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O Diario do Norte do Parana - - AGRONEGÓCIO -

De pas­sa­gem por Ma­rin­gá, o mi­nis­tro sou­be que a Co­ca­mar ob­ti­ve­ra êxi­to ao in­ves­tir em es­tru­tu­ras de be­ne­fí­cio de al­go­dão. Ele elo­gi­ou a ini­ci­a­ti­va, mas re­co­men­dou a seus di­ri­gen­tes que, a bem do fu­tu­ro da re­gião, in­cen­ti­vas­sem os agri­cul­to­res a plan­ta­rem so­ja e tri­go.

Cir­ne Li­ma te­mia que es­sas cul­tu­ras, já pra­ti­ca­das no Rio Gran­de do Sul e par­te de San­ta Ca­ta­ri­na, não tar­das­sem a che­gar ao Pa­ra­ná, mas pe­las mãos de companhias mul­ti­na­ci­o­nais. mi­nis­tro, te­ri­am que cons­truir um enor­me ar­ma­zém gra­ne­lei­ro na ci­da­de, coi­sa pa­ra 30 mil to­ne­la­das, lem­bran­do que só ha­via umas três es­tru­tu­ras co­mo es­sa no Rio Gran­de do Sul.

A Co­ca­mar er­gueu o tal gra­ne­lei­ro on­de ho­je é o seu par­que in­dus­tri­al, na saí­da pa­ra Cam­po Mou­rão, em meio a um enor­me ca­fe­zal. Mas te­mia que o imó­vel, con­cluí­do no iní­cio de 1972, vi­ras­se um ele­fan­te bran­co.

Ocor­re que a exis­tên­cia da es­tru­tu­ra foi o im­pul­so que fal­ta­va pa­ra o ad­ven­to da so­ja na re­gião, em lu­gar dos de­ca­den­tes

Quan­do so­bre­veio a ge­a­da negra de 1975, que di­zi­mou os ca­fe­zais, a re­gião já en­xer­ga­va um prós­pe­ro ca­mi­nho a se­guir: as la­vou­ras me­ca­ni­za­das de grãos.

De uma só ta­ca­da, com sua vi­são de fu­tu­ro, o mi­nis­tro con­fe­riu um novo ru­mo à co­o­pe­ra­ti­va, aju­dou a for­ta­le­cer a eco­no­mia re­gi­o­nal e, de que­bra, con­tri­buiu pa­ra a for­ma­ção da ba­se do co­o­pe­ra­ti­vis­mo pa­ra­na­en­se. Se­tor que, ho­je, res­pon­de pe­lo re­ce­bi­men­to de 60% da so­ja pro­du­zi­da no es­ta­do.

Cir­ne Li­ma ain­da fez mais: con­vi­dou o en­tão pre­si­den­te da Co­ca­mar, Jo­sé Cas­si­a­no Go­mes dos Reis Jú­ni­or, pa­ra fa­zer par­te de sua equi­pe em Bra­sí­lia. Ele pre­si­diu uma es­ta­tal, a com­pa­nhia bra­si­lei­ra de

Es­tu­dos do De­par­ta­men­to de Agri­cul­tu­ra dos Es­ta­dos Uni­dos mos­tram que o Bra­sil é um dos paí­ses em que a produtividade mais cres­ce.

De 2006 a 2010, o ren­di­men­to da agro­pe­cuá­ria au­men­tou 4,28% ao ano no Bra­sil, se­gui­do pe­la Chi­na (3,25%), Chi­le (3,08%), Ja­pão (2,86%), Ar­gen­ti­na (2,7%), In­do­né­sia (2,62%), Es­ta­dos Uni­dos (1,93%) e Mé­xi­co (1,46%).

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