Es­pa­ço é pon­to al­to do HR-V

O Diario do Norte do Parana - - CULTURA - Thiago Las­co JC/ Es­ta­dão

y Um dos lan­ça­men­tos mais es­pe­ra­dos de 2015, o Hon­da HR-V fi­nal­men­te co­me­çou a che­gar às con­ces­si­o­ná­ri­as. Ao la­do do Je­ep Re­ne­ga­de e do Peu­ge­ot 2008, ele faz par­te de uma no­va le­va de uti­li­tá­ri­os es­por­ti­vos com­pac­tos que vem pa­ra re­de­fi­nir o mer­ca­do. E exi­be a as­si­na­tu­ra de uma mar­ca que tem pro­du­tos que se tor­na­ram re­fe­rên­cia em seus seg­men­tos, co­mo o se­dã Ci­vic e o mo­no­vo­lu­me Fit.

A Hon­da in­for­ma que, no de­sen­vol­vi­men­to do HR-V, o ob­je­ti­vo foi cri­ar um mo­de­lo que ofe­re­ces­se a se­gu­ran­ça de um ji­pi­nho, o la­do mais ra­ci­o­nal e prá­ti­co de uma mi­ni­van e um cer­to ape­lo vi­su­al de cu­pê. O re­sul­ta­do é um mo­de­lo com jei­tão de cros­so­ver, que não é al­to ou gran­de de­mais (é fá­cil em­bar­car e de­sem­bar­car) e se­duz até quem não gos­ta de uti­li­tá­ri­os. A cin­tu­ra al­ta e as ro­das agres­si­vas dei­xam o car­ro par­ru­do, mas, na me­ta­de su­pe­ri­or da car­ro­ce­ria, as li­nhas des­cen­den­tes do te­to e das ja­ne­las, com as ma­ça­ne­tas das por­tas tra­sei­ras es­con­di­das, su­a­vi­zam o de­se­nho do HR-V e fa­zem com que ele pa­re­ça me­nor do que é.

Abrin­do a por­ta, a ca­bi­ne não ne­ga as ori­gens: es­tão lá a cons­tru­ção só­li­da, o aca­ba­men­to sem fa­lhas, o pai­nel que “abra­ça” o mo­to­ris­ta e os mes­mos ins­tru­men­tos do Fit. Ao mes­mo tem­po, há ca­rac­te­rís­ti­cas que lhe con­fe­rem personalidade. Saí­das de ar horizontais per­cor­rem to­da a me­ta­de di­rei­ta do pai­nel, en­quan­to um con­so­le cen­tral flu­tu­an­te, com aca­ba­men­to de cou­ro eco­ló­gi­co e cos­tu­ras fei­tas à mão, dá um bem-vin­do ar de so­fis­ti­ca­ção.

Os ban­cos di­an­tei­ros são con­for­tá­veis, com apoi­os la­te­rais re­for­ça­dos – nas ver­sões LX e EX, sem re­ves­ti­men­to de cou­ro, o te­ci­do é sim­ples, mas de boa qua­li­da­de. Mas le­va cer­to tem­po pa­ra re­gu­lar a al­tu­ra e a pro­fun­di­da­de do vo­lan­te até en­con­trar uma po­si­ção que não obs­trua a vi­são do ve­lo­cí­me­tro. Atrás, o uso ra­ci­o­nal do es­pa­ço, re­cei­ta de su­ces­so do Fit, se re­pe­te. Dois adul­tos e uma cri­an­ça vi­a­jam com fol­ga (mas pas­sa­gei­ros com mais de 1,85m po­dem ter pro­ble­mas com o te­to des­cen­den­te). O por­ta-ma­las tem aces­so fá­cil e sua ca­pa­ci­da­de sal­ta de 437 pa­ra 1.010 li­tros com o ban­co de trás re­ba­ti­do.

