3 PER­GUN­TAS PA­RA...

O Estado de S. Paulo - - Política - Jo­sé Fer­nan­do R. Jú­ni­or, pro­fes­sor do Ins­ti­tu­to de Ci­ên­ci­as Ma­te­má­ti­cas e de Com­pu­ta­ção

1. De on­de vêm as no­tí­ci­as

fal­sas? Es­sa é a per­gun­ta es­sen­ci­al pa­ra en­ten­der to­do o res­to. As no­tí­ci­as fal­sas (ou pós-ver­da­des) são cri­a­das, na mai­o­ria ab­so­lu­ta das ve­zes, pa­ra a ob­ten­ção de lu­cro. Quan­to mais vi­su­a­li­za­ções do seu si­te, mais cli­ques e mais ga­nhos, os quais po­dem che­gar a mi­lha­res de dó­la­res. Es­te me­ca­nis­mo é se­gui­do por ou­tras em­pre­sas co­mo o Fa­ce­bo­ok.

2.

No­tí­ci­as fal­sas são mais com­par­ti­lha­das que as ver­da­dei­ras? Por quê? As no­tí­ci­as fal­sas são com­par­ti­lha­das pro­por­ci­o­nal­men­te ao quan­to são sen­sa­ci­o­nais. Da mes­ma ma­nei­ra co­mo as no­tí­ci­as re­ais. To­da­via, se há uma mo­ti­va­ção fi­nan­cei­ra for­te, po­de-se ter um me­ca­nis­mo de divulgação mais agres­si­vo.

3.

Qual é a di­fe­ren­ça no com­par­ti­lha­men­to de no­tí­ci­as fal­sas e ver­da­dei­ras? Pa­ra iden­ti­fi­car uma no­tí­cia ver­da­dei­ra, bas­ta ve­ri­fi­car se há em sua teia de com­par­ti­lha­men­tos um nú­me­ro sig­ni­fi­ca­ti­vo de fon­tes com cre­di­bi­li­da­de e/ou de usuá­ri­os com per­fil au­tên­ti­co, no sen­tin­do de ze­lo com re­la­ção à ve­ra­ci­da­de do que com­par­ti­lham.

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