Mi­nis­tro de Bol­so­na­ro cha­mou Re­nan de ban­di­do

O Estado de S. Paulo - - Política - CO­LU­NA DO ES­TA­DÃO ANDREZA MATAIS TWIT­TER: @COLUNADOESTADAO COLUNADOESTADAO@ESTADAO.COM POLITICA.ESTADAO.COM.BR/BLOGS/CO­LU­NA-DO-ESTADAO/ COM NAIRA TRIN­DA­DE E JU­LI­A­NA BRA­GA. CO­LA­BO­ROU AMANDA PUPO

Co­ta­do pa­ra as­su­mir a Ca­sa Ci­vil em even­tu­al go­ver­no de Jair Bol­so­na­ro, Onyx Lo­ren­zo­ni (DEM-RS) po­de­rá ter que lidar com um de­sa­fe­to. Re­e­lei­to, o se­na­dor Re­nan Calheiros (MDB-AL) es­tá às vol­tas de pre­si­dir o Se­na­do. No fi­nal de 2016, os dois tro­ca­ram ofen­sas quan­do o Con­gres­so dis­cu­tiu o pa­co­te de me­di­das an­ti­cor­rup­ção. Onyx foi o relator na Câ­ma­ra e ela­bo­rou pa­re­cer di­fe­ren­te do ne­go­ci­a­do com lí­de­res. Na dis­cus­são, Re­nan in­si­nu­ou que o de­pu­ta­do re­ce­be­ra dinheiro da in­dús­tria de ar­mas. Onyx re­ba­teu cha­man­do Re­nan de “ban­di­do”.

» Tá guar­da­do. O re­la­tó­rio de Onyx, que aca­tou de­man­das do Mi­nis­té­rio Pú­bli­co Fe­de­ral, não de­sa­gra­dou ape­nas Re­nan Calheiros. No seu par­ti­do, o DEM, a avaliação é de que não se­rá fá­cil sua re­la­ção com o Con­gres­so Na­ci­o­nal. Há des­con­fi­an­ça de que ele não cum­pre o com­bi­na­do.

» Va­mos à lu­ta. Em mo­vi­men­tos dis­cre­tos, Re­nan Calheiros já co­me­çou a cos­tu­rar sua can­di­da­tu­ra à pre­si­dên­cia do Se­na­do. Es­sa se­ma­na, dis­pa­rou li­ga­ções pa­ra lí­de­res par­ti­dá­ri­os cha­man­do pa­ra con­ver­sar.

» Com a pa­la­vra. Pro­cu­ra­do, Onyx não li­gou de vol­ta. Na épo­ca, ele ne­gou ter re­ce­bi­do cai­xa dois da in­dús­tria de ar­mas. Em 2014, o de­pu­ta­do de­cla­rou em sua pres­ta­ção de con­tas de cam­pa­nha ter re­ce­bi­do do­a­ções le­gais das em­pre­sas CBC e Tau­rus.

» Quei­mou lar­ga­da. Ir­mão de Ci­ro Go­mes, o re­cé­me­lei­to se­na­dor Cid Go­mes, (PDT) vai abrir fren­te con­tra Re­nan. A ali­a­dos, Cid ne­ga que vá dis­pu­tar o co­man­do da Ca­sa, mas ad­mi­te que tra­ba­lha­rá en­tre os 46 no­va­tos pa­ra que o ala­go­a­no não as­su­ma o Se­na­do.

» Ma­qui­a­gem. A cam­pa­nha de Fer­nan­do Haddad (PT) de­fi­niu que mais do que des­co­lar a ima­gem do ex­can­di­da­to da de Lula, o PT pre­ci­sa im­pri­mir-lhe um ar de liderança. Os trac­kings mos­tram que a ideia de que tem pul­so pa­ra co­man­dar o País im­pul­si­o­nou o ad­ver­sá­rio Jair Bol­so­na­ro (PSL).

» Acei­ta que dói me­nos. A promessa de Bol­so­na­ro de fa­zer um mi­nis­té­rio téc­ni­co, sem in­di­ca­ções de par­ti­dos já es­tá sen­do as­si­mi­la­da pe­lo Con­gres­so. Um ca­ci­que diz que o jei­to é se adap­tar à no­va re­a­li­da­de.

» Alô... O pró­xi­mo pre­si­den­te da Re­pú­bli­ca já as­su­mi­rá ten­do à dis­po­si­ção um ins­ti­tu­to de pes­qui­sa pa­ra fa­zer le­van­ta­men­tos quan­ti­ta­ti­vos e qua­li­ta­ti­vos na po­pu­la­ção. O Pla­nal­to re­a­li­za li­ci­ta­ção es­te mês pa­ra con­tra­tar uma em­pre­sa por até R$ 7,2 mi­lhões por um ano.

» ...ci­da­dão. Se­gun­do o edi­tal, es­sa é a ma­nei­ra “ci­en­tí­fi­ca” de in­fe­rir as pre­fe­rên­ci­as dos ci­da­dãos so­bre te­mas re­le­van­tes da agen­da na­ci­o­nal. O con­tra­to que es­tá ven­cen­do ago­ra fez em mé­dia, por ano, 24 mil en­tre­vis­tas pre­sen­ci­ais e ou­tras 22 mil por te­le­fo­ne.

» Re­se­tar. Com me­ta­de da ban­ca­da re­e­lei­ta, o PTB de Ro­ber­to Jef­fer­son já co­me­çou a es­tu­dar as mu­dan­ças na le­gen­da. A que­da de 19 pa­ra 10 de­pu­ta­dos fez a si­gla pen­sar em se re­fun­dar.

» Cor­te­sia. Pre­si­den­te do Su­pre­mo Tri­bu­nal Fe­de­ral, Di­as Tof­fo­li já avi­sou que pre­ten­de se en­con­trar com o pró­xi­mo pre­si­den­te da Re­pú­bli­ca elei­to an­tes mes­mo da pos­se. Pos­si­vel­men­te em um al­mo­ço pa­ra ini­ci­ar os diá­lo­gos. O ges­to si­na­li­za o em­pe­nho do mi­nis­tro em cri­ar uma re­la­ção harmô­ni­ca en­tre os Po­de­res.

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