Com o car­ro em mo­vi­men­to, o pro­pul­sor 1.8 16V de até 140 cv cum­pre o que se es­pe­ra, mas não che­ga a pro­mo­ver di­ver­são. No trân­si­to ur­ba­no, o câm­bio au­to­má­ti­co do ti­po CVT dei­xa a con­du­ção su­a­ve e qua­se não se per­ce­be o fun­ci­o­na­men­to do mo­tor, pois a ro­ta­ção so­be de­va­gar e pro­gres­si­va­men­te quan­do não se pres­si­o­na com for­ça o pe­dal do ace­le­ra­dor. O ob­je­ti­vo é pri­vi­le­gi­ar a eco­no­mia de com­bus­tí­vel.

Na es­tra­da, em si­tu­a­ções li­mi­tes co­mo ul­tra­pas­sa­gens, quan­do é ne­ces­sá­rio pi­sar fun­do no ace­le­ra­dor, o con­ta­gi­ros vai a 6 mil rpm e nes­ta fai­xa es­ta­ci­o­na, al­go tí­pi­co dos câm­bi­os CVT. Nes­te ca­so, o ba- ru­lho do mo­tor in­co­mo­da den­tro da ca­bi­ne e o ga­nho de ve­lo­ci­da­de, pro­gres­si­vo, não é tão rá­pi­do quan­to se es­pe­ra. Va­le lem­brar que, no ca­so da ver­são EXL, de to­po, há ale­tas pa­ra tro­cas ma­nu­ais de mar­cha atrás do vo­lan­te.

A prin­ci­pal no­ta des­to­an­te do HR-V é a con­fi­gu­ra­ção dos ca­tá­lo­gos, que pa­re­ce for­çar o con­su­mi­dor a mi­grar pa­ra as ver­sões mais ca­ras. É ver­da­de que há itens de sé­rie co­mo con­tro­les de tra­ção e es­ta­bi­li­da­de, freio de es­ta­ci­o­na­men­to ele­trô­ni­co e lan­ter­nas e lu­zes de freio tra­sei­ras de LEDs. Mas é di­fí­cil con­ven­cer o con­su­mi­dor a pa­gar R$ 69.900 (R$ 75.400, com câm­bio CVT) pe­la op­ção de en­tra­da, LX, sem fa­róis de ne­bli­na, com ro­das de aço e ca­lo­tas, vo­lan­te de as­pec­to po­bre e, no lu­gar da cen­tral mul­ti­mí­dia, um pro­sai­co rá­dio com to­ca-CDs e vi­sor di­mi­nu­to, que re­me­te a mo­de­los dos anos 1990.

Não à toa, a mar­ca es­pe­ra que a par­ti­ci­pa­ção des­sa ver­são no mix se­ja de ape­nas 1% (câm­bio ma­nu­al) e 11% (CVT). A op­ção in­ter­me­diá­ria, EX, que sal­ta pa­ra R$ 80.400, ga­nha cen­tral mul­ti­mí­dia, mas com te­la de 5” (me­nor que a de um Lo­gan) não sen­sí- vel ao to­que, al­guns co­man­dos de som no vo­lan­te e câ­me­ra de ré sim­ples. O ar-con­di­ci­o­na­do ain­da é ma­nu­al.

Ape­nas na ver­são de to­po EXL – que par­te de R$ 88.700 na cor bran­ca, úni­ca op­ção de pin­tu­ra só­li­da – há uma cen­tral mul­ti­mí­dia com­ple­ta, com na­ve­ga­dor GPS, co­man­dos de voz e te­la de 7” sen­sí­vel ao to­que. O ar-con­di­ci­o­na­do é di­gi­tal e os re­tro­vi­so­res ex­ter­nos cur­vam-se pa­ra bai­xo.

—FO­TO: DI­VUL­GA­ÇÃO

VER­SÁ­TIL. HR-V tem de­sign de um cou­pé, a fun­ci­o­na­li­da­de de uma mi­ni­van e pos­tu­ra ro­bus­ta de um SUV.

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