Apro­va­ção de Temer se­gue em que­da li­vre

O Diario do Norte do Parana - - EGCEORNAOLMIA - Agên­cia Es­ta­do ge­ral@odi­a­rio.com AE /// AE

O pre­si­den­te Mi­chel Temer (PMDB) re­gis­trou a pi­or apro­va­ção pes­so­al e de go­ver­no da sé­rie his­tó­ri­ca da pes­qui­sa CNT/MDA, cu­ja úl­ti­ma edi­ção foi di­vul­ga­da on­tem, pe­la Con­fe­de­ra­ção Na­ci­o­nal do Trans­por­te (CNT).

Do pon­to de vis­ta de ava­li­a­ção de go­ver­no, a sé­rie his­tó­ri­ca da pes­qui­sa co­me­çou a ser re­gis­tra­da pe­la CNT em ju­lho de 1998, du­ran­te o se­gun­do man­da­to do ex-pre­si­den­te Fer­nan­do Hen­ri­que Car­do­so. De lá pa­ra cá, Temer é o pre­si­den­te da Re­pú­bli­ca com a pi­or ava­li­a­ção.

Se­gun­do os da­dos do le­van­ta­men­to, a ava­li­a­ção ne­ga­ti­va do pe­e­me­de­bis­ta al­can­çou 75,6% nes­te mês de se­tem­bro. Até en­tão, o pi­or de­sem­pe­nho era da ex-pre­si­den­te Dil­ma Rous­seff, que te­ve ín­di­ce de 70,9% em ju­lho de 2015.

Temer tam­bém é do­no do pi­or de­sem­pe­nho pes­so­al da his­tó­ria, ava­li­a­ção que co­me­çou a ser me­di­da em 2001. Is­so por­que 84,5% de­sa­pro­vam o de­sem­pe­nho do pre­si­den­te, se­gun­do da­dos de se­tem­bro

A 134ª pes­qui­sa CNT/MDA foi re­a­li­za­da en­tre os di­as 13 e 16 de se­tem­bro. Fo­ram ou­vi­das 2.002 pes­so­as, em 137 mu­ni­cí­pi­os de 25 uni­da­des fe­de­ra­ti­vas, das cin­co re­giões do Bra­sil. A mar­gem de er­ro é 2,2 pon­tos por­cen­tu­ais, com 95% de ní­vel de con­fi­an­ça.

Na ONU

Temer con­de­nou o ter­ro­ris­mo em seu dis­cur­so, on­tem, na aber­tu­ra da As­sem­bleia Ge­ral da ONU e de­fen­deu a de­mo­cra­cia na Amé­ri­ca do Sul. Ao fa­lar da Venezuela, Temer res­sal­tou que a si­tu­a­ção dos di­rei­tos hu­ma­nos no país vi­zi­nho con­ti­nua se de­te­ri­o­ran­do. “Es­ta­mos ao la­do do po­vo ve­ne­zu­e­la­no, a que nos li­gam vín­cu­los fra­ter­nais. Na Amé­ri­ca do Sul, já não há mais es­pa­ço pa­ra al­ter­na­ti­vas à de­mo­cra­cia. É o que afir­ma­mos no Mer­co­sul, é o que se­gui­re­mos de­fen­den­do.”

