Apli­car em tí­tu­los do Te­sou­ro Na­ci­o­nal é sim­ples e ren­tá­vel

O Diario do Norte do Parana - - SEU DINHEIRO ESPECIAL - Re­gi­na Pi­tos­cia Equi­pe Seu Di­nhei­ro

Pa­peis são ofe­re­ci­dos pe­lo go­ver­no a ban­cos e in­ves­ti­do­res em ge­ral pa­ra ob­ter re­cur­sos que fi­nan­ci­am a dí­vi­da pú­bli­ca

As ope­ra­ções são aces­sí­veis tam­bém ao pe­que­no apli­ca­dor, com a pra­ti­ci­da­de de uti­li­za­ção da in­ter­net

Pa­ra ter uma ren­ta­bi­li­da­de mais in­te­res­san­te va­le a pe­na co­nhe­cer um pou­co mais so­bre os tí­tu­los emi­ti­dos pe­lo Te­sou­ro Na­ci­o­nal. São tí­tu­los que o go­ver­no ofe­re­ce ao mer­ca­do (ban­cos, fun­dos de investimento, in­ves­ti­do­res em ge­ral) pa­ra ob­ter re­cur­sos que fi­nan­ci­am a dí­vi­da pú­bli­ca.

Pe­lo pro­gra­ma cha­ma­do Te­sou­ro Di­re­to, os tí­tu­los do Te­sou­ro fi­ca­ram aces­sí­veis tam­bém ao pe­que­no apli­ca­dor, co­mo pe­la pra­ti­ci­da­de da ope­ra­ção fei­ta in­tei­ra­men­te pe­la in­ter­net. Vo­cê vai pre­ci­sar de uma cor­re­to­ra ou ban­co que fa­ça o seu ca­das­tro na Bol­sa, a BMF-Bo­ves­pa, per­mi­tin­do que re­a­li­ze as ope­ra­ções de com­pra e ven­da dos tí­tu­los.

Além do ca­das­tro, es­sa ins­ti­tui­ção fi­nan­cei­ra fi­ca­rá en­car­re­ga­da das trans­fe­rên­ci­as de va­lo­res e tí­tu­los e re­co­lhi­men­to do Im­pos­to de Ren­da. No si­te do pro­gra­ma, www.te­sou­ro.fa­zen­da.gov.br, exis­te uma lis­ta de ban­cos e cor­re­to­ras cre­den­ci­a­das pa­ra es­sa in­ter­me­di­a­ção.

Há tam­bém in­for­ma­ções re­le­van­tes co­mo a ta­xa de ad­mi­nis­tra­ção e gu­ar­da dos pa­peis (cus­tó­dia). Al­gu­mas ins­ti­tui­ções não cobram na­da, na mé­dia os cus­tos gi­ram en­tre 0,1% e 0,5% ao ano, mas po­dem che­gar a 2% ao ano - qu­an­to mai­or a ta­xa, me­nor seu ren­di­men­to; há da­dos tam­bém so­bre o tem­po em que o di­nhei­ro é de­po­si­ta­do na con­ta quan­do o in­ves­ti­dor pede res­ga­te.

Cla­ro que qu­an­to an­tes, me­lhor. Uma vez fei­to o ca­das­tro, e aber­ta uma con­ta em seu no­me na bol­sa, vo­cê re­ce­be­rá uma se­nha pro­vi­só­ria pa­ra en­tão for­mu­lar uma pró­pria e de­fi­ni­ti­va que po­de ter de 8 a 16 ca­rac­te­res.

Com is­so, vo­cê te­rá con­di­ções de com­prar e ven­der tí­tu­los do Te­sou­ro, se­ja pe­lo si­te do Te­sou­ro Di­re­to, se­ja pe­lo si­te da ins­ti­tui­ção fi­nan­cei­ra es­co­lhi­da. Vo­cê po­de ain­da au­to­ri­zar a cor­re­to­ra a ope­rar em seu no­me.

Co­nhe­ça os tí­tu­los

Os tí­tu­los são ofe­re­ci­dos por pra­zos mais elás­ti­cos, que po­dem che­gar a 30 ou 35 anos. Mas há os que es­tão sen­do ne­go­ci­a­dos com pra­zo me­nor, de 2 anos.

Quem não pu­der fi­car com o pa­pel até o ven­ci­men­to fi­nal e res­ga­tar an­tes re­ce­be­rá um ren­di­men­to pro­por­ci­o­nal ao pe­río­do da apli­ca­ção. Há dois ti­pos de tí­tu­lo, os pre­fi­xa­dos e os pós-fi­xa­dos.

No Te­sou­ro Pre­fi­xa­do é ofe­re­ci­da uma ta­xa de ju­ro e vo­cê fi­ca sa­ben­do qual se­rá o ren­di­men­to que vai re­ce­ber se fi­car com o tí­tu­lo até seu ven­ci­men­to fi­nal. A apli­ca­ção nes­se ti­po de tí­tu­lo é mais in­te­res­san­te quan­do a ten­dên­cia dos ju­ros é de que­da, por­que o in­ves­ti­dor con­se­gue as­se­gu­rar ta­xas em ní­veis mais ele­va­dos do que nos me­ses se­guin­tes.

No Te­sou­ro Pós-fi­xa­do, os tí­tu­los ofe­re­cem ju­ros e mais uma cor­re­ção mo­ne­tá­ria. Um é o Te­sou­ro IPCA, que vai atu­a­li­zar o di­nhei­ro apli­ca­do de acor­do com a in­fla­ção me­di­da pe­lo Ín­di­ce de Pre­ços ao Con­su­mi­dor Am­pli­a­do, o IPCA, e pa­gar ju­ro re­al.

Es­se tí­tu­lo é in­di­ca­do pa­ra quem quer pro­te­ger seu di­nhei­ro dos efei­tos cor­ro­si­vos da in­fla­ção e man­ter o seu po­der de com­pra.

Ou­tro é o Te­sou­ro Se­lic, que vai cor­ri­gir a apli­ca­ção de acor­do com a evo­lu­ção do ju­ro bá­si­co da eco­no­mia, a Se­lic. Pa­pel in­te­res­san­te pa­ra quem quer apro­vei­tar a sa­fra de ju­ros al­tos, a Se­lic atu­al es­tá em 11,25% ao ano, bem aci­ma da in­fla­ção.

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