‘Cli­ma de pes­si­mis­mo é exa­ge­ra­do’, diz Mei­rel­les

O Diario do Norte do Parana - - GERAL - Agên­cia Bra­sil ge­ral@odi­a­rio.com

O mi­nis­tro da Fa­zen­da, Hen­ri­que Mei­rel­les, dis­se on­tem que se ins­ta­lou um cli­ma exa­ge­ra­do de pes­si­mis­mo no país em re­la­ção à eco­no­mia. “Nós te­mos uma ten­dên­cia, em de­ter­mi­na­dos mo­men­tos em que as no­tí­ci­as são to­das bo­as, de co­lo­car um oti­mis­mo exa­ge­ra­do, o que é ne­ga­ti­vo por­que le­va a de­ci­sões equi­vo­ca­das. Em al­guns mo­men­tos, [de co­lo­car] um pes­si­mis­mo exa­ge­ra­do tam­bém. É im­por­tan­te se­re­ni­da­de e equi­lí­brio nes­se ti­po de si­tu­a­ção”, afir­mou.

Pa­ra Mei­rel­les, o Bra­sil es­tá dis­cu­tin­do e apro­van­do re­for­mas im­por­tan­tes, co­mo a tra­ba­lhis­ta e a da Pre­vi­dên­cia, a Lei do Te­to de Gas­tos e a da go­ver­nan­ça das es­ta­tais, que es­tão co­lo­can­do o país no ru­mo do cres­ci­men­to. “É um mo­men­to em que o equi­lí­brio é im­por­tan­te”, re­for­çou.

Mei­rel­les par­ti­ci­pou ho­je do 89º En­con­tro Na­ci­o­nal da In­dús­tria da Cons­tru­ção (Enic), em Bra­sí­lia, pro­mo­vi­do pe­la Câ­ma­ra Bra­si­lei­ra da In­dús­tria da Cons­tru­ção (Cbic) e re­a­li­za­do pe­lo Sin­di­ca­to da In­dús­tria da Cons­tru­ção Ci­vil do Dis­tri­to Fe­de­ral (Sin­dus­con-DF).

O mi­nis­tro apre­sen­tou aos em­pre­sá­ri­os da­dos econô­mi­cos e des­ta­cou as bo­as pers­pec­ti­vas pa­ra a eco­no­mia bra­si­lei­ra. Pa­ra ele, a cri­se po­lí­ti­ca que o go­ver­no do pre­si­den­te Mi­chel Te­mer (PMDB) vi­ve nas úl­ti­mas se­ma­nas não vai atra­pa­lhar a con­ti­nui­da­de do cres­ci­men­to que o país vem re­gis­tran­do, nem a apro­va­ção das re­for­mas e pro­je­tos. “Is­to é, ca­da vez mais, uma agen­da na­ci­o­nal. A mi­nha hi­pó­te­se de tra­ba­lho é de con­ti­nui­da­de [do go­ver­no Te­mer]”, dis­se.

Se­gun­do Mei­rel­les, com a es­ta­bi­li­za­ção da eco­no­mia e as re­for­mas, o Bra­sil tem con­di­ções de sair da cri­se e vol­tar a cres­cer em mé­dia 2,3% ao ano, nos pró­xi­mos anos.

“Com as re­for­mas mi­cro­e­conô­mi­cas, que tam­bém es­ta­mos pro­pon­do, e a di­mi­nui­ção do ta­ma­nho do Es­ta­do, po­de­mos au­men­tar es­sa ta­xa de cres­ci­men­to po­ten­ci­al pa­ra os anos se­guin­tes e che­gar a um nú­me­ro en­tre 3,5% e 4%. Aí, sim, en­trar em uma ro­ta de cres­ci­men­to ro­bus­to”, ex­pli­cou.

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Brazil

© PressReader. All rights reserved.