Ci­da­de cai 15 po­si­ções em ran­king de ges­tão fis­cal

O Diario do Norte do Parana - - MARINGÁ - Nai­le­na Fai­an nai­le­na@odi­a­rio.com

O Ín­di­ce Fir­jan de Ges­tão Fis­cal (IFGF) fez uma ra­di­o­gra­fia com­ple­ta da cri­se fis­cal nos mu­ni­cí­pi­os bra­si­lei­ros. O le­van­ta­men­to, di­vul­ga­do quin­ta-fei­ra (10), clas­si­fi­ca a ges­tão das ci­da­des co­mo de ex­ce­lên­cia, boa, em di­fi­cul­da­de ou crí­ti­ca. O re­sul­ta­do, ba­se­a­do em da­dos re­cém­pu­bli­ca­dos pe­la Se­cre­ta­ria do Te­sou­ro Na­ci­o­nal (SNT), apon­ta que dos 4.544 mu­ni­cí­pi­os ava­li­a­dos, 3.905 (85,9%) apre­sen­tam si­tu­a­ção fis­cal di­fí­cil ou crí­ti­ca (Con­cei­to C ou D). Os da­dos são re­fe­ren­tes a 2016.

Ma­rin­gá vem na con­tra­mão e apre­sen­ta uma si­tu­a­ção fis­cal boa. A ci­da­de al­can­çou 0.7647 pon­tos (Con­cei­to B), ga­ran­tin­do, en­tre as ci­da­des do Pa­ra­ná, a 4ª co­lo­ca­ção. No ran­king na­ci­o­nal, fi­cou na 34ª po­si­ção.

O re­sul­ta­do é con­si­de­ra­do sa­tis­fa­tó­rio, mas em re­la­ção a 2015, a ci­da­de per­deu pon­tos. Na­que­le ano, a si­tu­a­ção fis­cal te­ve Con­cei­to A, ga­nhan­do tí­tu­lo de ex­ce­lên­cia em ges­tão. A po­si­ção no ran­king es­ta­du­al e na­ci­o­nal tam­bém foi me­lhor: 3ª e 19ª, res­pec­ti­va­men­te.

O IFGF ge­ra a pon­tu­a­ção fi­nal a par­tir de cin­co in­di­ca­do­res: Re­cei­ta Pró­pria, Gas­tos com Pes­so­al, In­ves­ti­men­tos, Li­qui­dez e Custo da Dí­vi­da. A pon­tu­a­ção va­ria en­tre 0 e 1 – qu­an­to mais pró­xi­ma de 1, me­lhor a si­tu­a­ção fis­cal do mu­ni­cí­pio.

O bai­xo de­sem­pe­nho da mai­o­ria dos mu­ni­cí­pi­os se de­ve, se­gun­do o Sis­te­ma Fir­jan, ao ele­va­do com­pro­me­ti­men­to dos or­ça­men­tos com gas­tos obri­ga­tó­ri­os, no­ta­da­men­te des­pe­sas de pes­so­al. A pes­qui­sa apon­ta que 2016 foi o ano com o mai­or por­cen­tu­al de pre­fei­tu­ras em si­tu­a­ção fis­cal di­fí­cil e com me­nor nú­me­ro em si­tu­a­ção ex­ce­len­te de to­da a sé­rie do IFGF, fei­to des­de 2006.

Ma­rin­gá te­ve va­ri­a­ção de con­cei­to A e B nos cin­co ín­di­ces. Fo­ram du­as no­tas A: Re­cei­ta Pró­pria (1.0000 pon­tos) e Li­qui­dez (0.8619); os de­mais ti­ve­ram con­cei­to B: Gas­tos com Pes­so­al (0.6299), In­ves­ti­men­tos (0.6026) e Custo da Dí­vi­da (0.6841).

No ín­di­ce de Re­cei­ta Pró­pria, que me­de o to­tal de re­cei­tas ge­ra­das pe­lo mu­ni­cí­pio, em re­la­ção ao to­tal da re­cei­ta cor­ren­te lí­qui­da, Ma­rin­gá al­can­çou no­ta má­xi­ma e fi­cou em pri­mei­ro lu­gar no ran­king na­ci­o­nal.

Giu­li­a­na Lan­za, pre­si­den­te do Ob­ser­va­tó­rio So­ci­al de Ma­rin­gá, diz que não é pos­sí­vel afir­mar qu­al a cau­sa da que­da no ín­di­ce da ci­da­de, pois se­ria ne­ces­sá­rio ter aces­so à me­to­do­lo­gia de cál­cu­lo do le­van­ta­men­to, mas ressalta quais ca­rac­te­rís­ti­cas tor­nam uma ges­tão fis­cal ex­ce­len­te. “É im­por­tan­te aten­tar des­de os li­mi­tes de gas­tos a que a ad­mi­nis­tra­ção es­tá obri­ga­da, co­mo com pes­so­al, ao mí­ni­mo com edu­ca­ção e saú­de.”

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Brazil

© PressReader. All rights reserved.