tra­pas­sou os 2% de ga­nhos. O ín­di­ce aca­bou com va­lo­ri­za­ção de 2,47%, aos 51.526,19 pon­tos, no­mai­or­ní­vel­do­mês.

Em ape­nas três ses­sões de for­te va­lo­ri­za­ção, o Ibo­ves­pa acu­mu­la al­ta de 6,03%. A tí­tu­lo de ilus­tra­ção, no mês até a sex­ta-fei­ra pas­sa­da, o Ín­di­ce caía 5,79%, mas, até on­tem, a bai­xa se li­mi­ta a ape­nas 0,11%. No ano, a Bo­ves­pa­a­van­ça3,04%.

Nos Es­ta­dos Unidos, o Dow Jo­nes terminou com va­ri­a­ção po­si­ti­va de 1,27%, aos 18 076,19 pon­tos; o S&P su­biu 1,21%, aos 2.099,42 pon­tos; e o Nas­daq te­ve al­ta de 0,92%, aos 4.982,83 pon­tos.

Câm­bio

No mer­ca­do de câm­bio, o dó­lar con­ta­bi­li­zou o ter­cei­ro pre­gão no ver­me­lho. Com o anún­cio do Fed, a mo­e­da norte-ame­ri­ca­na terminou o dia em que­da de 0,96%, co­ta­do a R$ 3,215.

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Brazil

© PressReader. All rights reserved.