In­fes­ta­ção da den­gue cai 67% em qua­tro me­ses

O Diario do Norte do Parana - - PARANÁ - Luiz de Car­va­lho car­va­lho@odi­a­rio.com

Ape­sar da re­du­ção, ci­da­de apre­sen­ta ris­co mé­dio pa­ra epi­de­mia da do­en­ça Mais da me­ta­de dos cri­a­dou­ros são en­con­tra­dos em gar­ra­fas PET e plás­ti­cos

O ín­di­ce de in­fes­ta­ção pe­lo mos­qui­to da den­gue em Sa­ran­di caiu 67,3% nos qua­tro pri­mei­ros me­ses des­te ano, con­for­me apon­ta o Le­van­ta­men­to Rá­pi­do do Ín­di­ce de In­fes­ta­ção por Ae­des aegyp­ti (Li­ra) con­cluí­do on­tem pe­la Vi­gi­lân­cia Am­bi­en­tal, co­nhe­ci­da co­mo Cen­tral da Den­gue. Ape­sar da que­da, o ín­di­ce atu­al ain­da é pre­o­cu­pan­te e o mu­ni­cí­pio es­tá en­qua­dra­do co­mo de Ris­co Mé­dio pa­ra Epi­de­mi­a­deDen­gue.

No iní­cio do ano, um em ca­da 10 do­mi­cí­li­os da ci­da­de apre­sen­ta­va fo­cos do mos­qui­to da den­gue e no le­van­ta­men­to atu­al o ín­di­ce caiu pa­ra 3,3%. A que­da acon­te­ceu em to­das as re­giões da ci­da­de, mas en­quan­to em al­guns bair­ros a re­du- ção foi drás­ti­ca, co­mo no Cen­tro, Jar­dim Uni­ver­sal e No­vo In­de­pen­dên­cia, com re­du­ções aci­ma de 80%, em ou­tros a di­fe­ren­ça foi pe­que­na, co­mo no Jar­dim das Tor­res, com 20% (ve­ja no qua­dro). Lá, em ja­nei­ro, a in­fes­ta­ção es­ta­va em 12,5% e ago­ra caiu pa­ra 10%.

O Jar­dim In­de­pen­dên­cia, que apre­sen­tou o ín­di­ce de in­fes­ta­ção mais al­to no pri­mei­ro le­van­ta­men­to do ano, com 17,4%, caiu pa­ra3%,uma­re­du­ção­de82,7%.

“A re­du­ção mai­or em al­gu­mas áre­as da ci­da­de de­ve-se ao tra­ba­lho de des­trui­ção (de cri­a­dou­ros) que fi­ze­mos lo­go após a di­vul­ga­ção do pri­mei­ro Li­ra des­te ano”, dis­se a su­per­vi­so­ra da Vi­gi­lân­cia Am­bi­en­tal, Ro­sa­na dos San­tos.

Na épo­ca, a Cen­tral da Den­gue pre­ten­dia re­a­li­zar mu­ti­rões de lim­pe­za, mas o tra­ba­lho não acon­te­ceu por­que os ca­mi- nhões e tra­to­res da pre­fei­tu­ra que se­ri­am usa­dos na ação es­ta­vam pa­ra­dos por pro­ble­mas me­câ­ni­cos. Além dis­to, a equi­pe con­ta com ape­nas 35 agen­tes de en­de­mia, nú­me­ro bai­xo pa­ra re­a­li­zar um tra­ba­lho de ca­sa em ca­sa em uma ci­da­de de mais de 100 mil ha­bi­tan­tes.

Du­ran­te o le­van­ta­men­to, os agen­tes ob­ser­va­ram que 57,6% dos cri­a­dou­ros do mos­qui­to eram gar­ra­fas PET em fun­dos de quin­tais e ter­re­nos bal­di­os, la­tas e plás­ti­cos, prin­ci­pal­men­te sa­co­li­nhas de su­per­mer­ca­dos.

Os va­sos e pra­tos de plan­tas, be­be­dou­ros de ani­mais e ma­te­ri­ais de cons­tru­ção fo­ram res­pon­sá­veis por 10,9% dos cri­a­dou­ros, se­gui­dos por de­pó­si­tos fi­xos, co­mo pis­ci­nas, mas­sei­ras de cons­tru­ção ci­vil, ca­lhas, la­jes, sa­ni­tá­ri­o­sem­de­su­so­ep­neus.

“A re­du­ção foi boa, mas o ín­di- ce ain­da é al­to e te­mos dois bair­ros com al­to ris­co de epi­de­mia”, diz o coordenador de En­de­mi­as, Jo­elGon­çal­ves­deSou­za.

Ele já es­te­ve com o pre­fei­to Wal­ter Vol­pa­to (PSDB) pa­ra pe­dir ca­mi­nhões, má­qui­nas e ho­mens pa­ra a re­a­li­za­ção de mu­ti­rões de lim­pe­za em al­guns bair­ros, mas ain­da não te­ve res­pos­ta por­que ca­mi­nhões e má­qui­nas con­ti­nu­am pa­ra­dos por fal­ta de con­ser­to ou pe­ças.

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