Pre­ço do li­tro do óleo di­e­sel va­ria mais de 15% na ci­da­de

O Diario do Norte do Parana - - ECONOMIA - Van­da Mu­nhoz van­da@odi­a­rio.com

Pro­con fez dois le­van­ta­men­tos em 55 pos­tos de com­bus­tí­veis; ga­so­li­na co­mum va­ria 10,73% Três es­ta­be­le­ci­men­tos fo­ram au­tu­a­dos por co­bra­rem pre­ços con­si­de­ra­dos abu­si­vos pe­los fis­cais

O di­e­sel foi o com­bus­tí­vel que te­ve a mai­or va­ri­a­ção de pre­ços, aci­ma de 15%, na pes­qui­sa do Pro­con di­vul­ga­da on­tem, em Ma­rin­gá. O le­van­ta­men­to foi fei­to em du­as eta­pas, uma em ple­na gre­ve dos ca­mi­nho­nei­ros e ou­tra, após as ma­ni­fes­ta­ções. O Pro­con fis­ca­li­zou 55 pos­tos e no­ti­fi­cou três, que fo­ram fla­gra­dos co­bran­do­pre­ço­sa­bu­si­vos.

No pri­mei­ro le­van­ta­men­to (24 e 26 de fe­ve­rei­ro), o di­e­sel va­ri­ou de R$ 2,599 a R$ 2,999; di­fe­ren­ça de 15,39%, en­tre o mai­or e o me­nor pre­ço en­con­tra­do. Já no se­gun­do le­van­ta­men­to (13 de mar­ço), o com­bus­tí­vel cus­ta­va en­tre R$ 2,590 e R$ 2,999; va­ri­a­ção­de15,79%.

A ga­so­li­na co­mum, em fe­ve­rei­ro, os­ci­lou de R$ 3,199 a R$ 3,599; di­fe­ren­ça de 12,50%. Nes­te mês, os pre­ços ti­ve­ram uma le­ve re­du­ção. Fi­ca­ram en­tre R$ 3,16 e R$3,499;va­ri­a­ção­de10,73%.

Já a ga­so­li­na adi­ti­va­da, na pri­mei­ra pes­qui­sa, fi­cou en­tre R$ 3,199 e R$ 3,659; di­fe­ren­ça de 14,38%. No se­gun­do le­van­ta­men­to, o pro­du­to cus­tou en­tre R$ 3,199 e R$ 3,599; va­ri­a­ção de 12,51%.

O eta­nol co­mum, na pri­mei- ra co­le­ta de pre­ços, te­ve va­ri­a­ção de 15,69%, com va­lo­res que iam de R$ 2,16 a R$ 2,499. Na se­gun­da pes­qui­sa, os va­lo­res bai­xa­ram e fi­ca­ram en­tre R$ 2,09 e R$ 2,399; va­ri­a­ção de 14,78%, en­treum­pos­to­e­ou­tro.

O Pro­con ex­pli­ca que a pri­mei­ra pes­qui­sa, re­a­li­za­da em fe­ve­rei­ro, te­ve o ob­je­ti­vo de ve­ri­fi­car even­tu­ais ir­re­gu­la­ri­da­des na pre­ci­fi­ca­ção dos com­bus­tí­veis, por cau­sa da gre­ve dos ca­mi­nho­nei­ros. Já a se­gun­da pes­qui­sa, re­a­li­za­da em 13 de mar­ço, ve­ri­fi­cou os pre­ços, após o mo­vi­men­to, quan­do ao for­ne­ci­men­to de com­bus­tí­veis es­ta­va nor­ma­li­za­do.

O di­re­tor do Pro­con de Ma­rin­gá, Mário Hos­so­kawa, ex­pli­ca por­que três pos­tos fo­ram no­ti­fi­ca­dos. “Na­que­le pe­río­do (gre­ve dos ca­mi­nho­nei­ros), hou­ve fi­las nos pos­tos e, em três es­ta­be­le­ci­men­tos, con­se­gui­mos com­pro­var o abu­so de pre­ços. Eles te­rão que ex­pli­car o porquê do au­men­to que, só se jus­ti­fi­ca­ria se com­pro­va­rem por meio de do­cu­men­tos, no­tas fis­cais, que pa­ga­ram mais ca­ro”, diz. Ca­so os pos­tos não com­pro­vem, se­rão au­tu­a­dos e po­de­rão ser mul­ta­dos em va­lo­res que são fi­xa­dos a par­tir de cri­té­ri­os co­mo por­te da em­pre­sa, gra­vi­da­de da ação e se há rein­ci­dên­cia. “Acre­di­to que mui­tos ou­tros pos­tos co­bra­ram pre­ços abu­si­vos, mas não fo­ram fla­gra­dos e, sem pro­vas, não é pos­sí­vel au­tu­ar”, acres­cen­ta.

A gre­ve dos ca­mi­nho­nei­ros, que mo­ti­vou o Pro­con a in­ten­si­fi­car e am­pli­ar a fis­ca­li­za­ção, co­me­çou no dia 18 de fe­ve­rei­ro e se­guiu até o dia dois des­te mês. En­tre ou­tras coi­sas, eles pe­di­am jus­ta­men­te a re­du­ção do pre­ço do di­e­sel. Nes­se ca­so, o go­ver­no fe­de­ral en­trou em acor­do com a ca­te­go­ria, pro­me­ten­do a es­ta­bi­li­da­de dos pre­ços do di­e­sel pe­lo pra­zo­de­seis­me­ses.

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