“De Bar­ce­lo­na a Ca­bul, de Ale­xan­dria a Man­ches­ter, rei­te­ra­das ma­ni­fes­ta­ções de vi­o­lên­cia co­var­de não nos dei­xam es­que­cer o mal do ter­ro­ris­mo”, dis­se o pre­si­den­te ao fa­lar dos re­cen­tes ata­ques ter­ro­ris­tas ao re­dor do mun­do. “É mal que se ali­men­ta dos fun­da­men­ta­lis­mos e da ex­clu­são, e a que ne­nhum país es­tá imu­ne.” A no­va pro­cu­ra­do­ra-ge­ral da Re­pú­bli­ca, Ra­quel Dod­ge, ofi­ci­a­li­zou em por­ta­ri­as a tro­ca no gru­po de tra­ba­lho da La­va Ja­to. A no­va equi­pe com­pos­ta por Ra­quel pa­ra con­du­zir as in­ves­ti­ga­ções na PGR é for­ma­da por oi­to pro­cu­ra­do­res, sen­do que ape­nas dois já es­ta­vam no gru­po do ex-pro­cu­ra­dor-ge­ral Ro­dri­go Janot. Ra­quel es­ta­be­le­ceu um pra­zo de 30 di­as de tran­si­ção, du­ran­te os quais cin­co in­te­gran­tes do gru­po de Janot aju­da­rão nos tra­ba­lhos da La­va Ja­to, en­tre eles o úl­ti­mo co­or­de­na­dor da equi­pe, pro­mo­tor Sér­gio Bru­no. As por­ta­ri­as fo­ram pu­bli­ca­das no Diá­rio Ofi­ci­al (DOU) de on­tem. O gru­po de tra­ba­lho da ope­ra­ção, co­nhe­ci­do co­mo GT, se­rá co­or­de­na­do pe­lo pro­cu­ra­dor Jo­sé Al­fre­do da Sil­va. A equi­pe fi­ca­rá su­bor­di­na­da, no en­tan­to, à Se­cre­ta­ria de Fun­ção Pe­nal, de res­pon­sa­bi­li­da­de da pro­cu­ra­do­ra Ra­quel Bran­qui­nho. Os dois já tra­ba­lha­ram jun­tos na épo­ca da de­nún­cia do men­sa­lão. As reu­niões de tran­si­ção en­tre uma par­te da equi­pe de Ra­quel e o gru­po de Janot já vi­nham acon­te­cen­do ao lon­go do úl­ti­mo mês. Mas, as in­for­ma­ções da La­va Ja­to só pu­de­ram co­me­çar a ser pas­sa­das a par­tir da pos­se, nes­ta se­gun­da-fei­ra./// O juiz Val­lis­ney de Sou­za Oli­vei­ra, da 10ª Va­ra Fe­de­ral em Brasília, acei­tou de­nún­cia do Mi­nis­té­rio Pú­bli­co Fe­de­ral (MPF) e co­lo­cou o ex-pre­si­den­te Luiz Iná­cio Lula da Sil­va no­va­men­te no ban­co dos réus. O petista vai res­pon­der pe­lo cri­me de cor­rup­ção pas­si­va por, su­pos­ta­men­te, ter par­ti­ci­pa­do da “ven­da” da Me­di­da Pro­vi­só­ria (MP) 471, de 2009, que pror­ro­gou os in­cen­ti­vos fis­cais pa­ra mon­ta­do­ras ins­ta­la­vas nas re­giões Nor­te, Nor­des­te e Cen­tro-Oes­te. O ca­so foi re­ve­la­do pe­lo jor­nal O Es­ta­do de S. Pau­lo em 2015 e in­ves­ti­ga­do na Ope­ra­ção Ze­lo­tes. Lula já é réu em ou­tros cin­co pro­ces­sos - sen­do 3 na La­va Ja­to, 1 na Ze­lo­tes e ou­tro de­cor­ren­te da Ope­ra­ção Ja­nus. Em um sé­ti­mo pro­ces­so, no ca­so do tri­plex do Gu­a­ru­já, o petista já foi con­de­na­do a no­ve anos e seis me­ses de pri­são pe­lo juiz Sér­gio Mo­ro. O petista tam­bém já foi de­nun­ci­a­do em ou­tros dois ca­sos pro­ve­ni­en­tes de in­ves­ti­ga­ções da La­va Ja­to. Na de­nún­cia, as­si­na­da pe­los pro­cu­ra­do­res Fre­de­ri­co Pai­va e He­bert Mes­qui­ta, Lula, o ex-mi­nis­tro Gil­ber­to Car­va­lho e mais cin­co pes­so­as fo­ram acu­sa­das de en­vol­vi­men­to em cor­rup­ção pa­ra apro­va­ção da MP 471 .

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