MENDOZA

Nem mes­mo a mag­ni­tu­de do mon­te Acon­cá­gua su­pe­ra o prin­ci­pal atra­ti­vo tu­rís­ti­co de Mendoza: o vi­nho. A ci­da­de de­tém 70 % de to­da a pro­du­ção do vi­nho ar­gen­ti­no e ele­va a qua­li­da­de de sua be­bi­da na­ci­o­nal ao to­po do mun­do.

Qual Viagem - - SUMÁRIO - Por Pe­dro Tei­xei­ra

Nem mes­mo a mag­ni­tu­de do mon­te Acon­cá­gua su­pe­ra o prin­ci­pal atra­ti­vo tu­rís­ti­co de Mendoza: o vi­nho.

Quan­do o Ge­ne­ral San Mar­tin reu­niu em Mendoza su­as tro­pas pa­ra pôr em prá­ti­ca o pla­no de li­ber­tar a Ar­gen­ti­na, o Chi­le e o Pe­ru do do­mí­nio es­pa­nhol, mal ima­gi­na­va que sob seus pés nas­ce­ria a mais be­la pra­ça da ci­da­de - a Pra­ça da In­de­pen­dên­cia, on­de lin­das fon­tes d’água jor­ram em bus­ca de fo­tos.

O for­te ter­re­mo­to de 1861 trans­for­mou a pra­ça no mar­co de re­cons­tru­ção da ci­da­de. Mendoza ga­nhou ru­as mais lar­gas e um be­lo cal­ça­dão na Ave­ni­da Sar­mi­en­to - área re­ple­ta de res­tau­ran­tes, ba­res e lo­jas. Tam­bém pas­sou a res­pi­rar, li­te­ral­men­te, no­vos ares: a Gran­de Mendoza tem um mi­lhão de ár­vo­res, uma pa­ra ca­da ha­bi­tan­te, e mais 52 pra­ças. Al­guns tra­ços do pas­sa­do ain­da po­dem ser en­con­tra­dos co­mo a be­la fa­cha­da co­lo­ni­al do sé­cu­lo XIX do Hyatt Mendoza Ho­tel Casino e Spa.

A ima­gem de tu­ris­tas na pra­ça da In­de­pen­dên­cia, di­an­te de uma das fon­tes de água pro­po­si­ta­da­men­te co­lo­ri­da de ro­xo pa­ra sim­bo­li­zar o vi­nho, re­me­te me­ta­fo­ri­ca­men­te a dois ex­po­en­tes da eco­no­mia ar­gen­ti­na: o vi­nho e o tu­ris­mo - du­as gran­des fon­tes de ren­da de Mendoza, além do pe­tró­leo.

A gran­de mai­o­ria dos cer­ca de três mi­lhões pes­so­as, en­tre ar­gen­ti­nos e es­tran­gei­ros, vi­si­ta al­gu­mas das mais de 130 bo­de­gas dis­po­ní­veis à vi­si­ta­ção. Há mais de mil. Mendoza de­tém 70% de to­da a pro­du­ção de vi­nho do país e es­tá en­tre as no­ve mai­o­res ca­pi­tais pro­du­to­ras do mun­do. Ao to­do, são 160 mil hec­ta­res de área cul­ti­vá­vel de uva. O uso pri­mo­ro­so da tec­no­lo­gia no pro­ces­so de pro­du­ção tem con­tri­buí­do com o cres­ci­men­to do con­su­mo e me­lho­ra­do a ex­ce­len­te re­la­ção en­tre qua­li­da­de e pre­ço.

Ber­ço do vi­nho ar­gen­ti­no, Mendoza tem a fa­ma de pro­du­zir o me­lhor Mal­bec do mun­do e o be­lís­si­mo Ca­ber­net Sau­vig­non. En­tre vi­nhos bran­cos, pre­do­mi­na a Char­don­nay. A uva Bo­nar­da tam­bém já tem da­do vi­nhos tin­tos ma­ci­os e ale­gres, de mui­to sa­bor. Mas há ou­tras co­mo Sy­rah, Pi­not Noir, Tem­pra­nil­lo, Mer­lot e Sau­vig­non Blanc. A Ar­gen­ti­na já ful­gu­ra en­tre os me­lho­res pro­du­to­res de vi­nho do mun­do, al­guns de no­tas al­tís­si­mas.

Ter­ra de on­de se de­ram os pri­mei­ros pas­sos de li­ber­da­de, Mendoza res­pi­ra no­vos tem­pos. Su­as pra­ças, ru­as e ave­ni­das con­du­zem ao pra­zer de sa­bo­re­ar seu vi­nho com mui­ta paz e tran­qui­li­da­de.

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