In­fes­ta­ção cai pa­ra 1,6%

O Diario do Norte do Parana - - MARINGÁ - Taís Na­ka­ku­ra e Nai­le­na Fai­an

O ín­di­ce de in­fes­ta­ção do mos­qui­to da dengue em Ma­rin­gá es­tá em 1,6%. O nú­me­ro foi di­vul­ga­do pe­la Se­cre­ta­ria de Saú­de no se­gun­do Le­van­ta­men­to Rá­pi­do do Ín­di­ce de In­fes­ta­ção por Ae­des aegypt (Li­ra) de 2017. O ín­di­ce é me­nor que na pri­mei­ra pes­qui­sa, que te­ve re­sul­ta­do de 3%, mas ain­da es­tá aci­ma do ní­vel con­si­de­ra­do de bai­xo ris­co pe­loMi­nis­té­ri­o­daSaú­de.

Quan­do o ín­di­ce de in­fes­ta­ção é de até 0,9%, o ris­co é bai­xo. Quan­do os va­lo­res es­tão en­tre 1% e 3,9%, o ris­co é mé­dio e, aci­ma de 4%, al­to. A re­gião de Ma­rin­gá com mai­or ris­co de in­fes­ta­ção é a que abran­ge o Par­que da Gá­vea, o Con­jun­to Ci­da­de Al­ta e o Par­que Ta­ru­mã. Os con­jun­tos Cham­pa­nhat, Pau­li­no Fi­lho, Re­quião e os Jar­dins Pau­lis­ta e Co­li­na Ver­de es­tão em es­ta­do de alerta de mé­dio ris­co, com ín­di­ce de 3,2%.

Ape­sar do ris­co de in­fes­ta­ção não ser emi­nen­te, Ma­rin­gá li­de­ra o ran­king de ca­sos de dengue con­fir­ma­dos no Es­ta­do des­de no­vem­bro do ano pas­sa­do. Con­for­me o úl­ti­mo bo­le­tim di­vul­ga­do pe­la Se­cre­ta­ria Es­ta­du­al de Saú­de, a ci­da­de tem 134 ca­sos con­fir­ma­dos e 2.238 no­ti­fi­ca­ções. Des­sas, 1.948 fo­ram des­car­ta­das e 156 es­tão sen­do ava­li­a­das. Ou­tro agra­van­te é que Ma­rin­gá re­gis­trou o pri­mei­ro ca­so de chi­kun­gunya do ano, do­en­ça tam­bém trans­mi­ti­da pe­lo Ae­des aegypt. A ví­ti­ma é uma mu­lher, de 35 anos, moradora doJar­dimAl­vo­ra­da.

No 1º Li­ra do ano, di­vul­ga­do em ja­nei­ro, a re­gião do Par­que da Gá­vea ti­nha in­fes­ta­ção de 3,4%. No en­tan­to, os bair­ros com mai­or nú­me­ro de fo­cos do mos­qui­to ti­nham ín­di­ce de 7,3%, na épo­ca. No le­van­ta­men­to di­vul­ga­do nes­ta se­ma­na, to­dos os bair­ros es­tão com ris­co de in­fes­ta­ção­mé­dio,abai­xo­de2,7%.

Um ou­tro da­do im­por­tan­te re­ve­la­do pe­lo Li­ra é de que 91,5% dos cri­a­dou­ros do mos­qui­to trans­mis­sor da dengue fo­ram iden­ti­fi­ca­dos den­tro das ca­sas. O li­xo in­tra­do­mi­ci­li­ar e em ou- tros re­sí­du­os só­li­dos li­de­ram a lis­ta e so­mam 55,1% dos fo­cos do mos­qui­to. Va­sos de plan­ta (19,3%) e bar­ris e ti­nas (17,1%) ocu­pam o se­gun­do e ter­cei­ro lu­gar, res­pec­ti­va­men­te. No ca­so da re­gião com mai­or ní­vel de in­fes­ta­ção, os va­sos de plan­ta são os prin­ci­pais cri­a­dou­ros.

Se­gun­do a pre­fei­tu­ra, as ações pa­ra re­du­zir o nú­me­ro de ob­je­tos in­ser­ví­veis na ca­sa po­de ter sur­ti­do efei­to, mas a ques­tão cli­má­ti­ca de­ve ser con­si­de­ra­da pa­ra ana­li­sar a re­du­ção do ín­di­ce, co­mo tem­pe­ra­tu­ras me­nos ele­va­das e re­du­ção de ocor­rên­cia de chu­vas. A co­le­ta de amos­tras pa­ra es­se Li­ra foi fei­ta de 16 a 20 de abril e, co­mo a pes­qui­sa é uma amos­tra de ten­dên­cia, ape­nas 20% dos 214.699 de imó­veis do mu­ni­cí­pio foi vis­to­ri­a­do.

ALERTA. Mai­o­ria dos cri­a­dou­ros es­tá den­tro das ca­sas.

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