CA­PA

Paí­ses on­de a na­tu­re­za rei­na ab­so­lu­ta e a vi­da sel­va­gem po­de ser ob­ser­va­da em to­do o seu es­plen­dor. O en­con­tro com os ani­mais sel­va­gens é o ponto al­to e tam­bém o iní­cio pa­ra mui­tas des­co­ber­tas. Ce­ná­ri­os na­tu­rais im­pres­si­o­nan­tes e um in­crí­vel pôr do sol av

Qual Viagem - - SUMÁRIO - Por Ti­no Si­mões

Quem gos­ta de vi­a­jar cer­ta­men­te já fez ou so­nhou com um sa­fá­ri nas sa­va­nas afri­ca­nas. É ex­pe­ri­ên­cia im­par o en­con­tro com os ani­mais sel­va­gens. Tra­ta-se, sem dú­vi­da, de uma vi­a­gem que fi­ca mar­ca­da eter­na­men­te na me­mó­ria e, cla­ro, nas mui­tas fo­tos e ví­de­os dos tu­ris­tas. Nes­sa ma­té­ria abor­da­mos ape­nas dois en­tre os des­ti­nos tra­di­ci­o­nais pa­ra sa­fá­ris no con­ti­nen­te afri­ca­no: Botswana e Quênia.

Am­bos os paí­ses pos­su­em di­ver­sas re­ser­vas – pú­bli­cas e pri­va­das -, al­gu­mas pró­xi­mas das prin­ci­pais ci­da­des e ou­tras nem tan­to, pa­ra a re­a­li­za­ção de um sa­fá­ri fo­to­grá­fi­co. Em to­das elas os visitantes en­con­tra­rão in­fra­es­tru­tu­ra ade­qua­da e gran­de va­ri­e­da­de de ani­mais e aves que re­ve­lam a ver­da­dei­ra es­sên­cia do cha­ma­do “con­ti­nen­te ne­gro”. Mas a atra­ção são os gran­des ani­mais co­mo ele­fan­tes, bú­fa­los, le­o­par­dos e leões.

Se vo­cê é da­que­les que não gos­ta de acor­dar ce­do, es­que­ça. Nas re­ser­vas afri­ca­nas os di­as co­me­çam sem­pre mui­to ce­do. Nor­mal­men­te, os sa­fá­ris ini­ci­am às seis da ma­nhã, ho­rá­rio ide­al pa­ra se avis­tar ani­mais, além de con­se­guir a me­lhor luz do dia pa­ra as fo­tos.

A aven­tu­ra co­me­ça com os gui­as reu­nin­do os gru­pos de tu­ris­tas nos gran­des ji­pes Land Ro­ver com tra­ção 4×4. Co­me­ça aí a bus­ca pe­los ani­mais. As emo­ções e as fo­tos se su­ce­dem a ca­da es­pé­cie avis­ta­da, prin­ci­pal­men­te quan­do o ji­pe fi­ca cer­ca­do por uma ma­na­da de ele­fan­tes. Os gigantes das sa­va­nas ob­ser­vam e pa­re­cem po­sar pa­ra as fo­to­gra­fi­as.

Mas o ponto al­to da ex­pe­di­ção é o es­pe­ra­do en­con­tro com os leões. O veí­cu­lo che­ga a pou­cos me­tros dos fe­ro­zes ani­mais. Ex­pe­ri­en­tes, os gui­as so­li­ci­tam que os tu­ris­tas fi­quem em si­lên­cio e que não fa­çam mo­vi­men­tos brus­cos pa­ra não in­co­mo­dar as fe­ras. Mas, fi­quem tran­qui­los, por­que os leões não atacam os car­ros. Os ani­mais têm dois ins­tin­tos - se ali­men­tar e se de­fen­der – e co­mo se ha­bi­tu­a­ram a ver os veí­cu­los des­de fi­lho­tes en­ten­dem que es­ses não re­pre­sen­tam nem fon­te de co­mi­da e nem ame­a­ça, fi­cam, por­tan­to, in­di­fe­ren­tes.

Ao fi­nal des­sa aven­tu­ra fan­tás­ti­ca e ines­que­cí­vel o gru­po vol­ta ao lod­ge. E, quan­do a noi­te cai, uma no­va emo­ção to­ma con­ta dos visitantes. O céu na sa­va­na ad­qui­re uma co­lo­ra­ção aver­me­lha­da e mu­da a ca­da ins­tan­te até ser to­ma­do por uma imen­si­dão de es­tre­las. É o mo­men­to pa­ra pa­rar e ob­ser­var o es­pe­tá­cu­lo.

Mas a ex­pe­ri­ên­cia de um sa­fá­ri não es­ta­rá com­ple­ta se vo­cê não par­ti­ci­par de um pas­seio no­tur­no no ha­bi­tat dos ani­mais. É à noi­te que o úl­ti­mo ani­mal do gru­po dos cin­co gran­des, o le­o­par­do, cos­tu­ma apa­re­cer. Ani­mal de há­bi­tos no­tur­nos, é di­fí­cil vi­su­a­li­zá-los mas, mes­mo as­sim, va­le à pe­na. Vo­cê po­de até não ver al­guns ani­mais, mas o fa­to de sa­ber que eles es­tão ali faz o seu co­ra­ção ba­ter mais for­te.

Na vol­ta aos lod­ges de sel­va os va­len­tes aven­tu­rei­ros são nor­mal­men­te re­cep­ci­o­na­dos com co­que­téis de fru­tas tí­pi­cas e co­mi­das exó­ti­cas ser­vi­das ao ar li­vre. Me­sas sob as ár­vo­res, pro­te­gi­das por bam­bus e no cen­tro do ter­re­no uma gran­de fo­guei­ra. Os ani­mais e in­se­tos no­tur­nos ga­ran­tem o fun­do mu­si­cal com uma ver­da­dei­ra sin­fo­nia de sons. Uma ex­pe­ri­ên­cia úni­ca e ines­que­cí­vel.

Mas não se em­pol­gue com as be­bi­das e nas con­ver­sas por­que, na ma­nhã se­guin­te, às 5 ho­ras, um fun­ci­o­ná­rio irá cha­ma-lo a um no­vo sa­fá­ri. Por que tão ce­do? Es­se é o ho­rá­rio pa­ra ob­ser­var o show pro­por­ci­o­na­do pe­los pás­sa­ros. Vo­cê es­que­ce­rá do so­no ao ob­ser­var as es­pé­ci­es de plu­ma­gem co­lo­ri­dís­si­mas que emi­tem sons de to­dos os ti­pos. Um es­pe­tá­cu­lo in­crí­vel!

Os sa­fá­ris fo­to­grá­fi­cos nas sa­va­nas afri­ca­nas pro­por­ci­o­nam mui­ta emo­ção no en­con­tro com os gran­des ani­mais sel­va­gens

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Brazil

© PressReader. All rights reserved.